De cada R$ 100 que o Brasil produz, R$ 61 passam pelo Estado e sobram R$ 39 na mão de quem produziu.
Rothbard nunca aceitou o PIB como medida de prosperidade, porque a conta soma o gasto do governo como se fosse produto. Ele propôs o PPR (Private Product Remaining), que tira do PIB 2 coisas - o produto do próprio governo, que ninguém compra voluntariamente, e a depredação, que é o maior valor entre o que o governo gasta e o que arrecada, porque o que ele gasta além da receita sai do mesmo setor privado via dívida.
Apliquei ao Brasil de 2005 a 2025. No papel o país cresceu muito - o PIB per capita foi de R$ 11,7 mil pra R$ 59,7 mil, +410% em 20 anos. Descontada a inflação, o crescimento real foi de 32%, e tudo isso aconteceu até 2013. De 2013 pra cá foram 4% em 12 anos.
O PPR per capita, que é o que sobra depois do Estado, era R$ 26,5 mil em 2013 e hoje é R$ 23,5 mil, queda de 11%. É o mesmo valor de 2008, ou seja, quem produz no Brasil está há 17 anos no mesmo lugar, enquanto a fatia do Estado subiu de 55% pra 61% do PIB. 🔥
O PIB per capita subiu 410% e o PPR per capita voltou pra 2008. 🤡
No Japão o Ministro da Agricultura caiu por dizer que não sabia do preço do arroz, aqui dinheiro roubado por banqueiro vagabundo é motivo de piada.
#Renan14#KimKataguire1414
A dicotomia em que a mulher progressista vive é bem triste, na real. Ao mesmo tempo em que sente atração por um homem com características masculinas tradicionais (proteção, zelo, suporte, força), ela recebe de sua ideologia a mensagem de que tais características são misóginas, e que não deveria se interessar por ele, já que ele seria um machista e/ou um estuprador em potencial.
Em contrapartida, o homem desconstruído, o "esquerdomacho", preenche todas as características que a cartilha ideológica dela exige, mas ela simplesmente não consegue sentir atração por ele. O que sobra é esse limbo de não realização afetiva.
Com isso não quero dizer que homens machistas ou abusadores não existem. Eles existem sim, mas são minoria. Taxar toda uma classe de homens como maldosos foi um tiro que saiu pela culatra para a própria mulher progressista, que hoje vive neste limbo, presa entre o que deseja e o que lhe ensinaram a desejar.
Tem uns 20 anos que o argumento é sempre o mesmo. Impressionante. Já vi o mesmo tipo de argumento no Hobbit, no Game of Thrones, etc.
Para que haja imersão numa obra audiovisual é necessária uma suspensão da descrença, a qual só é possível se, independentemente do quão mágicos e fantásticos sejam os elementos da obra, tudo se encaixa de forma internamente consistente segundo as regras internas do mundo daquela própria obra audiovisual.
É possível "aceitar", como apreciador da obra, dragões, tapetes voadores, invocações de criaturas, navios alados, sereias, deuses, etc., e tudo o mais, mas elementos que neguem coisas muito básicas sobre aquilo que sabemos em relação ao funcionamento basilar das sociedades, etc., evidentemente serão vistos como mais absurdos e menos imersivos que qualquer gênio da lâmpada ou árvore falante.
Exemplo típico: pedir que aceitemos que as sociedades da Idade do Bronze eram tão multiculturais quanto qualquer bairro de Los Angeles. Sim, isso é obviamente menos crível que unicórnios.
Hoje você vai no site do Tesouro Direto e consegue emprestar seu dinheiro para o governo com ele te pagando 14,5% a.a.
O governo vai usar esse mesmo dinheiro que você emprestou para dar para entregadores ao custo 12,5% a.a. Mais especificamente, R$ 4 bilhões em crédito subsidiado para entregadores comprarem motos e bikes elétricas.
Então fazendo as contas:
O subsídio implícito aproximado seria de R$ 270 milhões em valor presente. Isso é o quanto o governo vai queimar para ajudar os entregadores a comprarem suas motos e bikes.
Óbvio, antes de considerar inadimplência e custos operacionais. Se pegarmos a inadimplência média e custos operacionais médios de bancos, o valor salta para R$ 645 milhões em valor presente.
Além dos bancões e da Faria Lima, o governo espera beneficiar 200 mil entregadores com esse crédito.
Fazendo novamente as contas, o custo será de R$ 3.225 por entregador.
Ou seja, um pouco mais de R$ 3 mil, isso é quanto custa um voto para o Lula no Brasil hoje em dia.
Ao pegar frio e chuva para o trabalho hoje, saiba que 27,5% do que você trabalhar vai para pagar esses votos.
O Estado brasileiro não quebra porque o colateral é você. Sua renda futura, seu consumo, seu imóvel registrado em cartório. A dívida pública é uma promessa de te taxar pelos próximos 30 anos, e o mercado aceita porque sabe que você não tem pra onde correr. 60 milhões de pessoas dependem de transferência do governo pra comer, ninguém vota contra a máquina. O que sustenta o sistema de pé e forte é a pobreza e dependência.
A culpa dos juros altos é do banco.
A culpa da comida cara é do agro.
A culpa do entregador estar pobre é do iFood.
Até 2022, a culpa de tudo era do presidente.
Depois disso, descobrimos uma lista enorme de culpados. Só um deles continua imune às críticas