Ela quer cuidar de si, ou sei lá o quê
Tem gente que se afunda na lama,
e tem quem chora sem nem saber por quê.
Tem quem ri, tem quem vota,
e tem quem ora — olhando pro alto —
“Pai, perdoa-lhes… eles não sabem o que fazem.”
Rio de Janeiro — 29 de outubro de 2025
Saí antes do sol pro trabalho e vi poucos carros, como costuma ser antes das seis.
Os postes ainda acesos, os ônibus voltando ou indo pra garagem. Tudo parecia “normal”.
Mas, a cada olhar desperto, eu via um tipo de valentia.
“Mas esse cheirinho de pão quente me tortura”,
ela diz, tentando puxar conversa.
O padeiro, sem levantar o olhar, responde:
— “A senhora se importa se eu trocar de canal?”
Ele não quer mais saber das notícias da cidade.