Conheço o Rui Guedes há alguns anos e ligam-nos os livros, sobretudo os livros enquanto memória e o trabalho que o Rui desenvolveu sobre a história das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, que percorreram Portugal, aldeia a aldeia, através de carrinhas cheias de livros e de leitores como eu à espera.
Agora, voltamos a cruzar-nos de outra forma.
Desta vez, será o Rui a conduzir uma viagem pelos Balcãs como quem conduz uma leitura: com curiosidade, atenção aos detalhes e vontade de perceber o que está para lá da primeira página.
De 23 a 29 de setembro, vamos à Albânia e à Macedónia do Norte com a Altiora. E vamos fazê-lo com o olhar de um bibliotecário e escritor.
Fica o convite: venham connosco.
Quem quiser o programa, envie-me mensagem.
Voltamos a casa, mas fica sempre uma parte de nós em cada lugar por onde passámos. E talvez seja esse o verdadeiro sentido de viajar: regressar diferente.
#Altiorapt#ViagensDeAutor
Dois dias no Sri Lanka e já sentimos que esta viagem vai ficar connosco para sempre.
Fomos recebidos com uma generosidade incrível e temos vivido momentos cheios de beleza, cultura, sabores e emoção.
É isto que procuramos na Altiora: grupos pequenos, cuidado em cada detalhe e viagens que se vivem de perto.
E com a Sofia a acompanhar tudo com uma atenção extrema, cada momento ganha ainda mais sentido.
O Sri Lanka abriu-nos a porta. Agora vamos entrar devagar, como estas viagens merecem.
#Altiorapt #SriLanka #ViagensDeAutor #ViajarComSentido
Em Buenos Aires há uma livraria onde entramos para comprar um livro… e acabamos a olhar para o teto como se estivéssemos num teatro. Chama-se El Ateneo Grand Splendid, e é provavelmente uma das livrarias mais impressionantes do mundo.
O edifício abriu em 1919, mas não como livraria, era um teatro elegante, cheio de camarotes, veludos e com um teto pintado pelo artista italiano Nazareno Orlandi.
E a melhor parte é que o fresco original continua lá. Se levantarem os olhos, ainda se vê a pintura que celebra a paz depois da Primeira Guerra Mundial. Ou seja, há mais de cem anos que aquele teto anda a ver gente a entrar e a sair… primeiro para ver espetáculos, agora para folhear livros.
Hoje os camarotes são pequenos recantos de leitura, o palco transformou-se num café, e o antigo teatro virou um verdadeiro templo para quem gosta de livros.
E claro, um lugar destes também já deu cenário de cinema. Um dos filmes mais recentes filmados aqui foi “A Ira de Deus”, que está na Netflix.
Confesso: entre livros, cafés e aquele teto, quase me esquecia ao que lá tinha ido. Comprar um livro era só a desculpa.
#altiorapt
Quando um projeto público anunciado por 7 milhões de euros pode acabar a custar mais de 30 milhões, quatro vezes mais do que o valor apresentado à população, é indispensável perceber o que falhou, quem decidiu, quem autorizou e quem deve responder por essas decisões.
“Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana.”
Nós não vamos assim tão heroicamente, como escreveu Camões… porque felizmente já há aviões.
Mas no dia 6 de junho vamos também nós até Taprobana, ou, como hoje lhe chamamos, Sri Lanka.
Desta vez a Autora da Viagem é a jornalista Sofia Fernandes. Muitos conhecem-na do jornalismo de investigação da TVI e CNN Portugal, mas ela é também uma jornalista especializada em viagens e uma grande conhecedora do mundo.
Vai guiar-nos por selvas tropicais, templos antigos, plantações de chá nas montanhas e safaris onde a natureza ainda manda.
A viagem foi desenhada com cuidado: hotéis de grande qualidade, experiências bem escolhidas e um grupo muito pequeno, apenas 10 pessoas.
No fundo, é viajar como deve ser: sem pressas, com tempo para ver, conversar, fotografar… e voltar com histórias que ficam.
Se alguém quiser vir connosco além da Taprobana, ainda há alguns lugares.
Para saber mais, podem ir a https://t.co/CiDsr2eBsr
Este trilho não é dos mais fáceis. Mas depois chega-se aqui acima… e tudo passa a fazer sentido.
Só quando olho lá para baixo e vejo o farol dos Capelinhos quase minúsculo é que se percebe verdadeiramente a dimensão deste vulcão.
#azores#altiorapt#volcano#faial
Hoje é Dia Mundial da Fotografia. E eu, que passo a vida a tentar fotografar o que vejo, partilho esta imagem feita numa noite quente de verão no Alentejo, junto da Anta de São Brissos, em Santiago do Escoural. É uma longa exposição, por isso é que se veem todos aqueles pontinhos que a olho nu não se vê assim.
Talvez seja por isso ando sempre com a câmara atrás de mim. Há sempre mais para ver do que aquilo que os olhos alcançam.
#Nikonphotography #nikonz7II #nikoneurope #photography #a_minha_arte #picoftheday
#natgeoportugal #ngpt #asuafotong
#fugaspublico #DiaMundialDaFotografia #MilkyWay #ViaLáctea #Alentejo #LongaExposição #Astrofotografia
Este fim-de-semana, na Madalena, aqui na cidade de Paredes, houve festa em honra de Santa Maria Madalena. É uma festa pequenina… mas teve direito a fogo de artifício.
Da varanda do meu quarto, fiz estes registos.
#Nikonphotography#nikonz7II#nikoneurope#photography #a_minha_arte #picoftheday
#natgeoportugal #ngpt #asuafotong
#fugaspublico #fireworks #nightphotography
O estado do jornalismo. A jornalista que assina esta peça (assinou, não escreveu), para além de ser preguiçosa, é pouco inteligente.
#jornalismo#imprensa#sicnoticias
As três prioridades do Zé Manel
O Zé Manel tem três prioridades: os maiatos, os maiatos e… os maiatos. Não fomos nós que o dissemos — foi ele mesmo, em letras garrafais, nos outdoors que agora emolduram o concelho da Maia. E se houver dúvidas, basta visitar a página da candidatura no Facebook — Presidente Diferente Maia — para ver o entusiasmo semanal com que José Manuel Ribeiro tem dedicado o seu tempo à nova paixão.
E já agora, vamos esclarecer: chamar-lhe Zé Manel não é falta de respeito. É exatamente assim que o presidente da Câmara Municipal de Valongo se apresenta no seu próprio perfil de Facebook. Zé Manel, com toda a informalidade de quem quer parecer próximo, disponível… e muito ocupado com os assuntos do concelho vizinho.
Desde 11 de dezembro de 2024 — há precisamente meio ano — que José Manuel Ribeiro está, na prática, em campanha permanente pela Maia. É legítimo. Nada impede um autarca de se candidatar a outro concelho. Mas há um pequeno detalhe: José Manuel Ribeiro continua a ser, formalmente, presidente da Câmara de Valongo. É pago para isso. Foi eleito para isso. Mas a julgar pelo número de reuniões do executivo a que tem faltado, hoje é apenas um presidente por inerência — um título sem tempo nem presença.
Ora, se está tão empenhado em conquistar a Maia, porque não renuncia ao mandato em Valongo? A resposta é simples e tem zero a ver com sentido de missão: chama-se estratégia partidária. É que se o presidente renunciar, a liderança da Câmara não passa para o vice-presidente e atual candidato à sucessão, Paulo Esteves Ferreira. A lei é clara: passa para o número dois da lista, a vereadora Ana Maria Rodrigues. E isso criaria um embaraço. O vice ficaria a ver navios e o PS em Valongo com um problema de visibilidade no seu candidato. Portanto, o presidente mantém-se… mas só no papel. O coração — e os cartazes — já estão noutro concelho.
Nada contra novas paixões. Mas convém fechar um capítulo antes de abrir outro. Se não, parece traição. E os valonguenses, esses, mereciam um pouco mais de respeito. Elegeram um presidente para gerir o seu concelho, não para fazer número enquanto se prepara o salto para o lado.
Por isso, se a Maia é mesmo a prioridade do Zé Manel — aliás, três vezes prioridade — então talvez esteja na hora de formalizar o divórcio com Valongo. Já chega de viver em regime de separação de facto.
https://t.co/kx3XwN7XTh
Ontem foram os ovos, hoje é a massa a encher as formas de barro forradas à mão com papel, prontas para ir ao forno centenário da Paupério. Sim, forno a sério. De tijolo.
Isto é tradição a sério — e eu tive o gosto fotografá-la de perto, com todos os sentidos (paladar incluído).
Amanhã mostro-vos o resultado.
Preparem-se: vão ficar a babar. Literalmente.
#Nikonphotography #nikonz7II #nikoneurope #photography #a_minha_arte #picoftheday #fugaspublico #Pauperio #tradicao
Dizem que os grandes momentos começam com pequenos gestos…
Na Paupério, começam com ovos. E não é força de expressão — são mesmo ovos, ovos a sério, partidos um a um, com tempo, com cuidado… e com jeito. (Muito jeito, que eu vi ao vivo.)
Tive o privilégio de fotografar cada etapa de uma fornada de Pão-de-Ló feito como se fazia antigamente.
Hoje mostro-vos o início. Amanhã, continuo a revelar este processo cheio de mãos, história e massa — muita massa.
FAKE NEWS EM CIRCULAÇÃO!
Nas últimas horas, tem circulado nas redes sociais uma suposta capa do jornal O Comércio do Porto com uma entrevista de Pinto da Costa. No entanto, esta capa é falsa.
A verdadeira edição do jornal, publicada a 30 de julho de 2005, tinha como manchete a suspensão da publicação, com um grande título: "ATÉ À PRÓXIMA!". Qualquer outra versão que esteja a ser partilhada não passa de uma adulteração grosseira da realidade.
O que mais preocupa não é apenas a criação desta falsificação, mas o facto de ser difundida por pessoas que, supostamente, são bem informadas. A desinformação não se combate com mais desinformação. Há quem insista em manipular a opinião pública com mentiras, e há quem, sem verificar os factos, ajude a espalhá-las.
Antes de partilhar, verifique. A verdade ainda importa.
Auschwitz-Birkenau não é um cenário de um filme, nem uma página de um romance distante. O que aqui aconteceu foi real, e não foi assim há tanto tempo. Hoje, 27 de janeiro, assinalam-se 80 anos sobre a libertação destes dois campos de concentração e extermínio, e a memória do que aqui se passou não pode esbater-se com o tempo.
Quando visitei Auschwitz, a guia polaca – neta de um sobrevivente – disse-nos algo que ficou gravado na minha mente: "O que vêem aqui pode parecer chocante, brutal. Mas não foi assim. Foi muito pior." Porque por mais que as fotografias, os objetos e os espaços contem a história, nada pode realmente traduzir a dor, o medo e a desumanização vividos entre estes muros.
Recordar Auschwitz não é um exercício de nostalgia trágica. É um compromisso. Um lembrete de que o ódio, quando deixado crescer, não tem limites. E de que cabe a cada um de nós garantir que este passado não se torna, um dia, presente.
Não sou simpatizante deste governo, mas a verdade é que a escolha desta imagem pelo @expresso é lamentável. Não tem qualquer relação com o tema da notícia e sugere uma interpretação que, provavelmente, não corresponde à realidade. O jornalismo tem responsabilidades e uma delas é respeitar a imagem das pessoas, independentemente de quem sejam.
Publicar uma fotografia em que os ministros surgem a rir enquanto se discute um pacote de medidas fiscais induz o leitor a associar essa reação ao tema – o que dificilmente será o caso. Mais do que um erro editorial, é uma falta de rigor e de respeito pelo direito à boa imagem.
Se fosse um qualquer pasquim sensacionalista, ainda se podia compreender. Mas do Expresso, esperava-se mais seriedade.
Este ano, tivemos a oportunidade de propor ao Conselho de Administração da CP uma reformulação ambiciosa para o Comboio Histórico de Natal do Vouga. A ideia era simples, mas poderosa: transformar o "Vouguinha" num ícone natalício, decorando-o com luzes e adereços que capturam a magia do Natal. Para tornar esta experiência ainda mais especial, propusemos uma parceria com a Câmara Municipal de Águeda, integrando o comboio no fantástico evento “Águeda é Natal”.
O resultado? Um sucesso absoluto! Todas as circulações esgotadas em tempo recorde, mostrando que o produto turístico foi abraçado com entusiasmo pelos clientes da CP. Este é o reflexo do que podemos alcançar quando unimos criatividade, tradição e inovação.
@jseabraduque Estive uns dias em Montemor-o-Novo e aproveitei para fotografar algumas coisas por aí. É uma dor de alma ver tanto património abandonado e maltratado.
Esta foto regista o movimento da Terra, captado noite adentro junto da Anta de São Brissos, em Santiago do Escoural. Se tivesse apontado a câmara para a Estrela Polar, o movimento da Terra seria mais perfeito, formando círculos concêntricos no céu. Mas assim, consigo mostrar-vos esta capela única, construída sobre uma Anta datada entre o IV e o III milénio a.C. Uma combinação fascinante de história antiga e astrofotografia!
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