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@MetodoMoreira “Pessoal da igreja vota em quem o pastor mandar”
E você acha que o pastor vai mandar votar no Lula? Onde chega esse dinheiro para os pastores? Depois de 5 anos de pastores pregando o Bolsonarismo, você acha que é simples assim?
A bancada evangélica ganha a grana só pra eles…
@MetodoMoreira “Infelizmente essa campanha vai converter muitos votos para painho”
Você tá misturando políticos da “bancada evangélica” com os eleitores evangélicos.
Todo mundo sabe que qualquer deputado/senador se vende para o PT, mas quando falamos em voto dos evangélicos, é diferente.
"Se Deus existe, não tem como ele ser francês."
Com vocês, o relato de Andrea Pirlo antes da disputa por pênaltis entre Itália e França em 2006:
— Quando o juiz apitou o final da prorrogação e Marcello Lippi, treinador da Itália, veio andando na minha direção - um sino tocava na minha cabeça. Na verdade, eu queria que o barulho fosse maior. Não foi o suficiente para me impedir de escutar as palavras daquele treinador:
"Você é o primeiro"
Nós dois sabemos o que isso significa. O primeiro a cobrar na decisão por pênaltis. O primeiro nos holofotes, dando início àquela tortura, o jogo mais incrível da carreira de qualquer jogador ou, imagine... Não são necessariamente boas notícias.
Isso significa que eles pensam que você é o melhor, mas tambémm, se você perder, é o primeiro na lista de vilões.
Pensei: "vou bater na direita. Não, esquerda, porque é o lado ruim do goleiro. Não, vou chutar no ângulo, porque não tem como ele chegar lá. Mas, se eu pegar errado na bola e ela ir lá para as arquibancadas?"
Não tinha a menor ideia do que ia fazer, mas o pior ainda estava por vir.
Quando uma partida é decidida dessa forma, um homem contra milhões mais o goleiro querendo salvar uma nação, existe um sadístico ritual em grupo que leva você ao seu destino.
Os dois times ficam juntos no círculo central e próximo jogador precisa fazer sua caminhada para a marca do pênalti. É uma experiência que não desejo para ninguém.
São aproximadamente 50 metros, mas é uma jornada verdadeiramente terrível, diretamente no coração do seu medo. Um homem já condenado, se arrastando pelo caminho até a morte. Não é a comparação mais apropriada, mas chega perto do sentimento.
Cheguei. Era minha vez e agi com instinto. "Se eu bater forte no meio, Barthez definitivamente irá pular e não tem como ele pegar com seus pés".
O momento foi realmente um tormento. Optei por caminhar devagar. De alguma maneira subconsciente, não quis perder nenhum detalhe. Nunca vou esquecer daquele passeio rápido que transformou segundos em horas. E cada passo em uma história dramática.
Ao invés de ver Barthez, fiquei distraído pelos flashs dos fotógrafos enquanto piscavam atrás do gol. "Tomara que não me ceguem. Dedos cruzados para que não me atrapalhem tanto."
Tentei olhar para Buffon. Podia ter feito algo com o pescoço, um gesto, falado qualquer coisa. Mas, Gigi tinha problemas demais para se preocupar.
Acariciar a bola era algo que precisava fazer. Olhei para os céus e pedi ajuda. Afinal, se Deus existe, não tem como ele ser francês. Respirei fundo.
Naquele momento, entendi o que era ser italiano. É um verdadeiro privilégio. Eu nunca tive a mesma percepção dos discursos vazios dos político. Eles não sabem do que estão falando.
Nunca pensei que, naquele instante antes de bater um pênalti, minha mente poderia se abrir tão maravilhosamente e mudar tanto meu entendimento. Eu vi dentro das engrenagens de um carro imperfeito, cheio de defeitos, mal conduzido, velho, e ainda assim, único. A Itália é um país que você ama justamente por ser algo assim.
Minha cobrança entrou. Mesmo se tivesse perdido, a lição teria continuado. Talvez, até amplificada por consequência do desespero.
É incrível saber que você compartilhou um sentimento compartilhado por milhões de pessoas da mesma forma, ao mesmo tempo, pelos mesmo motivos, em cidades que, em situações anteriores, eram rivais ou menos propensas a torcerem juntas.
Esse pênalti me definiu. Ninguém vai acreditar muito em mim, mas sou muito mais o Pirlo que encheu o pé no meio do gol na final da Copa do Mundo de 2006 do que o Pirlo que marcou de cavadinha nas quartas de final da Euro 2012.
Mesmo que a motivação nos dois casos fosse a mesma: escolher a melhor opção para minimizar as chances de erro.
"Se Deus existe, não tem como ele ser francês."
Com vocês, o relato de Andrea Pirlo antes da disputa por pênaltis entre Itália e França em 2006:
— Quando o juiz apitou o final da prorrogação e Marcello Lippi, treinador da Itália, veio andando na minha direção - um sino tocava na minha cabeça. Na verdade, eu queria que o barulho fosse maior. Não foi o suficiente para me impedir de escutar as palavras daquele treinador:
"Você é o primeiro"
Nós dois sabemos o que isso significa. O primeiro a cobrar na decisão por pênaltis. O primeiro nos holofotes, dando início àquela tortura, o jogo mais incrível da carreira de qualquer jogador ou, imagine... Não são necessariamente boas notícias.
Isso significa que eles pensam que você é o melhor, mas tambémm, se você perder, é o primeiro na lista de vilões.
Pensei: "vou bater na direita. Não, esquerda, porque é o lado ruim do goleiro. Não, vou chutar no ângulo, porque não tem como ele chegar lá. Mas, se eu pegar errado na bola e ela ir lá para as arquibancadas?"
Não tinha a menor ideia do que ia fazer, mas o pior ainda estava por vir.
Quando uma partida é decidida dessa forma, um homem contra milhões mais o goleiro querendo salvar uma nação, existe um sadístico ritual em grupo que leva você ao seu destino.
Os dois times ficam juntos no círculo central e próximo jogador precisa fazer sua caminhada para a marca do pênalti. É uma experiência que não desejo para ninguém.
São aproximadamente 50 metros, mas é uma jornada verdadeiramente terrível, diretamente no coração do seu medo. Um homem já condenado, se arrastando pelo caminho até a morte. Não é a comparação mais apropriada, mas chega perto do sentimento.
Cheguei. Era minha vez e agi com instinto. "Se eu bater forte no meio, Barthez definitivamente irá pular e não tem como ele pegar com seus pés".
O momento foi realmente um tormento. Optei por caminhar devagar. De alguma maneira subconsciente, não quis perder nenhum detalhe. Nunca vou esquecer daquele passeio rápido que transformou segundos em horas. E cada passo em uma história dramática.
Ao invés de ver Barthez, fiquei distraído pelos flashs dos fotógrafos enquanto piscavam atrás do gol. "Tomara que não me ceguem. Dedos cruzados para que não me atrapalhem tanto."
Tentei olhar para Buffon. Podia ter feito algo com o pescoço, um gesto, falado qualquer coisa. Mas, Gigi tinha problemas demais para se preocupar.
Acariciar a bola era algo que precisava fazer. Olhei para os céus e pedi ajuda. Afinal, se Deus existe, não tem como ele ser francês. Respirei fundo.
Naquele momento, entendi o que era ser italiano. É um verdadeiro privilégio. Eu nunca tive a mesma percepção dos discursos vazios dos político. Eles não sabem do que estão falando.
Nunca pensei que, naquele instante antes de bater um pênalti, minha mente poderia se abrir tão maravilhosamente e mudar tanto meu entendimento. Eu vi dentro das engrenagens de um carro imperfeito, cheio de defeitos, mal conduzido, velho, e ainda assim, único. A Itália é um país que você ama justamente por ser algo assim.
Minha cobrança entrou. Mesmo se tivesse perdido, a lição teria continuado. Talvez, até amplificada por consequência do desespero.
É incrível saber que você compartilhou um sentimento compartilhado por milhões de pessoas da mesma forma, ao mesmo tempo, pelos mesmo motivos, em cidades que, em situações anteriores, eram rivais ou menos propensas a torcerem juntas.
Esse pênalti me definiu. Ninguém vai acreditar muito em mim, mas sou muito mais o Pirlo que encheu o pé no meio do gol na final da Copa do Mundo de 2006 do que o Pirlo que marcou de cavadinha nas quartas de final da Euro 2012.
Mesmo que a motivação nos dois casos fosse a mesma: escolher a melhor opção para minimizar as chances de erro.