GONET NÃO TEM MORAL PARA PEDIR NULIDADE DE RELATÓRIO QUE COMPROMETE MORAES
(Apanhado de Editorial da Gazeta do Povo)
Paulo Gonet [procurador geral da República] defendeu a nulidade completa do relatório da Polícia Federal, tentando matar ainda no nascedouro uma eventual investigação sobre possíveis crimes que poderiam ter sido cometidos pelo ministro [Alexandre de Moraes], como tráfico de influência, advocacia administrativa, obstrucão de Justiça ou até corrupção passiva.
Ocorre que Gonet não tem a menor legitimidade para tentar travar qualquer providência envolvendo Daniel Vorcaro.
Gonet só conseguiu encontrar um argumento para tentar blindar Moraes: o de que Mendonça teria atropelado o procedimento legal, já que apenas o plenário do STF possui competência para processar, julgar e autorizar investigações contra seus próprios integrantes. Mas o que Gonet quer ignorar, é que Mendonça não atropelou nada, pois ele não abriu nenhuma investigação contra Moraes. O investigado era e sempre foi Vorcaro.
Uma manifestação tão apressada e tão primária só reforça a sensação de que tudo o que o procurador-geral deseja é colocar uma pedra sobre o assunto o quanto antes.
O nome de Gonet apareceu na lista dos convidados para a degustacão do caríssimo uísque Macallan. em um clube londrino, em abril de 2024.
O procurador-geral também está [no relatório preparado pela PF e nas mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes], e o que consta no documanto não é nada abonador.
As trocas de mensagens entre Gonet e Vorcaro, feitas por meio de um intermediário, o advogado Ciro Soares, mostram a animação do procurador-geral com os eventos exclusivos do banqueiro, e indicam o pagamento de ao menos uma viagem a um filho de Gonet.
O procurador-geral gostou da experiência londrina, a ponto de, quase um ano depois, afirmar que estava com "saudades" do banqueiro e, ao conversar com o advogado sobre um novo encontro na capita britânica, responder com um "Oba! Tomara que tenha charuto e Macallan!" Poucos dias depois, numa nova troca de mensagens entre Ciro e Vorcaro, o advogado questiona: "Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres", ao que o banqueiro responde: "Óbvio, né?".
A proximidade demonstrada nas mensagens entre procurador-geral e banqueiro basta para colocar em dúvida sua imparcialidade e lançam uma sombra sobre muito do que Gonet fez desde que o escândalo estourou.
A associacão de juristas Lexum apontou que a Lei Complementar 75 /1993 impede a atuacão do procurador-geral da República em casos que envolvem informações sobre possíveis crimes cometidos por ele. Mas ainda que não houvesse impedimento legal, há o impedimento moral. Gonet participou de um dos eventos pelos quais Vorcaro cortejava autoridades – e gostou, a ponto de querer repetir a dose.
O DESAFIO DE RECONSTRUIR O BRASIL
Assisti, na CNN, à análise de Daniela Marques, coordenadora do plano econômico de Flávio Bolsonaro. Concordo com sua leitura sobre a gravidade da situação a ser deixada pelo lulopetismo e com a necessidade de medidas duras para recolocar o País nos trilhos.
Mas o maior desafio de um eventual novo governo bolsonarista talvez não seja econômico. Será político e cultural: superar a superficialidade e o populismo que ainda marcam o bolsonarismo.
O Brasil não precisa trocar um populismo por outro, apenas invertendo os sinais.
Se o bolsonarismo voltar ao poder para repetir os mesmos vícios, colocando interesses políticos, eleitorais ou familiares acima do interesse nacional, teremos perdido mais uma oportunidade de superar a mediocridade.
O Brasil precisa de mais do que uma mudança de governo. Precisa mudar a maneira de governar.
SENADOR SEBASTIÃO COELHO
A única instituição constitucionalmente habilitada a exercer o controle político sobre o STF é o Senado Federal.
Seria uma irresponsabilidade cívica do eleitorado do Distrito Federal desperdiçar a oportunidade de eleger Sebastião Coelho para integrar o colegiado do Senado brasileiro.
HÁ MALES QUE VÊM PARA BEM
Se a facada desferida por um opositor, alegadamente desequilibrado, foi o impulso final para a vitória de Jair Bolsonaro em 2018, talvez a decisão do ministro Dias Toffoli — ex-advogado do PT e amigo pessoal do candidato Lula da Silva — de suspender, monocraticamente, em nome do TSE, a campanha de Renan Santos possa assumir, aos olhos do eleitorado, a forma jurídica de uma punhalada: em vez de silenciar o candidato, pode chamar ainda mais atenção para suas propostas e, paradoxalmente, impulsionar sua campanha.
Embora tenha efeito imediato, a decisão ainda deverá ser submetida ao Plenário do TSE, que poderá mantê-la ou reformá-la — e, quem sabe, “anulá-la”, assim como os médicos da Santa Casa de Juiz de Fora e do Hospital Albert Einstein, em 2018, conseguiram reverter o quadro clínico que ameaçava a vida de Bolsonaro.
Uma coisa, porém, já parece evidente: Renan Santos está incomodando o eleitorado lulopetista. E isso, para quem deseja romper a polarização, é uma ótima notícia!
O Brasil continua esperando a prestação de contas que o Flávio prometeu entregar depois de admitir o que negava... que pediu e recebeu uma dinheirama do Vorcaro.
Pela demora, parece até que tão fazendo a conta no papel de pão ou contando nos dedos. Alguém aí acredita que essa conta fecha?
(…) e esse pirralho acha q pode governar um país só por causa do sobrenome.
Mentir é o menor dos defeitos desse pirralho… que diga as “rachadinhas”…!!!
Se um médico coloca especialização falsa no currículo, perde o CRM. Na vida pública, parece que virou só "erro de digitação". Quem mente no currículo não tem compromisso com a verdade na hora de governar. Isso é um fato!
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Imagine se a Lava Jato tivesse mandado apreender celular, notebook e HD de um jornalista, extraído todas as conversas dele e, depois, ido atrás de quem seria a fonte da reportagem.
A imprensa estaria em colapso. A OAB falaria em Estado policial. Os ministros do STF dariam entrevista sobre ameaça à democracia. E os mesmos que hoje se calam estariam gritando “abuso de poder” em todos os jornais.
Mas como a ordem envolve Alexandre de Moraes e mira uma denúncia contra Flávio Dino, aí tentam tratar como se fosse normal. Mas não é.
O sigilo da fonte existe para proteger o cidadão que denuncia abuso dos poderosos. Se falar com jornalista pode terminar com a Polícia Federal batendo na sua porta, quem terá coragem de denunciar os intocáveis?
Na Lava Jato, mesmo investigando vazamentos, nós nunca fizemos busca contra jornalista. Porque isso seria autoritário e inconstitucional.
Democracia não pode ter medo de reportagem. Quem deve ter medo é autoridade que abusa do poder.
📲 Compartilhe este vídeo para mostrar a perseguição de Moraes.
Um jornalista denunciou que a família do Dino usou carro oficial.
O STF não investigou Dino. Investigou o JORNALISTA. E hoje foi atrás da FONTE que denunciou.
No Brasil dos INTOCÁVEIS, quem denuncia o crime é perseguido. Quem comete, é protegido.
COMIGO ISSO ACABA.