O silêncio da Rádio Eldorado não é só o fim de uma emissora, é o sintoma de um deslocamento. Houve um tempo em que o rádio prestava um serviço insubstituível, transformando o ouvinte em protagonista, como no “ouvinte-repórter” que organizava o caos do trânsito sem precisar de algoritmo. Hoje, ao mimetizar podcasts e se refugiar na opinião, parte do rádio abriu mão da própria relevância. Sem utilidade, não há vínculo. Sem vínculo, não há negócio. O luto é compreensível, mas a urgência é outra: reencontrar propósito antes que o dial vire apenas memória.
Eu cresci com a Rádio Eldorado.
Desde janeiro de 2025, eu entro no ar com meu “despacho” Externas. Trabalho com gente legal e competente, sou ouvido por gente realmente antenada e com 50 anos de jornalismo, eu ainda me motivava. Eldorado acaba em 15 de maio. Perdi, perdemos
Se Zico e Pelé foram para os cinema daqui, Aldair virou filme na Itália. Um dos maiores craques da história, subestimado pela discrição, ídolo absoluto da Roma e titular incontestável de qualquer Flamengo ou Seleção Brasileira de todos os tempos que se preze. Merecidíssimo!