@Cleber99511@antenadosnj Não tem? Quem emprestou 80 milhões ano passado e iria emprestar mais 150 esse ano? Quem serviu de avalista nas contratações do Colidio e do Sosa?
@andre_paraizo@Flamengo A janela começou dia 5 e fecha dia 3/3 de março, a única coisa ridícula é a tua opinião. Flamengo tirou um zagueiro que o Cruzeiro queria, tu não é flamengo
@marcelohallais @IsleyBM Abandonar? Viu quantas atletas de vôlei foram convocadas para a seleção sub 20 de vôlei? 6. É líder do NBB, tem a ginástica, natação com diversas promessas, etc
O importante é criticar, se informar sobre o assunto é opcional.
Pq vc acha que meus vídeos tem views menores que quem tem menos seguidores que eu no YouTube? Pq eu não minto nas capas. Tenho 218 milhões de views em 30 dias no insta pq lá nem se usa capa! Então ninguém consegue roubar! Veja aí. Uso chamadas fortes e capas que tem exatamente o que falo no vídeo! Análise sinceramente as minhas capas ⬇️
“Mixto, visitante e brasileiro: a hipocrisia da paixão seletiva”
Fala-se muito em igualdade, em Liga, em bem do futebol brasileiro.
Os dirigentes gostam das palavras certas: gestão, modernização, fair play. É um vocabulário bonito, cheio de promessas, mas vazio de prática. Porque no fundo, o que se vê nas arquibancdas do país é o oposto do que esses discursos pregam: o torcedor visitante continua tratado como intruso, e o torcedor “mixto”, aquele que, no Norte e Nordeste, escolheu torcer por um clube de fora da sua cidade, continua visto como traidor. No fundo, a tal “unificação do futebol brasileiro” é uma ficção que acaba no portão do estádio.
Em Fortaleza, o Flamengo foi vítima mais uma vez desse sistema travestido de ordem.
Durante o jogo no Castelão, torcedores rubro-negros foram retirados do setor mandante, mesmo sem provocação, apenas por carregarem o “pecado” de torcer diferente. Nenhum ato de violência, apenas o crime simbólico de amar outro escudo. E se o amor já fosse suficiente para justificar a segregação, veio o castigo financeiro: o ingresso do setor visitante custava R$ 250, enquanto o do torcedor local saía por R$ 60. Um verdadeiro pedágio emocional.
E é justamente por isso que muitos flamenguistas, moradores da própria cidade, acabam comprando ingresso em outros setores: não é desobediência, é sobrevivência financeira. Entre pagar quatro vezes mais caro ou assistir ao jogo de forma discreta entre os locais, a escolha é óbvia. Mas o sistema prefere punir o torcedor do que reconhecer o abuso.
O Fortaleza, que adora se dizer moderno e bem administrado, chegou a ser investigado por prática de preço abusivo, mas a indignação maior ficou com a cena de torcedores sendo escoltados por seguranças simplesmente por torcerem de vermelho e preto. E não é exclusividade do Ceará. Em Pernambuco, o governo estadual instituiu a política de torcida única nos clássicos, e o Sport Recife já chegou a realocar torcedores de setores inteiros por “questão de segurança”, sempre em prejuízo dos visitantes. Em 2025, o Ceará publicou um alerta pedindo para que flamenguistas não comprassem ingressos em certos setores do estádio, e prometeu retirá-los caso fossem identificados. Tudo em nome da “ordem”. Uma ordem que separa, segrega e encarece. Uma ordem que decide quem pode e quem não pode torcer.
A desculpa é sempre a mesma: segurança. Mas o que há de seguro em transformar o estádio num campo de exclusão? O que há de justo em punir o torcedor que quer apenas ver seu time? Em nome dessa “segurança”, o torcedor visitante paga mais caro, vê o jogo pior e é tratado com desconfiança, e em alguns estados, com truculência.
Em Minas Gerais, por exemplo, a polícia trata o visitante como se fosse um criminoso: barreiras excessivas, revistas agressivas, bloqueios de acesso e até uso de spray de pimenta contra quem só queria entrar para torcer.
Em São Paulo, no Allianz Parque, o torcedor enfrenta outro tipo de humilhação: telas colocadas na frente do setor visitante, que distorcem a visão do campo e lembram mais uma jaula do que um espaço de arquibancada.
É o retrato exato da contradição do futebol brasileiro, o mesmo que fala em “profissionalismo” e “modernização”, mas ainda trata parte do seu público como ameaça. E quando o torcedor tenta apenas existir no meio da torcida local, é hostilizado, como se seu amor fosse uma provocação.
“Imagina você ter uma única chance de ver seu time jogar, comprar o ingresso, ficar quieto, não incomodar ninguém, e ainda assim alguém achar que tem o direito de te agredir porque não gostou do time que você ama. Isso não é paixão, é doença.”
E há ainda o preconceito regional, a velha ferida do “mixto”. No Norte e Nordeste, quem torce para clubes do Sudeste é frequentemente taxado de traidor, de alienado, de “misturado”. O termo, usado de forma pejorativa, revela uma mentalidade que ignora a pluralidade do futebol brasileiro. O que há de errado em torcer por quem se ama? Que mal existe em alguém de Fortaleza ser Flamengo, de São Luís ser Vasco, de Belém ser Fluminense? A grandeza do futebol nacional está justamente nessa mistura: o garoto do sertão que vibra com o Mengão, o trabalhador do interior que economiza meses para ver o Maracanã de perto. E ainda assim, esse amor é tratado como inferior.
Enquanto os clubes falam em Liga, em distribuição de cotas e governança, a realidade do torcedor segue sendo desigual e excludente.
Querem dividir o dinheiro da televisão, mas não querem dividir o estádio.
Querem lucrar com o produto “futebol”, mas negam a essência do futebol: a convivência entre opostos.
Querem globalizar a marca, mas não toleram o vermelho e preto duas fileiras ao lado.
E o Flamengo, como sempre, é o espelho de tudo isso.
É o clube que mais atrai público, que mais movimenta economia, que mais leva torcedores por todo o país, e por isso mesmo, é o que mais sente na pele o peso dessas incoerências.
Ser Flamengo fora de casa virou um ato de resistência: pagar mais caro, ver menos, ser vigiado, ser revistado, e ainda assim cantar mais alto.
A verdadeira Liga, aquela que poderia mudar o futebol brasileiro, não se constrói em planilhas ou acordos televisivos.
Ela nasce da arquibancada, da aceitação do outro, do respeito ao torcedor que vem de longe.
Começa quando o visitante paga o mesmo preço, tem o mesmo direito e é tratado com a mesma dignidade.
O crescimento do futebol não virá da divisão das cotas, mas da divisão do respeito.
E enquanto os dirigentes continuarem discutindo cifras e ignorando pessoas, o Flamengo continuará fazendo o que sempre fez: transformando cada estádio em território rubro-negro. Porque a Nação não precisa de autorização para existir.
@Vessoni Só perderam por causa do pênalti. Jogaram muito, mereciam a vitória. Enquanto continuarem com esse pensamento de que a culpa é dos outros, irão seguir fazendo vexame.
@PapaRubroNegro Muito legal! Quem te conhece, sabe da tua dedicação, teu esforço, teu trabalho, sem falar nos problemas de saúde que superasse para chegar até aí. Parabéns e mais sucesso!