Isso não significa nada para mim. ( Onde diabos iria encontrar um lugar remetendo a comida do leste europeu? Mas, ela apenas suspirava, entrando primeiro enquanto ele parecia abraçar o céu e o mundo. Olhava ao redor sem pressa, procurando um dos bancos livres mais distantes. )
Ainda bem que a lanchonete é brasileira, bebê! [Disse alto ao chegar antes dela, abrindo os braços para a fachada antes de entrar.] Você sabe falar português? Aquele ali é o Silva, ó, o dono.
Apenas negócios. [Ela dava de ombros, o fitando de soslaio antes de focar na rua.] Isso não faz o menor sentido, e sim, ainda precisa ser saudável. Comida americana é... Nojenta. [Ela suspirava, apertando a ponte do nariz enquanto prontamente o ignorava como conseguia.]
Não? Por quê? [Abaixou os óculos na ponte do nariz para fita-la novamente ao seu lado.] Não posso com formalidades antes das... Sete da noite. E não precisa ser saudável, só gostoso. [Piscou pra ela e depois ajeitou os óculos mais uma vez, cumprimentando um vizinho ou outro.]
[Ele riu bem alto.] Você está mentindo, e não tem porquê. Vamos, tem uma lanchonete muito boa aqui por perto, dá pra calar esse monstro na sua barriga e posso te contar da vizinhança.
Eu não pareço meio nervosa! E não, na verdade. [Nem havia tomado café. Ou jantado a noite anterior. E seu estômago parecia lhe trair na hora errada, roncando.] Mas não estou com fome.