GENTE
Charlotte curtiu esse post no insta falando:
“Dormindo sozinha pq ALGUÉM não sabe como se teletransportar”
Aí a Engfa aparece, posta foto e no twitter coloca a legenda:
“Onde é sua casa?”
cara, se a gente é delulu é exclusivamente por culpa delas, de verdade pq isso aqui n é possível kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Deputada Erika Hilton,
Gostaria de pedir sua atenção para um tema que impacta milhares de trabalhadores brasileiros: a necessidade de revisão da legislação trabalhista sobre o acompanhamento de filhos doentes.
Hoje, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não garante o abono de faltas para que pais ou mães acompanhem filhos maiores de 12 anos em consultas médicas ou durante uma internação. Na prática, salvo previsão em convenção coletiva, acordo coletivo ou por liberalidade do empregador, o trabalhador pode ter os dias descontados do salário.
Tenho uma amiga que passou exatamente por essa situação. Sua filha, de 15 anos, ficou internada por 10 dias em um hospital público. Ela não tinha outra pessoa para ficar com a adolescente e, mesmo que tivesse, qual mãe escolheria não permanecer ao lado da filha em um momento tão difícil?
Ao retornar ao trabalho, ouviu do empregador que ele não poderia fazer nada, pois a legislação não obriga o abono dessas faltas. Resultado: os 10 dias seriam descontados do salário.
É difícil aceitar que uma mãe seja tratada como se tivesse faltado ao trabalho para passear ou "curtir uma balada hospitalar", quando, na verdade, estava vivendo dias de angústia, medo e preocupação ao lado da filha.
Também não podemos depender exclusivamente da boa vontade ou do "bom coração" do empregador. Empresas precisam administrar custos e cumprir suas responsabilidades, e muitas decisões acabam sendo tomadas com base no impacto financeiro. Direitos fundamentais não deveriam depender da sensibilidade individual de cada patrão, mas de uma proteção legal que assegure dignidade às famílias.
Por isso, peço que esse tema seja debatido no Congresso Nacional. Nenhuma mãe ou pai deveria ser colocado diante da escolha entre acompanhar um filho internado ou preservar o próprio salário.
Cuidar de um filho doente não é um privilégio. É um dever, um ato de amor e uma responsabilidade que o Estado também deveria reconhecer e proteger por meio da legislação e esse tema já passou da hora de ser revisto.
Desde já agradeço a sua atenção
@ErikakHilton