Hoje é Dia da Visibilidade Lésbica e eu resgato uma história curiosa da literatura mexicana: a relação entre Sor Juana Inés de la Cruz e María Luisa, marcada por poemas de amor dedicados a outra mulher. Afinal, o que existia entre as duas? 👀
Leia: https://t.co/NA7Qi1idhq
Em 2024, eu já tinha escrito sobre esse histórico de Milei x Lali, e inclusive viralizou tanto que os libertontos argentinos não me deixaram em paz e tentaram hackear todas as minhas redes sociais na mesma semana ! https://t.co/IbmZNuCI73
Trabalhadores da Rádio Nacional e da TV Pública da Argentina denunciam o veto à cantora Lali Espósito. Na rádio, as músicas foram proibidas, e na TV, o nome da artista não pode ser mencionado no ar. É a censura de Javier Milei... Conto mais sobre aqui: https://t.co/2drcUJUWWK
Shakira só virou uma grande estrela global por ser diferente das outras divas pop (e é por isso que as gostamos dela). Exigir que ela esteja nos moldes da indústria é pedir que ela perca sua essência artística e o que fez dela famosa.
Para @exclamacionbr: https://t.co/CnQwFrQB0J
Vocês sabem o que os jovens latino-americanos têm escutado?
Fiz uma análise de pesquisas de consumo para entender os principais perfis da região.
O que podemos ver é que, sim, todos escutam música urbana. Mas os padrões são variáveis por país…
Leiam:
https://t.co/7fnxCllJxi
E aí fica a dúvida: É melhor se manter fiel ao seu próprio estilo e provavelmente ficar reduto ao seu próprio nicho, ou explorar uma sonoridade comercial para trabalhar com quem pode impulsionar a sua carreira?
Leia mais no meu texto para o @exclamacionbr https://t.co/GLoyTgaBvk
Por outro lado, em Miami, trabalharia com algum produtor renomado, influente e com contatos que estaria disposto a transformar o seu som em algo mais “vendável” (que, em termos de latinidade, seria algo relacionado à música caribenha).
Um sul-americano que queira fazer ritmos andinos, cueca, folklore ou candombe, por exemplo, dificilmente encontra em Miami quem entenda essas linguagens a fundo para produzir uma boa música. Já um produtor local de seu país teria mais dificuldade para projetá-la no mercado.
Mas qual o problema de Miami e da sua “fórmula do sucesso” para a música latina? Bom, as identidades locais entram em um sistema que reorganiza e dita quais são suas referências. Ou seja: quem quer fazer algo diferente, às vezes não encontra nem projeção, e nem apoio técnico.
Com Shakira, entendeu como incorporar mais elementos que se definiriam como algo muito característico da cantora, como sons mais globais e árabes. Depois de “Dónde Están Los Ladrones” (1998), Emilio e Gloria Estefan, incentivaram a gravação do álbum em inglês.
Com Soledad, do folklore argentino, ele testou deixar os ritmos tradicionais mais “palatáveis” e “pop” para outros latinos. Depois de “Yo Si Quiero a Mi País” (1998), produzido por Estefan, ela sentiu a necessidade de fazer algo folclórico raiz e produzido por outros argentinos
Com Alejandro Fernández, cantor de regional e rancheras mexicanas, Emilio Estefan apostou na transição para as baladas, boleros e música romântica. Depois de “Me Estoy Enamorando” (1997), Fernández preferiu voltar ao seu gênero favorito no disco seguinte
Emilio Estefan ajudou a organizar uma fórmula de sucesso que é replicada até hoje: concentrar os “maiores” músicos, técnicos e estúdios em um local, dominando o som e a distribuição da música. No fim dos 90, apostou em 3 nomes em ascensão: Shakira, Soledad e Alejandro Fernández
Quem molda o som da música em espanhol: os artistas ou Miami? Nos anos 90, produtores musicais entenderam que a indústria também constrói estética: o “latino” virou uma categoria global e padronizável, e a cidade de Miami foi reimaginada como a capital da latinidade. 👇