Redator, letrólogo, vinil, contracultura, Galeano, audiófilo, café, vibe 90' voluntariado, América Latina, música alternativa e apreciador de artes degeneradas!
Acabei de reler Barba Ensopada de Sangue para não perder nada no cinema. Dito isso, creio que a adaptação não chegará aos pés do clássico do Daniel Galera.
Sobre levar o Neymar para a Copa, posso falar?
Em 2022, o Tite levou o Daniel Alves para a Copa do Mundo e disse que: “O critério do Daniel Alves premia qualidade técnica individual, aspecto físico e mental”.
Resultado: o Danilo, LD titular, se machucou no primeiro jogo, e o Tite não teve coragem de escalar o Daniel Alves.
Contra a Suíça e a Coreia do Sul, o Militão jogou improvisado na direita e, quando o Danilo voltou contra a Croácia, jogou de lateral esquerdo (pois os LE's também se machucaram). Uma confusão.
Agora, corta para 1998: o ataque titular daquela Copa seria o mortífero e opressor Romário e Ronaldo.
Mas o Romário se machucou, foi cortado e, no lugar dele, o Zagallo chamou o Emerson, que era volante.
Romário se recuperou da lesão e jogou pelo Flamengo (fazendo gol, inclusive) antes da estreia do Brasil na Copa.
Resultado: fez falta.
Quando Ronaldo teve o fatídico problema antes da final, o Zagallo não tinha a menor confiança em escalar o Edmundo (que estava em péssima fase e fazia um péssimo mundial).
Entrou com Ronaldo na final, ainda não recuperado da intercorrência médica que teve, e deu no que deu.
Naquela Copa, a gente tinha Bebeto, Edmundo, Ronaldo e Denílson para o ataque.
Ronaldo e Bebeto não dava liga.
Ronaldo e Edmundo também não.
Ronaldo e Denílson o Zagalo nem testou.
O Romário era o único que dava liga com todos.
Romário era único.
E, sim, o Romário fez muita falta.
Só uma nação de loucos jogaria um mundial preterindo Romário, o maior finalizador da história do futebol mundial.
Deu no que deu.
Em resumo: o risco de ter um jogador fora de suas melhores condições, numa Copa do Mundo, é que você pode precisar dele.
Portanto, a regra é clara: não convoque, não leve.
Exceção à regra: a não ser que ele seja um Romário ou um Neymar. Se for desse nível, tem que levar.