apesar de haver jornalistas brasileiros no Líbano, os principais jornais do Brasil, país com a maior diáspora libanesa do mundo, têm preferido reproduzir reportagens de agências. por isso, é importante que vocês valorizem e apoiem repórteres e correspondentes que estão aqui.
Ontem morreram 90 trabalhadores Chineses numa mina. Hoje os Donos e diretores da empresa foram presos. Em Brumadinho morreram 272. Tem alguém preso? Aliás, tem algum empresário preso no Brasil por descumprir legislação de segurança para o trabalhador, que mata ou pode matar trabalhador? Não tem né?
Os deputados federais estão tentando aprovar um projeto que criminaliza as críticas ao Estado de Israel.
Você, brasileiro, morador do Brasil, vai poder criticar o seu próprio país à vontade, mas será mandado para a cadeia se fizer críticas ao Estado de Israel.
Some inside Iran don't see or believe the level of global support they have for their war against the Epstein Axis. Retweet if you stand with Iran & the Resistance 💛
Tenho denunciado desde 2023 a implantação de um aparelho tecnológico de bloqueio em massa de endereços na Internet brasileira. A maior parte desses bloqueios são feitos de forma sigilosa por nossas autoridades, sem transparência, sem que você brasileiro saiba o que foi bloqueado e o porquê.
Esse aparelho construído para combater a pirataria será o mesmo utilizado para bloquear conteúdos identificados pela ANPD como violadores da Lei Felca caso essa agência decida aplicar a punição do bloqueio nacional previsto nessa lei.
Ano passado em congresso apresentei um estudo que mostra a quantidade de bloqueios colaterais. A autoridade mira num alvo, mas ao pedir o seu bloqueio, acaba bloqueando também outros endereços hospedados no mesmo servidor, no mesmo endereço IP.
O número impressiona: em nosso estudo identificamos potencialmente bloqueados na Internet brasileira cerca de 250 milhões de endereços diferente (FQDNs).
Existem 3 locais possíveis para se bloquear um conteúdo: na origem que hospeda ela, na rede que conecta as duas pontas, no destino que requisita esse conteúdo (que é a Lei Felca faz ao incluir sistemas operacionais e loja de apps na lei).
O pior lugar para bloqueá-lo é na rede propriamente dita, pois as duas pontas se movem para evadir o bloqueio. O bloqueio colateral fica para sempre, e o efeito principal desejado é incipiente. Justamente esse pior método é o preferido pelas autoridades brasileiras.
O argumento das autoridades é que não resta a elas outra forma de combater crimes online. Que são conteúdos hospedados fora do Brasil, fora do alcance jurisdicional delas. Portanto, não resta outra alternativa que não bloquear conteúdo na rede nacionalmente. Será?
Ontem apresentei uma atualização desse estudo em que mostro que 85% dos endereços bloqueados por ordem de autoridades brasileiras estão hospedados em território brasileiro, ao alcance de forças policiais e do poder judiciário.
Esse número era desconhecido pelas autoridades? Tive que eu, um voluntário, fazer esse estudo, apresentar em congresso um indicador da atuação sigilosa de nossas autoridades?
Como se justifica todo esse aparelho tecnológico para bloqueio em massa de endereços na Internet brasileira antes mesmo de uma busca e apreensão, de diligências que poderiam cessar o crime com máxima eficácia e pouquíssimo efeito colateral?
A quem interessa a continuidade do uso desse aparelho de bloqueio nacional de conteúdos na Internet de forma sigilosa, sem auditoria, sem prestação de contas ao cidadão?
A minha segunda palestra com a apresentação desses indicadores você pode assistir aqui: https://t.co/7kiMuEB8w5