No fundo, a gente sabia que precisava acabar assim.
Depois de transformarem a convocação num culto, depois de metade do Brasil depositar esperança num super-herói hipotético, esse era o final perfeito pro Neymarzismo Cultural.
Quando o Brasil precisou do camisa 10 que fez 4 jogos inteiros e 4 filhos nos últimos 4 anos, Neymar finalmente entregou tudo que ainda podia entregar: não marcou, arrumou confusão, viu o Brasil tomar gol e cobrou um pênalti provocando o goleiro como se a gente estivesse ganhando de 5 a 0.
Mas não se enganem: a notícia é boa.
Foram 12 anos de uma Seleção refém de um gênio que desperdiçou a própria genialidade virando influencer de luxo. Um país inteiro ajoelhado diante de um sonho que nunca virou realidade.
Pelé não ganhou Copa sozinho. Romário não ganhou Copa sozinho. Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Kaká também não.
O Brasil nunca foi sobre um gênio sozinho.
Sempre foi sobre onze pessoas entendendo que a camisa pesa mais que o ego.
Neymar deu o show que o povo brasileiro queria.
1) Entrou no jogo e ficou caminhando dentro de campo.
2) Chutou sem bola um atleta da Noruega.
3) Arrumou uma confusão desnecessária.
4) Com o Brasil perdendo, fez um golzinho de pênalti e foi na cara do goleiro fazer palhaçada.
5) Ao final do jogo, fez o seu choro falso de sempre. Coitadinho dele!
Agora, de volta a realidade. Bora trabalhar.
Acabou o pão e circo!
A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 era, infelizmente, mais do que previsível. Tudo caminhava para esse desfecho. Não apenas pelo desempenho medíocre da equipe, muito distante da seleção que povoa a memória afetiva rodriguiana de tantos brasileiros, mas também por todas as evidências que estavam escancaradas desde o início desse ciclo.
Falta talento a esta geração, e a culpa nem é dela. O futebol brasileiro alijou e sabotou jovens sistematicamente, tentando espelhar um modus operandi europeu porque, claro, somos vira-latas. O Vini Jr., coitado, é a andorinha que não faz verão.
O treinador, apesar do currículo vitorioso, parecia muito mais preocupado em fazer publicidade e agradar patrocinadores do que em formar uma equipe de verdade. E, acima de tudo, havia a insistência em convocar um ex-atleta em atividade, hoje muito mais reconhecido por sua carreira no Instagram.
Neymar é uma das piores coisas que aconteceu para o futebol brasileiro nos últimos vinte anos. E olha que passamos por crises bem severas nesse período. Não consigo imaginar um norte pior para tantos jovens. Neymar é o símbolo de uma era que transformou dinheiro e ostentação em virtude. O talento que o popularizou ficou em último plano. “Exxxquece!”
Quem desfila há tempos é o homem de 34 anos que age como um menino (menino!) de 14, que provoca, humilha ou menospreza adversários, que agride companheiros de equipe, que xinga árbitros e que se acha maior do que as instituições que representa. Até porque, para alguns bajuladores, que medem grandeza por seguidores no TikTok, ele é.
Sonhávamos com um hexa e faturamos um diferente: seis Copas do Mundo consecutivas sem conquistar o título. Quando esta Copa acabar, estaremos atrás não só da Noruega (um país com oito meses de inverno e do tamanho do Maranhão), mas também de argentinos, mexicanos, colombianos e, em certa média, até de cabo-verdianos.
Sim, meus amigos. No futebol, o Brasil regrediu. O Brasil se apequenou. Encolheu-se diante de indivíduos, de marketing, do dinheiro e, por fim, diante de um influencer.
Mais um.
Aliás, já jogaram no Tigrinho hoje? O pai tá on!
(Som de risada idiota de pai de família que sofre de síndrome de Peter Pan…)
Não dói nem um pouco. O Neymar nasceu com o tipo de talento que 1 pessoa em 1 bilhão nasce, e escolheu desperdiçar isso em whisky, poker e mulher. Nunca se comprometeu com nada, nunca se responsabilizou por nada.
Viveu metade da carreira lesionado porque tem o preparo físico e a resistência de um bebum, fez questão de vender a própria imagem mais por polêmica extracampo que por esforço no campo e, quando percebeu que não conseguiria nada com isso, aparelhou o Santos e a CBF.
Além de tudo é mimado, desrespeitoso e tem 0 fairplay. Um delinquente que sequestrou nossa camisa por mais de 1 década e alimentou uma péssima cultura no nosso futebol. Finalmente acabou.
Um jogador com espírito de equipe e senso de responsabilidade com a nação bate o pênalti nos acréscimos do segundo tempo, pega a bola correndo na rede e bota rapidamente no meio do campo, quando sua seleção perde por 2 a 1, com dois gols tomados após sua entrada na partida.
Um jogador narcisista transforma o pênalti num duelo pessoal com o goleiro adversário, trocando provocações antes, durante e, pior ainda, depois da batida, ignorando a pressa imposta pelo placar adverso e dizendo frases como “comigo, não, otário”, com a qual afeta superioridade até sobre um companheiro de equipe que teve uma cobrança defendida no primeiro tempo.
O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 2026 pela Noruega, mas a idolatria de milhões de brasileiros por figuras que se colocam acima de tudo e de todos perdura, com apego irracional à pose de valentão que mascara o prejuízo geral.
O mau desempenho é corrigível com o resgate da cognição individual e um longo trabalho de aprimoramento físico, técnico e tático. Mas o culto a personalidades narcísicas é um vírus cultural que afeta precisamente a cognição, ajudando a produzir, seja na política, seja no futebol, sucessivas derrotas coletivas para o país.
Não tem como esperar que quem traiu a própria mãe tenha respeito por alguém no mundo.
Alguém sabe como começa a carreira dos princesos Bolsonaro? Pesquisem.
Depois de trair a mãe deles e engravidar outra, o pai decidiu destruir a carreira política de Rogéria Bolsonaro, mãe dos princesos.
Em vez de dar apoio a ela na campanha, lançou Carlos, com 17 anos, que topou trair a mãe.
Ele poderia simplesmente não ter apoiado, mas decidiu botar o filho contra a mãe.
O filho poderia simplesmente não ter aceitado entrar na briga, mas optou por trair a própria mãe.
Os princesos Flávio e Eduardo não defenderam a própria mãe.
Não dá para esperar que sejam diferentes com Michelle ou com qualquer outra pessoa.
isso aqui resultado da cultura anti professor da extrema direita. tá na conta do nikolas ferreira e do PL o estrago imensurável nessa geração de jovens acéfalos, misóginos, violentos e cruéis
The magnitude of Trump's personal corruption and the monetizing of the presidency by him and his family have no precedent in US history.
It takes a total peasant mentality, or some weird cultish devotion, to defend or excuse this, especially if you objected to corrupt Biden transactions (as I did). It's on a completely different scale.
Trump set up a crypto company (World Liberty Financial) 4 days before his inauguration, then had the UAE pour hundreds of millions into his pockets for 49% of it, then gave rewards to the UAE. Jared getting $2 billion from the Saudis. On and on and on.
Depois que passar essa euforia toda que surgir outro idiota com uma história mais recente e de interesse da direita esse aqui vira passado e seus minutos de fama vão por água abaixo .