A cruz revela que o pecado era grave demais para ser ignorado, mas o amor de Deus era grande demais para nos abandonar. Em Cristo fomos redimidos, perdoados e alcançados pela infinita riqueza da graça divina. Nossa esperança não está em nossos méritos, mas no sangue de Jesus e na abundância da graça de Deus.
“Nele temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e entendimento.” (Efésios 1:7-8)
Irmãos e irmãs solteiros(as), não sejam ignorantes nem insensatos. A pessoa certa não vem pronta; vem disposta. Disposta a amar, perdoar, crescer, servir e permanecer. Relacionamentos sólidos não são construídos por pessoas perfeitas, mas por pecadores alcançados pela graça de Deus, que decidem caminhar juntos em fidelidade, tendo Cristo como o fundamento do casamento.
O perdão não minimiza a ofensa; ele evidencia a profundidade da graça. Quem foi verdadeiramente alcançado por Cristo aprende a perdoar, porque experimentou o perdão que jamais poderia conquistar por si mesmo. Um coração que compreendeu o amor revelado na cruz não vive alimentando amargura, mas refletindo a mesma misericórdia que recebeu de Deus.
“Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” (Efésios 4:32)
Hoje eu vi uma pessoa perguntando “Por que Deus manda matar bebês e crianças em 1 Samuel 15?”
Em 1 Samuel 15, Deus não ordena a destruição dos amalequitas por capricho, mas como um ato de juízo. Séculos antes, os amalequitas atacaram Israel de forma cruel e covarde (Êxodo 17:8-16; Deuteronômio 25:17-19), e Deus declarou que julgaria essa nação no tempo determinado. A ordem dada a Saul foi a execução desse juízo, não uma guerra motivada por ódio ou expansão territorial.
A dificuldade maior dessa passagem não é se Deus pode julgar, mas se aceitamos que um Deus santo tenha o direito de exercer justiça. Se Deus nunca julgasse o pecado, Ele deixaria de ser justo. E se apenas julgasse, sem oferecer salvação, não conheceríamos sua graça. Na cruz de Cristo, justiça e misericórdia se encontram perfeitamente. (Salmo 89:14; Romanos 3:25-26).
Não se iluda pensando que você é o “queridinho” de Deus. Em Cristo, todos os Seus filhos são igualmente amados, mas Deus trata cada um segundo a Sua perfeita sabedoria. Há quem seja consolado, há quem seja confrontado; há quem espere, há quem seja enviado. O mesmo Pai que ama a todos também disciplina, molda e conduz cada filho de maneira particular, para conformá-lo à imagem de Cristo.(Cf. Hebreus 12:6; 1 Coríntios 12:11; Romanos 2:11)
Quem é casado não pode agir como se ainda fosse solteiro. O casamento exige fidelidade, renúncia, transparência e dedicação ao cônjuge. Da mesma forma, o solteiro deve viver com pureza e domínio próprio, honrando a Deus em sua condição. Cada fase da vida deve refletir obediência ao Senhor. Afinal, “cada um permaneça na vocação em que foi chamado” (cf. 1 Coríntios 7:17), vivendo de modo digno da vocação que recebeu.
Deus pode mudar todo e qualquer cenário, pois para Ele nada é impossível. Contudo, Ele jamais agirá contra a Sua própria natureza. Sua onipotência não contradiz Seus atributos; ao contrário, manifesta perfeitamente Sua santidade, justiça, verdade e fidelidade. Deus nunca deixa de ser quem Ele é para realizar aquilo que faz.
“Se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo.” (2 Timóteo 2:13)
A integridade vale mais do que qualquer riqueza, porque Deus não mede o homem pelo que ele possui ou pelo que diz, mas pelo caráter que demonstra. Aos olhos do Senhor, uma vida sincera é mais preciosa do que uma língua eloquente sustentando um coração corrupto.
“Melhor é o pobre que anda na sua sinceridade do que o perverso de lábios e tolo.” (Provérbios 19:1)
O evangelho não nos chama a preservar o velho homem, mas a crucificá-lo. Quem tenta salvar a própria vida sem Cristo perde tudo; quem a entrega a Cristo encontra a única vida que jamais poderá ser perdida.
“Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará.” (Lucas 9:24)
A fé cristã não consiste em buscar algo além de Cristo, mas em reconhecer que, nEle, Deus já nos concedeu tudo o que é necessário. Quem possui Cristo não carece de uma nova revelação, de um novo mediador ou de uma experiência superior; pois “em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e estais perfeitos nele” (Colossenses 2:9–10). Cristo é suficiente.
Quem vive pela própria sabedoria limita-se à visão humana; quem vive pela sabedoria que vem de Deus anda com discernimento para enxergar além das aparências e caminhar segundo a Sua vontade. A verdadeira sabedoria não nasce do intelecto, mas do temor do Senhor.
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.”
(Provérbios 3:5)
A liberdade em Cristo nos livra da condenação do pecado e da tentativa de alcançar a salvação pelas obras da Lei. Porém, essa mesma liberdade não deve ser usada como desculpa para satisfazer os desejos da carne. Pelo contrário, ela nos torna livres para obedecer a Deus e amar o próximo. A liberdade cristã nunca foi dada como licença para pecar, mas como capacidade de viver para Deus e servir ao próximo.(Cf. Gálatas 5:13)
A justificação é o veredito gracioso de Deus sobre o pecador que crê em Cristo: não somos declarados justos por causa das nossas obras, mas pela justiça perfeita de Cristo, imputada a nós mediante a fé. As boas obras não são a causa da salvação, e sim o seu fruto.
“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei.”(Romanos 3:28)
Quem confia em Deus não está confiando na ausência de tempestades, mas na firmeza da Rocha que permanece quando todas as tempestades passam.
“Confiai no Senhor perpetuamente; porque o Senhor Deus é uma rocha eterna.” (Isaías 26:4)
Amar os inimigos não é aprovar sua maldade, mas refletir o caráter de Cristo. Fazer o bem aos que nos odeiam, abençoar os que nos amaldiçoam e orar pelos que nos caluniam é a evidência de um coração transformado pela graça, e não governado pela vingança.
“Mas a vós, que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos aborrecem, bendizei os que vos maldizem e orai pelos que vos caluniam.” (Lucas 6:27-28)
Domínio próprio não é fruto da força de vontade, mas da ação do Espírito Santo em um coração rendido a Cristo. Quem é guiado pelo Espírito aprende a governar a si mesmo antes de querer governar qualquer outra coisa.
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio…”(Gálatas 5:22–23)