Vocês sabiam que Porto Alegre teve o centro de detenção clandestino mais antigo da América Latina?
Lá os militares cometeram um dos crimes mais brutais da ditadura: o caso do "homem das mãos amarradas"
Hoje, na data que rememoramos os 60 anos do golpe, conto essa história.
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“Exu é amor, é respeito, e ele luta por todos nós"
Cultuada na África pelo povo iorubá, figura chegou ao Brasil pelos escravizados com religiosidade do candomblé
Acabou estigmatizada pelo catolicismo — que cravou no orixá pecha de figura demoníaca: https://t.co/sf3sHtbSZR
A vingança dos 47 rōnin
Você já ouviu falar da lenda dos 47 rōnin? É uma história japonesa que mostra a lealdade, o sacrifício, a persistência e a honra dos samurais, os guerreiros do Japão feudal.
Tudo começou quando Asano Naganori, um senhor feudal, foi escolhido pelo xogum Tokugawa Tsunayoshi para receber os enviados da família imperial em Edo, a capital do Japão. Para ajudá-lo nessa tarefa, ele recebeu as instruções de Kira Yoshinaka, um alto funcionário do governo
No entanto, Kira era arrogante e exigente, e tratava Asano com desprezo. Asano, por sua vez, era orgulhoso e impaciente, e não suportava as ofensas de Kira. Um dia, no palácio do xogum, Asano perdeu a paciência e atacou Kira com sua espada, ferindo-o levemente no rosto
Esse ato foi considerado uma grave ofensa ao xogum, que ordenou que Asano cometesse o seppuku, o ritual suicida dos samurais. Assim, Asano morreu, deixando seus domínios e seus servos sem um senhor.
Entre os servos de Asano, havia 47 samurais leais, que ficaram revoltados com a injustiça cometida contra seu senhor. Eles decidiram vingar sua morte, matando Kira. Mas sabiam que não seria fácil, pois Kira estava bem protegido. Então, elaboraram um plano astuto, que levou mais de um ano para ser executado
O líder dos 47 samurais era Ōishi Yoshio, um homem sábio e corajoso. Ele fingiu ser um bêbado e um libertino, e se separou de sua esposa e filhos. Ele vagou pelas ruas de Kyoto, frequentando bares e prostíbulos, e dando a impressão de que havia abandonado o código de honra dos samurais, o bushidō
Os outros 46 samurais também se disfarçaram de comerciantes, monges, artesãos e camponeses, e se espalharam pelo Japão. Eles mantiveram contato secreto entre si, e foram reunindo informações sobre a rotina e a segurança de Kira.
Na noite de 14 de dezembro de 1702, os 47 samurais se encontraram e se prepararam para o ataque. Eles se dividiram em dois grupos: um liderado por Ōishi, que invadiria a porta da frente da mansão de Kira, e outro liderado por seu filho, que invadiria a porta dos fundo
Eles aproveitaram que era uma noite de neve e vento, e que a guarda de Kira estava relaxada. Cercaram a mansão, e anunciaram que eram os servos de Asano, e que estavam ali para vingar seu senhor. Eles pediram que os guardas de Kira se rendessem, e prometeram que não os machucariam. Alguns guardas aceitaram, mas outros resistiram, e começou uma luta sangrenta
Os 47 samurais lutaram com bravura e habilidade, e conseguiram entrar na mansão. Eles procuraram por Kira, mas não o encontraram em seu quarto. Eles revistaram toda a casa, até que um deles achou uma porta secreta, que levava a um pátio coberto de neve. Lá, eles viram um homem idoso, tremendo de medo. Era Kira.
Ōishi se aproximou dele, e o reconheceu pelo ferimento no rosto. Ele se curvou, e disse que era um servo de Asano, e que estava ali para cumprir sua vingança. Ofereceu a Kira a mesma espada que Asano usou para se matar, e o convidou a fazer o mesmo, para morrer com honra. Mas Kira não teve coragem, e ficou em silêncio. Então, Ōishi o decapitou com um golpe
Os 47 samurais, então, pegaram a cabeça de Kira, e saíram da mansão. Eles marcharam pelas ruas de Edo, carregando a cabeça em uma bandeja, até chegarem ao templo de Sengakuji, onde estava o túmulo de Asano. Lá, lavaram a cabeça em um poço, e a colocaram diante do túmulo, como prova de sua vingança
Depois, eles se entregaram às autoridades, e aguardaram o veredicto do xogum.
O xogum ficou em dúvida sobre o que fazer, pois admirava a coragem e a devoção dos 47 samurais, mas no fim mandou que os 47 samurais se matassem com honra. Eles receberam a ordem com resignação, e no dia 4 de fevereiro de 1703, cometeram o seppuku, um a um, no mesmo templo de Sengakuji. Eles tinham entre 15 e 77 anos de idade. Seus corpos foram enterrados ao lado do túmulo de Asano, e suas espadas foram depositadas no templo, como relíquias sagradas
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Há muitas histórias do velho Brizola que valem a pena contar!
Brizola foi governador do RS na década de 60.
Fez uma fábrica de escolas (casinhas de madeira pré-moldada) e espalhou escolas em todo estado, nas áreas rurais mais remotas. Criou milhares de empregos para
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Nas antigas sociedades da costa norte do Peru, mulheres desempenharam importantes papéis políticos, sendo quatro deles ligados entre si:
Os de sacerdotisas, parteiras, curandeiras e guerreiras.
Papéis esses que também tinham uma importante relação com o mar. Segue o fio!👇
Navegando Rumo ao Desconhecido: A Épica Viagem de Cabral
Em 1500, uma frota de 13 navios e mais de mil homens partiu de Lisboa sob o comando de Pedro Álvares Cabral, um nobre de apenas 33 anos, em uma missão que mudaria o curso da história. A armada, uma das mais poderosas já enviadas por Portugal, tinha como destino as ricas terras de Calicute, na Índia
A partida, inicialmente prevista para um domingo, 8 de março, foi adiada para o dia seguinte devido ao mau tempo. Com o céu finalmente limpo e os ventos a favor, a armada zarpou do Porto do Restelo, um lugar descrito pelos portugueses como "a praia das lágrimas para os que vão. A terra do prazer para os que voltam"
A viagem começou com a passagem pelas Canárias e Cabo Verde, seguindo rapidamente para o sul. Ao afastar-se da costa africana e cruzar o equador, a armada encontrou sinais de terra, que se confirmaram a 22 de abril, quando atingiram a costa brasileira. Este encontro foi um acaso, uma surpresa que levou Cabral a enviar um dos navios de volta a Lisboa para informar o rei do achado da nova terra
A frota era composta por uma variedade de profissionais que juntos, enfrentaram tormentas, calmarias e doenças. Dos 1,5 mil homens que zarparam de Portugal, apenas 500 conseguiram voltar para casa
A chegada ao Brasil, embora acidental, foi um marco significativo. A armada de Cabral não apenas descobriu novas terras, mas também abriu caminho para futuras explorações e a eventual colonização do Brasil.
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Como o busto de Nefertiti revela a vida e o mistério de uma das mais poderosas mulheres do Egito Antigo
No dia 6 de dezembro de 1912, uma equipe de arqueólogos alemães liderada por Ludwig Borchardt fez uma das mais impressionantes descobertas da história: o busto de Nefertiti, a bela rainha do Egito Antigo. O busto, feito de calcário e estuque, retrata o rosto da esposa do faraó Akhenaton, que reinou na 18ª dinastia, cerca de 3400 anos atrás. A obra é considerada uma das mais imitadas e admiradas da arte egípcia, e um ícone da beleza feminina.
Nefertiti, cujo nome significa “a bela chegou”, foi uma das esposas reais de Akhenaton, o faraó que instituiu o culto monoteísta ao deus sol Aton, rompendo com a tradição politeísta do Egito. Nefertiti teve um papel ativo na religião e na política do seu marido, chegando a ser co-regente em alguns momentos. Ela teve seis filhas com Akhenaton, mas nenhuma delas se tornou faraó. Nefertiti desaparece dos registros históricos no 12º ano do reinado de Akhenaton, e seu destino é incerto.
O busto de Nefertiti foi encontrado no ateliê do escultor real Tutmés, em Amarna, a capital construída por Akhenaton para abrigar seu novo culto. Tem cerca de 50 centímetros de altura, e mostra o rosto de Nefertiti com uma expressão serena e majestosa. Ele é muito detalhado, com traços simétricos, maçãs do rosto salientes, nariz fino, boca suave e olhos amendoados. A pele é morena, e a cabeça, possivelmente raspada, é coberta por uma coroa azul. Um detalhe curioso é que o busto tem apenas um olho completo, enquanto o outro está vazio. Não se sabe se isso foi uma falha do escultor, um defeito posterior, ou uma intenção artística.
O busto foi levado para a Alemanha em 1913, sob a alegação de que era uma cópia sem valor. Desde então, ele está em exposição no Neues Museum, em Berlim, onde se tornou um símbolo cultural da cidade e uma atração turística. No entanto, também é alvo de controvérsias, pois as autoridades egípcias reivindicam sua devolução desde a década de 1920, alegando que ele foi retirado ilegalmente do país
O busto de Nefertiti é, sem dúvida, uma das mais fascinantes obras de arte da humanidade, e um testemunho da rica e misteriosa civilização egípcia. Ele nos revela um pouco da vida e da personalidade de uma mulher que marcou sua época, e que continua a encantar gerações com sua beleza e seu enigma.
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A Saga de Montezuma: Do Apogeu à Tragédia com os Conquistadores Espanhóis
Montezuma, também conhecido como Moctezuma II, foi o líder supremo dos astecas, um dos povos mais poderosos e avançados da América pré-colombiana. Ele governou de 1502 a 1520, período em que o império asteca atingiu seu auge de riqueza, extensão e esplendor. Mas ele também foi o responsável por uma das maiores tragédias da história: a queda de sua civilização diante dos conquistadores espanhóis.
Montezuma nasceu por volta de 1466, filho do imperador Axayácatl. Ele logo se destacou por sua inteligência, coragem e habilidade política. Participou de campanhas militares, expandindo o domínio asteca sobre outros povos da região. Ele também foi um administrador competente, que organizou o sistema tributário, a justiça, a religião e a cultura de seu império.
Montezuma vivia em um luxuoso palácio na cidade de Tenochtitlán, a capital asteca, que ficava onde hoje é a Cidade do México. Era considerado uma divindade pelos seus súditos, que o reverenciavam e temiam. Tinha dezenas de esposas e concubinas, e milhares de servos e escravos. Gostava de arte, música, poesia e astronomia. Ele também era um devoto dos deuses astecas, especialmente de Huitzilopochtli, o deus da guerra e do sol, a quem ele oferecia sacrifícios humanos em rituais sangrentos.
Em 1519, uma expedição espanhola liderada por Hernán Cortés desembarcou na costa do atual México, em busca de ouro e glória. Cortés soube da existência do império asteca e decidiu conquistá-lo. Ele contou com a ajuda de alguns povos indígenas que eram inimigos dos astecas, e também com a interpretação de uma mulher chamada Malinche, que falava a língua asteca e a espanhola.
Montezuma recebeu a notícia da chegada dos estrangeiros com perplexidade e medo. Pensou que eles poderiam ser enviados de Quetzalcóatl, o deus do vento e da sabedoria, que segundo uma antiga profecia voltaria para reclamar seu trono. Ele tentou dissuadir os espanhóis de se aproximarem de Tenochtitlán, enviando-lhes presentes de ouro e pedras preciosas. Mas isso só aumentou a cobiça de Cortés, que seguiu em direção à capital.
Em novembro de 1519, Cortés e seus homens entraram em Tenochtitlán, sendo recebidos por Montezuma com honras e cortesia. O imperador asteca hospedou os espanhóis em seu palácio, mas logo percebeu que eles eram ambiciosos e violentos. Ele tentou negociar com eles, mas foi feito prisioneiro por Cortés, que exigiu mais ouro e o reconhecimento da autoridade do rei da Espanha.
A prisão de Montezuma provocou a revolta dos astecas, que se rebelaram contra os espanhóis. Em junho de 1520, ocorreu uma grande batalha na cidade, conhecida como Noite Triste, na qual os astecas atacaram os invasores com flechas, pedras e fogo. Os espanhóis foram obrigados a fugir, deixando para trás muitos mortos e feridos. Nesse momento, Montezuma foi morto, mas não se sabe ao certo por quem. Alguns dizem que ele foi apedrejado pelos seus próprios súditos, que o consideravam um traidor. Outros dizem que ele foi assassinado pelos espanhóis, que o usaram como escudo humano.
A morte de Montezuma não impediu que Cortés voltasse com reforços e aliados indígenas para sitiar Tenochtitlán. Depois de vários meses de resistência heroica, a cidade caiu em agosto de 1521, marcando o fim do império asteca. Os espanhóis saquearam e destruíram a cidade, construindo sobre suas ruínas a nova capital da colônia. Os astecas foram submetidos à escravidão, à conversão forçada ao cristianismo e às doenças trazidas pelos europeus.
Montezuma foi o último imperador de uma das civilizações mais fascinantes da história. Ele foi um governante capaz e respeitado, mas também um tirano cruel e supersticioso. Foi vítima de sua própria grandeza e de sua indecisão diante de um inimigo desconhecido.
Montezuma é lembrado até hoje como um símbolo da cultura e da identidade mexicana.
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Leopoldo II: o monstro belga que matou milhões de africanos
Leopoldo II nasceu em 1835, filho do rei Leopoldo I e da princesa Luísa de Orléans. Ele sucedeu seu pai em 1865, e logo começou a buscar uma expansão territorial para a Bélgica, que era um país pequeno e sem muitos recursos naturais. Ele se interessou pelo Congo, uma vasta região na África Central, que era rica em borracha, marfim, ouro e outros produtos valiosos. Contratou então o explorador Henry Morton Stanley, que já havia ficado famoso por encontrar o missionário David Livingstone, para estabelecer postos comerciais e tratados com os chefes locais. Em 1884, ele convocou uma conferência internacional em Berlim, onde conseguiu o reconhecimento das potências europeias para o seu domínio sobre o Congo, que ele chamou de Estado Livre do Congo.
Mas de livre, o Congo não tinha nada. Leopoldo II impôs um regime brutal e opressivo, que visava extrair o máximo de lucro possível da colônia. Criou uma força militar privada, chamada de Força Pública, que era composta por soldados africanos comandados por oficiais belgas. Essa força era encarregada de coletar impostos, reprimir rebeliões e garantir o fornecimento de borracha, que era a principal fonte de renda de Leopoldo. Os nativos eram obrigados a trabalhar nas plantações de borracha, sob condições desumanas e cruéis.
Quem não cumprisse as cotas impostas era punido com chicotadas, mutilações, prisões, torturas e execuções. Muitos morriam de fome, doenças, exaustão e violência. Estima-se que entre 10 e 15 milhões de congoleses perderam a vida durante o reinado de Leopoldo II, que durou de 1885 a 1908.
As atrocidades cometidas por Leopoldo II no Congo foram denunciadas por vários missionários, jornalistas e ativistas, que formaram um movimento de protesto internacional. Um dos mais notáveis foi o cônsul britânico Roger Casement, que escreveu um relatório detalhado sobre as condições de vida dos congoleses em 1904. Esse relatório causou um escândalo mundial, e aumentou a pressão sobre o rei belga, que tentou negar e encobrir os fatos. Em 1908, ele foi obrigado a ceder o controle do Congo ao governo belga, que passou a administrar a colônia como Congo Belga. Leopoldo II morreu no ano seguinte, em 1909. Ele deixou uma fortuna imensa, mas também uma reputação manchada e uma memória vergonhosa.
Leopoldo II foi um rei que usou o seu poder para explorar e oprimir um povo que considerava inferior e descartável. Ele foi um dos maiores responsáveis pelo genocídio e pelo sofrimento dos congoleses, que ainda hoje sofrem as consequências de sua colonização.
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A Huaca Cao Viejo tem uma história super importante para a arqueologia do continente!
Foi aqui onde acharam a primeira evidência de uma mulher de elite na sociedade Moche: A Dama de Cao. Descoberta que revolucionou os estudos de gênero e poder dentro desta área de pesquisa!
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Mona Lisa foi um dos alvos dos caçadores de arte nazis, que planejavam levar a pintura para o museu pessoal de Hitler. Para protegê-la, o Louvre escondeu a obra em vários locais secretos na França, como castelos e abadias.
A Mona Lisa sobreviveu à guerra e voltou ao Louvre em 1945, onde continua sendo uma das maiores atrações do museu e da arte mundial
Abaixo é a foto do momento em que ela era desembalada em seu retorno ao Louvre
Giordano Bruno: o mártir da ciência
No dia 17 de fevereiro de 1600, um homem foi queimado vivo na praça do Campo de Fiori, em Roma, por ordem da Inquisição. Seu nome era Giordano Bruno, e seu crime foi pensar diferente.
Giordano Bruno foi um filósofo, matemático, astrônomo, poeta e frade dominicano italiano, que viveu no século XVI. Ele defendia ideias revolucionárias para a sua época, como a de que o universo era infinito, que havia outros mundos habitados, que o sol era apenas uma estrela entre muitas, e que a Terra girava em torno dele. Ele também questionava a natureza divina de Cristo, a virgindade de Maria, a Trindade e a transubstanciação.
Bruno foi um dos primeiros a apoiar o modelo heliocêntrico de Copérnico, que colocava o sol no centro do sistema solar, contrariando a visão geocêntrica da Igreja Católica, que afirmava que a Terra era o centro do universo e que tudo girava em torno dela. Bruno foi além de Copérnico, e propôs que o universo não tinha limites nem centro, e que as estrelas eram sóis distantes, cercados por seus próprios planetas.
Bruno também se interessava por temas esotéricos, como a magia, a cabala, o hermetismo e a mnemônica, uma técnica de memorização baseada em imagens e associações. Ele escreveu vários livros sobre esses assuntos, além de obras filosóficas, poéticas e teatrais.
Por causa de suas ideias heterodoxas, Bruno teve que fugir de vários lugares onde morou, como Nápoles, Gênova, Paris, Londres, Oxford, Wittenberg, Praga e Frankfurt. Ele foi perseguido tanto pela Igreja Católica quanto pelas igrejas protestantes, que o consideravam herege e blasfemo.
Em 1592, Bruno foi a Veneza, a convite de um nobre chamado Giovanni Mocenigo, que queria aprender sua técnica de memorização. Mocenigo, porém, era um espião da Inquisição, e o denunciou às autoridades. Bruno foi preso e interrogado em Veneza, e depois transferido para Roma, onde ficou encarcerado por sete anos.
Durante o seu julgamento, Bruno foi acusado de negar várias doutrinas católicas essenciais. A Inquisição exigiu que ele se retratasse de suas teorias, mas Bruno se recusou, dizendo que não tinha nada a se arrepender, e que suas ideias eram filosóficas e não religiosas.
Em 8 de fevereiro de 1600, Bruno foi condenado à morte na fogueira, como um “herege impenitente, obstinado e pertinaz”. Nove dias depois, ele foi levado ao Campo de Fiori, onde foi amordaçado, amarrado a um poste e queimado vivo. Dizem que, antes de morrer, ele olhou para os seus juízes e disse: “Talvez vocês tenham mais medo de pronunciar a minha sentença do que eu de recebê-la”.
A morte de Bruno foi um dos episódios mais trágicos e emblemáticos da história do livre pensamento e da ciência. Bruno foi um visionário, que antecipou conceitos que só seriam confirmados séculos depois, como a teoria do Big Bang e a existência de exoplanetas. Ele também foi um mártir, que pagou com a vida por defender a sua liberdade de expressão e de investigação.
Hoje, no lugar onde Bruno foi queimado, há uma estátua em sua homenagem, erguida em 1889 por iniciativa de um grupo de intelectuais e artistas. A estátua mostra Bruno de pé, com um olhar desafiador, segurando um livro na mão. Em sua base, há uma inscrição que diz: “A Bruno - o século que ele previu - aqui, onde o fogo ardeu”.
Giordano Bruno é um exemplo de coragem, de curiosidade e de busca pela verdade. Ele nos inspira a questionar o que nos é imposto, a explorar o que nos é desconhecido, e a admirar o que nos é maravilhoso. Ele nos lembra que o universo é maior do que imaginamos, e que nós somos parte dele.
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A morte de Sócrates: um exemplo de coragem e sabedoria
Sócrates foi um dos maiores filósofos da Grécia Antiga, considerado o fundador da filosofia ocidental. Ele viveu em Atenas no século V a.C., uma época de grande efervescência cultural, política e social. Sócrates dedicou-se a questionar os valores e as crenças de seus concidadãos, buscando a verdade e a virtude. Ele não escreveu nada, mas transmitiu seus ensinamentos através de diálogos com seus discípulos, como Platão e Xenofonte.
Sócrates foi acusado de corromper a juventude e de não reconhecer os deuses da cidade, sendo condenado à morte por um tribunal popular em 399 a.C. Ele teve a oportunidade de fugir da prisão, mas preferiu aceitar o seu destino e beber a cicuta, um veneno mortal. Morreu aos 70 anos,cercado de seus amigos, mantendo a calma e a dignidade até o fim.
A morte de Sócrates é um exemplo de coragem e sabedoria, pois preferiu morrer a renunciar aos seus princípios e à sua missão de filosofar. Ele mostrou que a verdadeira felicidade não depende das circunstâncias externas, mas da harmonia entre a razão e a vontade. Também deixou um legado de pensamento crítico, ético e humanista, que influenciou gerações de filósofos e pensadores.
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Uma parte menos conhecida do trabalho de Darwin envolve o estudo dos órgãos vestigiais.
Órgãos que já tiveram função em algum momento da evolução, mas que perderam seu propósito, apesar de permanecerem no organismo.
Há cerca de 100 deles no corpo humano, conheça alguns!
Anita Carrijo foi amarrada e asfixiada em seu apartamento no centro da capital paulista.
O crime nunca foi resolvido: https://t.co/5ovtz5hOAg
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