O produto jogador brasileiro®️ seguirá “para exportação”- e não haverá reposição com qualidade à altura.
Com uma moeda fraca, em um mundo globalizado em busca constante por excelência, essa é uma medida que, acredito, tende a nivelar nosso futebol por baixo.
"Quero fazer um agradecimento à pessoa do Flamengo que teve a ideia de trazer o Jorginho para o Brasil.
Esse cara jogando é uma das coisas mais absurdas de bonito de ver. É um presente para o Brasil ter o Jorginho aqui, independentemente do time. Eu acho ele, disparado, o MELHOR jogador brasileiro, em todos os sentidos. Ele é um absurdo jogando.
Isso é um agradecimento de quem gosta de futebol: obrigado por trazer o Jorginho."
🎙️ Rafael Sobis, na GE TV.
📸 Gilvan de Souza/CRF | Reprodução/GE TV
A ideia de que regulação restringe liberdade faz uma grande confusão com a ideia de liberdade
Regulação não é infalível, pode errar no alvo e na dose, precisa ser testada e aperfeiçoada
Regulação, quando acerta, promove a liberdade
https://t.co/bDxTnnq4LD
"Jogue com responsabilidade", "jogue com moderação"
São alertas padronizados do mercado publicitário, cláusulas de advertência para que bets evitem responsabilidade
Fazem cócegas no vício
Liberdade regulada é a única liberdade constitucional
https://t.co/fHHpg8AFr4
A @revistapiaui publica agora uma série de reportagens que jamais viria a público pelas mãos do STF. Horas depois do pedido de manifestação dos ministros, a corte tirou o sigilo de tudo. Mas este documento estava mantido nas sombras por sete meses.
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Uma vitória da extrema direita na Alemanha, depois de tanto tempo, obviamente chama a atenção. Mas está longe de ser surpreendente.
Queria dividir algumas análises que li sobre o que se passa.
A verdade é que extrema direita já não é apenas o lugar do radical de cabeça raspada, do braço erguido em saudação a Hitler, do misógino que não tem vergonha de dizer que mulher deveria estar em casa ou daquele que olha pro capital sem nenhum tipo de compromisso com o social.
Ela também se tornou o lugar do ressentido, do assustado, de quem olha para um mundo que muda numa velocidade brutal e sente que ficou para trás.
O ressentimento talvez seja um dos grandes combustíveis políticos do nosso tempo. Há pessoas procurando respostas para experiências reais de perda, insegurança e desorientação.
E, quando os problemas são complexos demais, respostas simples, mesmo que frágeis, falsas ou perigosas, podem parecer acolhedoras.
No leste alemão, essa disposição encontra ainda uma frustração histórica. A reunificação não produziu, para todos, a igualdade econômica e social prometida.
Décadas depois, as diferenças permanecem. É justamente nesse terreno, marcado pela sensação de abandono e pela falta de perspectivas, que o medo encontra a política.
O messianismo encontra a atenção.
Mas há também uma responsabilidade da esquerda democrática que precisa ser discutida.
Em A Tirania do Mérito, Michael Sandel faz essa crítica ao olhar para os democratas americanos: durante anos, parte do campo progressista falou sobre quem deveria vencer no novo mundo, mas ouviu pouco quem sentia que estava perdendo nele.
A soberba de decidir pelo outro, como o subalterno que não deve falar.
Isso não significa combater a extrema direita concordando com seus preconceitos. Significa reconhecer que também não se enfrenta esse fenômeno tratando todo eleitor assustado, ressentido ou perdido como alguém moralmente inferior.
O desprezo apenas aprofunda a distância e deixa o campo livre para quem oferece respostas fáceis.
Uma frase frequentemente atribuída a Hannah Arendt diz que as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam (estão perdendo) a esperança.
Talvez ela explique um pedaço deste tempo.
Vale para a Alemanha.
Mas, se você pensou nos Estados Unidos ou no Brasil, também acho que pensou certo.