E que a nossa Previdência Social já enfrenta sérios problemas e que você provavelmente terá de amargar mais uma reforma (ou várias) no lombo?
Pronto para trabalhar até os 75?
Quem poderia imaginar que alguém teria que pagar essa conta…
Uma coisa que me incomoda no debate político brasileiro é perceber como parte das pessoas passou a se identificar com a esquerda quase exclusivamente por pautas identitárias, sem demonstrar o mesmo interesse por questões econômicas, industriais ou pelo desenvolvimento do país.
Mas isso está longe de ser um problema exclusivo da esquerda.
Na direita, também vemos pessoas que se dizem patriotas levantando bandeiras dos Estados Unidos em manifestações e até defendendo que o Brasil seja anexado por outro país. É uma contradição difícil de ignorar.
O que me incomoda nos dois casos é a ausência de um projeto de país.
Parece que importamos disputas culturais de outros lugares, reproduzimos seus discursos e esquecemos de discutir os nossos próprios problemas.
Onde está o debate sobre indústria nacional, produtividade, tecnologia, infraestrutura e desenvolvimento econômico? Essas deveriam ser preocupações de qualquer pessoa que deseja um Brasil mais próspero, independentemente de ser de esquerda ou de direita.
Não precisamos concordar sobre os caminhos para reconhecer que os interesses do Brasil deveriam estar acima das nossas preferências.
Enquanto isso, boa parte do debate público continua girando em torno de sexualidade, provocações e rótulos políticos usados tantas vezes que já perderam o significado.
Não é que essas discussões não tenham importância. É que um país com os desafios do Brasil não pode reduzir seu horizonte político a elas.
Não é preciso ser um expert em economia pra perceber que a única perspectiva econômica do Lula é baseada na transferência de renda e no aumento consumo da classe baixa. Ele acha que, assim, movimenta a economia e a sensação é que está tudo OK, que a vida melhorou. +
Sem planejamento sucessório, vale a regra fria da lei, que raramente bate com a vontade de quem construiu o patrimônio.
Dá para estruturar isso antes e evitar a divisão da terra.
Mas se ela tiver um filho de outro casamento, no falecimento dela essa parte vai direto para ele.
Resultado: um pedaço da fazenda da sua família vai parar com quem não tem parentesco nenhum com seu pai.
Uma amiga de esquerda me disse que o fato da bolsa ter disparado na segunda-feira é sinal de que o mercado não é sensível às questões sociais do Brasil. Eu dei razão para ela. Ela trabalha com protese dentária. Perguntei se o mercado de protese dentária é sensível aos porblemas sociais do Brasil. Ela bugou. Daí perguntei se depois que o Flávio ganhou, o preço da cerâmica odontológica caiu. Ela desistiu. O meu mercado é o mercado de capitais. Meu produto, em vez de protese dentária, é capital (crédito). O preço do meu produto é o juro. Nenhum mercado é solidário a nada. As pessoas é que são.
Ninguém fala sobre o split payment da reforma tributária.
Isso pode sufocar pequenos e médios negócios. Hoje, muitas empresas dependem do fluxo de caixa que inclui, temporariamente, valores destinados ao pagamento de tributos.
Espero que isso não chegue a acontecer
Sou contra as bets por princípio, mas a favor da segurança jurídica e do respeito às garantias contratuais.
Quem vai querer investir um centavo em um país sabendo que um presidente desesperado, numa canetada, pode suspender toda a atividade de um setor legalizado, regulado e autorizado pelo próprio Estado?