Frio como um corpo vivo
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Sinopse:
Numa pequena comunidade rural paranaense, um garoto cresce cercado por segredos que moldam o seu corpo e a sua voz. Dono de um talento vocal único e perturbador, capaz de arrancar espanto, admiração e ódio em igual medida, Witor carrega em si as marcas de um passado violento e de uma identidade que lhe foi arrancada muito cedo.
Conforme desvenda os reais motivos de sua esterilização, ele traz à luz uma história sombria de abusos, desejos reprimidos e poder, um enredo sinistro que envolve seu pai e a misteriosa “Noiva de Preto”, cuja presença espectral o acompanha desde a adolescência.
Frio como um corpo vivo traz uma mistura de realismo brutal, lirismo trágico e elementos de horror psicológico. É uma história sobre sobrevivência, voz e vingança. Um mergulho na alma de um jovem moldado pela violência, que encontra na música a sua única forma de existir, e de desmascarar uma mentira.
@augustodefranco Eu achei q melhorou pouco, bem menos do que ele certamente sonhava. As coisas estão mudando muito rápido dentro dessa margem de 2 pontos. Uma notícia negativa a um dos lados nos dois últimos dias de campanha já muda td de novo. Vai depender de quem tiver mais sorte ou ajuda...
@Haaaysb esse veio ainda não entendeu q as pessoas q não gostam dele não vão passar a gostar. a diferença, caso essa desgraça ganhe, vai ser como em 2022 ou menos.
@VEJA Eles pedem voto dos independentes e dps passam 4 anos xingando. Eu não caio mais. E aliás muitos militantes de internet xingam até precisando de voto kkkkk
@aguedescartoon É o q acho tb. Em 2022 os perdedores apelaram para fazer o Exército intervir. Nesse ano, caso percam, os lulistas irão pela via judicial. Se conseguirem, acabou de vez a democracia de verniz do BR. Assim como teria acabado se tivessem conseguido lá atrás.
Confesso que estranhei essa postagem do Tabet, meu colega na Escola de Comunicação da UFRJ, com quem sempre mantive uma relação cordial e respeitosa. A referência ao editorial de 2018 “Uma escolha muito difícil” é evidente. A piada eu entendi, o que me escapa é o pecado que o Estadão teria cometido desta vez, na visão dele.
Fico portanto a imaginar que o Tabet tenha lido no jornal algo que o desagradou. Talvez o editorial que aponta o caráter partidário da atuação de Flávio Dino no episódio. Talvez a cobertura crítica à circulação da fake news segundo a qual Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
(Flávio, convém lembrar, não é uma figura exatamente aplaudida pelo Estadão, que na última quarta-feira publicou o editorial "Flávio e a sombra dos milicianos", alertando para o risco de uma eventual eleição do candidato do PL facilitar o acesso das milícias do Rio de Janeiro ao topo do poder da República.)
Sempre acompanhei com interesse e até admiração o trabalho do Tabet como humorista, em especial seu melhor personagem, o policial Pessanha. Mas a única ligação que conhecia entre ele e temas religiosos vinha dos especiais de Natal do Porta dos Fundos para a Netflix. O primeiro, "Se Beber, Não Ceie", de 2018 — os apóstolos de ressaca depois da Última Ceia, sem saber onde foi parar o Messias —, rendeu ao grupo o Emmy Internacional de melhor comédia. Uma semana depois de receber o prêmio, o grupo dobrou a aposta com "A Primeira Tentação de Cristo".
Vale lembrar a história. Jesus, interpretado por Gregório Duvivier, volta de quarenta dias no deserto para a festa surpresa dos seus trinta anos e apresenta à família o namorado, Orlando, personagem de Fábio Porchat — que no fim se revela ninguém menos que Lúcifer (desculpem o spoiler). Na festa, Maria e José contam ao aniversariante que ele é adotado e que o pai verdadeiro é Deus. E Deus, Ele mesmo, é interpretado pelo Tabet: um Deus autoritário, egocêntrico e com um interesse pouco católico por Maria.
Houve protestos, acusações de blasfêmia e pedidos de censura. Até aí, manifestações que podiam ser discutidas e contestadas publicamente. Mas um tal Eduardo Fauzi entrou no debate de outra forma: com coquetéis molotov atirados contra a sede da produtora, na véspera do Natal de 2019. Depois, fugiu para a Rússia. Neste ano, foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão.
Não sou católico nem sigo religião alguma. Defendo o direito de Tabet fazer piadas com Jesus e seus apóstolos, assim como o dos cartunistas do Charlie Hebdo de caricaturar Maomé. Esse direito não pode depender da disposição do ofendido para rir. Como aprendemos com Orwell, a liberdade inclui o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir.
Por isso mesmo, acho perfeitamente defensável o ponto de quem se voltou contra o ministro André Mendonça pela derrubada em massa de mais de mil postagens sobre o tema — como fez o próprio Tabet, na reclamação que acabou levando à decisão do ministro Flávio Dino.
Sejam bem-vindos os que só agora descobriram o valor da liberdade de expressão, inclusive os que até anteontem aplaudiam os arroubos autoritários do ministro Alexandre de Moraes no agora moribundo inquérito das fake news. (Millôr já tinha explicado o fenômeno: democracia é quando eu mando em você; ditadura é quando você manda em mim.) Mas também entendo os argumentos jurídicos de quem sustenta que o ambiente eleitoral, ainda mais na sua derradeira semana, não pode ser um vale-tudo.
O que é mais difícil de defender é o súbito interesse por símbolos do catolicismo. E que aflora, não por acaso, na reta final de uma eleição muito difícil para o presidente Lula, em que cada dia traz um tema novo — Nossa Senhora Aparecida na quinta, as bets na sexta —, sempre apresentado como a bala de prata que vai selar o resultado das urnas. Resultado que, a julgar por pesquisas e trackings, segue teimosamente em aberto. E que se decide nas urnas, não no altar.
Apesar de especulações em contrário, não é o cargo de padroeira do Brasil que está em disputa.
É o de presidente.
@SerieManiacos@NetflixBrasil Estou gostando bastante de Meus Mortos Tristes, foi elogiada até por Stephen King na conta dele aqui no X. Só as redes lixo da @NetflixBrasil, q só falam pra assinante adolescente, q ignoram.
Acabei de ler este livro e acho que você pode gostar: "Três vezes Hilda: Biografia, correspondência e poesia (Portuguese Edition)" de Hilst, Hilda; Abreu, Caio Fernando; Cecilio, Ana Lima.
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Cool idea! What if someone who could hear (and sometimes see) the dead fell into a city's water supply and decomposed? And after drinking the water, EVERYONE could do it? MY SAD DEAD (Netflix. September 24). My old amigo Pablo Larrain directed.