Desabafo
Depois de assistir ao relato devastador da Mila sobre o estado de saúde do Lito, lembrei deste vídeo do Nando Moura. E hoje ele consegue ser ainda mais repugnante do que já era na época.
Lito tinha acabado de tornar público que estava com câncer. Era um homem enfrentando exames, incertezas e problemas neurológicos que sequer tinham diagnóstico fechado. E o que Nando resolveu fazer?
Transformar a doença de Lito em material para a sua guerra política particular.
Pegou a imagem de um homem doente e começou a fantasiá-lo com camisetas de Lula, Bolsonaro e do partido Missão para fazer o seu chamado “teste de humanidade”.
Mas há algo ainda mais grotesco nisso tudo.
Ao chegar à camiseta da Missão, Nando não se limitou a perguntar se as pessoas continuariam desejando o bem de Lito. Ele próprio afirmou que, para Lito vestir aquela camiseta, teria que ter “algum tipo de degeneração moral completa ou pior ainda do que as duas camisetas anteriores”.
Percebam a perversidade e, principalmente, a contradição.
O sujeito utiliza o câncer de um homem para supostamente ensinar aos outros uma lição sobre humanidade e sobre como não devemos deixar diferenças políticas destruírem nossa capacidade de desejar o bem ao próximo. E, no meio dessa suposta lição de humanidade, aproveita a doença de Lito para atacar seus próprios adversários políticos e classificá-los como moralmente degenerados.
Ou seja: instrumentalizou o câncer de um homem para pregar tolerância política enquanto, no mesmo vídeo, despejava o próprio ressentimento político.
Que extraordinário “teste de humanidade”, sobretudo para quem o aplicava.
Lito não tinha absolutamente nada a ver com aquela guerra. Não havia pedido para ser colocado no meio dela. Não era Lula, Bolsonaro, Missão ou instrumento para Nando Moura acertar contas com seus desafetos.
Era simplesmente Lito. Um ser humano anunciando que estava doente.
E hoje sabemos que aquela situação era ainda mais grave do que todos imaginávamos. Ouvir Mila contar que Lito enfrenta uma doença degenerativa raríssima, que está perdendo os movimentos e que precisou conversar sobre tudo isso com o filho de apenas 7 anos me destroçou.
Por isso rever aquelas imagens hoje me causa ainda mais revolta.
Existem momentos em que política, ressentimento, audiência e rivalidade precisam simplesmente desaparecer. A doença e o sofrimento de alguém não são adereços para ilustrar a sua briga ideológica.
Lito merecia ser apenas Lito naquele momento. Não Lula, Bolsonaro, Missão ou personagem das guerras particulares de Nando Moura.
Nando quis ensinar humanidade usando a doença de Lito como cenário para atacar quem odeia politicamente.
Talvez devesse ter começado o teste olhando para si próprio.
@liberta___depre Primeiro eu fiquei impressionado por existir um memorial pra esses nanicos. Segundo que pasmem, existe algo dentre desse “memorial” voltado para Yuri Alberto. KKKKKKKKKKKKK tmnc