🚨 NOJENTO!
Enquanto o Senado se recusa a aprovar a nossa proposta pelo FIM da escala 6x1 e o Projeto de Lei de criminalização da misoginia segue travado na Câmara, o partido da família Bolsonaro acaba de aprovar uma proposta para descriminalizar o racismo.
É sério e é urgente.
A proposta descriminaliza o racismo se ele for cometido por “manifestação de opinião, convicção religiosa, filosófica, científica, acadêmica ou política”.
Ou seja, a proposta descriminaliza o racismo de todas as formas possíveis e ainda o classifica como “opinião” e “convicção”.
Como se não bastasse o horror da proposta, a sua tramitação é nojenta por si só: o que eles aprovaram é uma proposta de Emenda ao Projeto de Lei que criminaliza a misoginia e o equipara ao crime de racismo.
Com isso, se o Projeto que equipara a misoginia for ser votado na Câmara, a Câmara terá que votar junto uma Emenda que descriminaliza o próprio racismo. Se a Emenda for aprovada com o PL, a misoginia é equiparada ao racismo, mas o racismo é liberado.
Isso é uma armadilha organizada pelo partido da família Bolsonaro na Comissão de Segurança Pública, onde a proposta foi aprovada.
E a intenção é clara: acuar as meninas e mulheres que clamam pela criminalização do discurso de ódio que as atinge todos os dias. Os bolsonaristas estão dizendo que, se a misoginia for equiparada ao racismo, o racismo deixará de ser crime.
O partido da família Bolsonaro aprovou uma proposta pra, caso as meninas e mulheres brasileiras consigam ser finalmente protegidas pela Lei, a própria Lei deixe de valer.
Não aceitaremos essa chantagem e essa ameaça aos direitos das mulheres, das meninas e da população negra.
Em união, seguiremos lutando pela aprovação do Projeto de Lei que criminaliza a misoginia e para DERRUBAR essa emenda nojenta.
É preciso refletir sobre esse absurdo e ver como estamos na contra-mão do mundo.
Quando o debate chega a esse ponto, a prineira pergunta a ser respondida é simples: quem será a pessoa prejudicada por essa decisão?
Não será a filha de um senador. Não será a neta de um deputado. Não será alguém cercado por recursos, influência e acesso aos melhores hospitais.
Quem sofrerá as consequências serão, em sua maioria, meninas pobres, vítimas de violência sexual, muitas vezes já marcadas por traumas que nenhum ser humano deveria enfrentar.
Como sempre, sofre mais quem menos tem.
Obrigar uma criança a levar adiante uma gravidez resultante de estupro não é proteção à infância. É uma segunda violência. É transferir para a vítima o peso de um crime cometido contra ela.
Veja, a medicina, a ciência e organismos internacionais de direitos humanos reconhecem há décadas os riscos físicos e psicológicos que uma gestação impõe a crianças e adolescentes
A OMS e o Comitê dos Direitos da Criança da ONU alertam que forçar a gestação nessas condições pode configurar uma violação grave de direitos, equivalente a tratamento cruel ou degradante.
Não por acaso, países com elevados índices de desenvolvimento humano -como Noruega, Suécia, França, Reino Unido e Países Baixos - adotam políticas voltadas à proteção integral dessas vítimas.
Na Argentina e no Uruguai, a descriminalização recente ampliou o acesso seguro e reduziu significativamente os riscos para adolescentes..
Não consigo acreditar que muitos dos que defendem essa medida aceitariam ver suas próprias filhas ou netas submetidas à mesma situação.
Estão derrubando uma medida de um órgão especializado no cuidado de menores!
Quando uma regra parece aceitável apenas para os filhos dos outros, talvez o problema não esteja na vítima, mas na falta de empatia de quem legisla.
Uma sociedade se revela pela forma como trata seus mais vulneráveis. E há poucas pessoas mais vulneráveis do que uma criança vítima de estupro.
Ainda tem um serviço que o Cruzeiro ajuda mulheres a acionarem autoridades contra seus agressores
Mulheres, bastam acessar o app do Cruzeiro que lá vai estar o link pra vc acessar sem que seu agressor perceba
importante ação do clube que tem o 180 na camisa da mascote para reforçar o telefone de denúncia!!!