Adivinha qual “loja” vende mais iPhones no Brasil?
Não é a Apple.
Não é a Americanas.
Não é Magazine Luiza.
Não é Vivo, Claro ou TIM.
É o Itaú.
Sim, o banco.
Segue o fio de boteco...
O índice de crueldade dessa edição do BBB é surreal. Os participantes, ainda que beeem chatos, estão cansados dessas insanidades. Visível e triste. #BBB25
@RickSouza Mas abrir conversa de grupo de Whatsapp voltado para trocas entre colegas de profissão... isso sim é show?
E o jornalismo vai morrendo um pouquinho a cada dia...
O que você considera ser 'tarde demais'? 🕖🕖🕖
Atrasar a devolução de um livro na biblioteca por 119 anos? 📚📚📚
Ou passar uma vida inteira sem resolver os BOs da nossa existência? 🔥🔥🔥
Vem ficar de conversinha comigo. Quero sua opinião!
https://t.co/J0T4NbHMaE
Sabe qual o pior problema dessa fala do filho do Manoel da Nóbrega no "Roda Viva"?
É ter chamado para si a ignorância que esse pessoal que toca os departamentos artísticos das emissoras de TV rumina em relação ao jornalismo.
A gente vê o cara aí dizendo que quer fazer um podcast (facílimo fazer um podcast de qualidade, mó moleza! Nem dá trabalho!) e se acha bom o suficiente pra fazer uma entrevista com o presidente Lula.
Tipo uma quarta-feira qualquer de trabalho.
Uma besta equivocada dessas, sem conhecimento algum sobre técnica de jornalismo, sem saber a primeira coisa sobre como se conduz uma entrevista, se acha bom o suficiente para realizar uma entrevista com o PRESIDENTE DA REPÚBLICA porque tem "traquejo de palco".
Daí na hora que a entrevistadora do "Roda Viva", muito adequadamente e, de fato, visando testar sua capacidade como entrevistador, lhe pede para enumerar uma, só uma, pergunta que ele está tão curioso para fazer ao Lula, o camarada não sabe o que dizer.
Sabe como um jornalista se prepara para uma entrevista com alguém da estatura do Lula?
Eu conto. Na Folha, por exemplo, quando você vai entrevistar alguém que ocupa um cargo público, você avisa a Redação, ou por ela é pautado, e depois de cerca oito horas chega na sua casa uma pesquisa, da grossura de uma lista telefônica, com as manchetes de jornal de tudo o que foi publicado sobre seu entrevistado -e que o banco de dados da Folha levantou para ajudar você a estudar seu assunto.
Dali, você usa esse material para formular dezenas de perguntas. Dezenas. Das quais, muitas vezes, irá utilizar apenas 10 ou 15.
A revista "Playboy", tradicionalmente, trazia uma entrevista por mês, que era conhecida no mundo inteiro, com algum escritor, ator ou homem de negócios famoso. Para preparar essa entrevista, a Redação inteira se juntava, e eles bolavam 100 perguntas para fazer ao entrevistado. Sabe lá o que é isso? Bolar 100 perguntas interessantes, criativas, realmente investigativas, que ninguém tenha feito antes?
Para fazer isso, o camarada, além de conhecer a pessoa a quem estará entrevistando, precisa saber de literatura, geografia, política, assuntos gerais, artes, esportes, estar em dia com as notícias da cidade, do Estado, estar em dia com temas (no caso de uma entrevista com o presidente Lula) como o funcionamento do Congresso, nomes dos deputados e senadores, a crise climática, relações internacionais, Mercosul, seca no Nordeste, tensões rurais, leis ambientais, reforma fiscal, dólar, COPOM, Banco Central, saber o nome de todo mundo envolvido em toda negociação, saber o nome dos ministros do Lula (pra quando, no meio de uma frase, o presidente soltar um "falei com o Paulo", você já saber que ele está falando do Paulo Teixeira e conseguir colocar em contexto, conhecer a história dos dois últimos mandatos do Lula, da Dilma, do FHC, Sarney, Itamar, das Diretas Já... percebe?
E, ainda, enquanto o presidente estiver respondendo, você tem que estar prestando atenção e já preparando a sua próxima pergunta -e preocupado se a conversa está rendendo ou não.
Ou seja, você precisa ter vivência jornalística, ser preciso, conhecer profundamente os fatos, as datas e ainda dar a entender que é você que está no controle.
Porque o presidente Lula é especialista em dar entrevista sobre o tema... "Lula".
Já você, jornalista, hoje está entrevistando ele, amanhã estará entrevistando a tenista Bia Haddad, depois, no dia seguinte, pode lhe caber falar com o financista Armínio Fraga ou com o Louro da Ana Maria Braga.
Se eu chegar numa entrevista e perguntar ao Lula como ele acha que pode ser presidente sem diploma, ele vai me dar uma resposta tão arrasadora, que eu vou perder o rumo de casa.
Depois vou voltar com meu material pra Redação e meu editor vai perguntar se eu enlouqueci. Por que usei meu tempo (tempo de entrevista é sempre muito curto) pra falar bobagem, e depois, antes de passar pelo RH pra pegar meu aviso prévio, eu ainda vou enfrentar todo o chão da Redação cagando de rir da minha cara.
Mas esse imbecil aí, filho do Manoel da Nóbrega, acha que se pode preterir do jornalismo profissional. Acha que sabe fazer o meu trabalho porque herdou um banco de praça do pai dele.
Acha que entrevistar um presidente é sentar e bater um papo descompromissado. Que ter uma coluna num jornal é sentar ao computador e peidar uma ideia.
Menospreza o Lula e nem sabe porquê. (Eu lhe digo o motivo, se o encontrar na rua, seu jegue preconceituoso!) Defende um traste como Bolsonaro porque não lê jornal, só se informa em grupinho de Whatsapp, provavelmente, ao qual pertencem outros luminares do SBT, aquele antro de intelectuais diplomados por Harvard.
Daí ele foi tentar improvisar e dar de espertinho no "Roda Viva" e caiu do cavalo.
Eu sugeriria que fosse fazer programa de entrevista no Whatsapp com o Marcelo da RedeTV, o Silvio Santos e o Tutinha, outros três que também tratam o jornalismo como se fosse piada. O que, no caso de um concessionário de emissora de TV, é a mesma coisa do que cagar em cima do país inteiro.
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A Inteligência Artificial e a @vwbrasil ensinam a quebrar a barreira do espaço e do tempo. Confira meu artigo, comente e compartilhe.
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