A devoção a São José só se difunde no ocidente após o sermão de Jean Gerson no Concílio de Constança(1416), em que ele promoveu a devoção. Escreveu vários hinos em honra a São José. Imaginava-o como um homem virgem, jovem e capaz. Em 1474, São José entra no missal romano.
"Vai sonhar em viajar."
Viagem virou essa estátua de Nabucodonozor que todo mundo é obrigado a se ajoelhar.
A pessoa vive em função de trabalhar feito cavalo, ir pra algum lugar, passar alguns dias, tirar algumas fotos, comer uma coisinha e é isso
Isso que é o que eles querem
"Nem maquiavelismo, nem fouchéismo, nem diabolismo — ou qualquer "ismo" dependente da inteligência criadora — pode ser atribuído a Vargas, ditador sem imaginação.
Em conclusão, nenhum "ismo" além deste outro, vulgar, banal, que não exige maior requinte vocabular — oportunismo."
Quero dividir com vocês uma notícia muito boa!
Margaret Harper McCarthy — professora de Antropologia Teológica no John Paul II Institute, em Washington, editora da Humanum e do Communio — acaba de publicar um ensaio sobre as origens "cristãs" do feminismo e da nação americana. E cita não só meu livro, Autópsia do Feminismo, como também dois ensaios do Substack.
O argumento dela conversa diretamente com o que venho construindo aqui. Não existe um "feminismo cristão" a ser resgatado, porque já na raiz a "natureza" havia sido esvaziada do Logos.
McCarthy fecha o diagnóstico com a minha própria formulação: sob todas as "ondas" do movimento há uma metafísica da revolta, uma recusa da encarnação e, no limite, da própria criação.
Para quem acompanha por aqui, é exatamente isso que separa o que faço do antifeminismo moralista de sempre.
Deixo abaixo o ensaio dela. Vale a leitura integral.
A cultura do futebol dá sinais de cansaço no Brasil. Soa loucura se congelarmos o presente, mas falo de futuro. O futebol liquefaz, é surrupiado por agendas, e a magia se esvai. O desencanto inevitável gerará a morte do hábito. Pátria de chuteiras ficará num passado romântico.
"How I love St Augustine's description of the Heart of Jesus: the door of life. Sometimes it seems as if in recent years the devotion to the Sacred Heart has almost reached the point of exaggeration. But if the Heart of Jesus is really the door, there can be nothing excessive or exaggerated about it. We needs must go in and out by this. And I want to go in by it"
- Saint John XXIII, 1931
Oliveira Viana é um verdadeiro banho de água fria nessa copada de tradicionalistas (e pseudo-tradicionalistas) de que o período colonial seria o nosso análogo ao feudalismo europeu.
A maior descoberta científica de Goethe, pouco creditada a ele:
em 1784, ele provou que o osso intermaxilar até então visto como exclusivo dos animais, e usado para separar o homem dos macacos na verdade também existe no crânio humano. A descoberta foi muito contestada na época por ela vim de um ''poeta'' e não de um cientista,mas hoje em dia ela é unanimidade na anatomia.
ESCOLA AUSTRÍACA E MATEMÁTICA
Na superfície parece tudo assim: Mises diz no início do Ação Humana (a maioria lê somente os primeiros capítulos e ignora todo o resto) que os "teoremas" da economia procedem tal qual os da geometria, e faz em outras obras diversas comparações entre o trabalho do economista e o trabalho do matemático. Mas muito se esquece que é somente em um aspecto, a saber, o do procedimento dedutivo. Vale notar que o linguajar de Mises é totalmente correspondente com o linguajar filosófico e CIENTÍFICO do meio intelectual de sua época: Áustria, início do séc. XX, isto é, predominantemente do NEOKANTISMO (e não do kantismo "puro"), e também da fenomenologia, neoaristotelismo, etc.
Outros ainda vão mais além: a oposição da Escola Austríaca à matematização se dá porque a economia é uma ciência social, e o método próprio da ciência social seria a compreensão (verstehen), essa é a posição de Lachmann, A. Schütz e outros que discutiram e reinterpretaram a metodologia de Mises.
Não há talvez melhor forma de ver isso senão desde a fundação da EA com Menger. Mises e Menger (em estágios diferentes do tempo), chegaram a considerar as abordagens matematizantes de Walras, Paretto, Jevons, etc. como "aliadas", justamente porque acreditavam na validade da dedução para a economia, na existência das ditas leis econômicas. Todavia, já em estágios tardios da vida, Menger, em cartas a Walras (1883 e 1884), insistiu que, na economia, lida-se não somente com relações quantitativas, senão que também com a “essência” do fenômeno econômico, e questionou como que, com o auxílio da matemática, poderíamos conhecer algo da "essência", por exemplo, do valor, do aluguel, ou lucro do empreendedor. Acerca disso, diz Lachmann: "... se for admissível igualar a "compreensão da essência" com a "interpretação do sentido", podemos concluir que a intenção de Menger em ambas as cartas era defender a possibilidade de uma teoria econômica esquematizada para interpretar significado". Temos, enfim, a noção austríaca de que a economia é "interpretativa" e, assim, coloca a EA, em sua metodologia das ciências sociais, como uma parceira da sociologia de Weber e da hermenêutica filosófica--estranhamente próximo do antigo inimigo o historicismo alemão. Isso fez da EA alvo de um duplo preconceito: ora são matematizantes (por conta do "método dedutivo"), ora são anticientíficos porque não integram adequadamente, e.g., a estatística ou a "evidência empírica".
Com o constante crescimento da metodologia matemática nas ciências ao longo das décadas subsequentes, foi estabelecida a sina e a EA, por se utilizar de linguagem natural em vez de notação matemática, passou a ser chamada de "anticientífica", já que o "ataque a matemática" parecia ser um ataque a toda ciência, ou melhor, ao tratamento científico (isto é, matemático), da economia.
Mas isso é falso, e essa leitura hermenêutica da economia, ou melhor, da PRAXIOLOGIA, não foi seguida por alunos de Mises como Fritz Machlup (que dava primazia a uma interpretação da praxiologia com viés positivista lógico e "empirista radical"), Oskar Morgenstern que, junto de Von Neumann, estabeleceu um dos maiores avanços que já se viu no tratamento matemático da economia: a teoria dos jogos.
Toda essa gente surgiu dos seminários e da docência de Mises, ele é gigantesco. Não existe "misesianismo puro", nem mesmo entre os que se dizem "misesianos" como Rothbard e o pessoal do Mises Institute. Com respeito a metodologia, eles mesmos seguem outra fundamentação filosófica, uma espécie de realismo aristotélico. Já a noção de que a praxiologia de Mises é unicamente axiomática ou "racionalista extrema" e falou em "axioma da ação", vem somente de UM ÚNICO AUTOR: Hans-Hermann Hoppe.
“Obedece aos superiores em coisas dificultosas, ásperas e desagradáveis, e a obediência será perfeita [...] Bem-aventurados são os obedientes, porque Deus nunca permitirá que se percam.”
— São Francisco de Sales (Filoteia, III, c. XI)
Notícias como essa sempre me lembram da residência oficial do falecido "presidente" do Zimbábue, a "Blue Roof" de Robert Mugabe.
Mugabe foi um professor e economista que se declarava marxista-leninista e ostentava títulos acadêmicos de economia pela University of London. Liderou a guerra contra os ingleses e se tornou o ditador do Zimbábue em 1980, quando tentou emplacar a ditadura de Partido Único, a expropriação de empresas e a coletivização da agricultura, o que fora medidas desastrosas para o país. Ele, lembre-se, um "economista" formado, apelou para a notória hiperinflação e chegou a emitir as infames notas de Z$ 100 trilhões - que valiam cerca de 40 centavos do dólar americano.
Enquanto o povo do Zimbábue vivia na extrema pobreza e o país tinha um dos mais baixos IDHs do planeta, Mugabe angariou uma fortuna estimada em $ 1 bilhão de dólares e construiu alguns palacetes, como a Blue Roof. Seus filhos davam festas de aniversário onde os convidados ganhavam Iphones de última gerações banhados em ouro e possuíam dezenas de imóveis de luxo pela Europa.
Esse é o destino de toda, repito, toda revolução de caráter marxista e suas variantes: a tomada do poder por uma nova elite ainda mais poderosa, avarenta e arrogante, desta vez protegida de quaisquer críticas pelo verniz da ideologia "anticolonial" e proletária. A revolução comunista é, embora arriscada, um dos meios mais rápidos de se tornar extremamente rico, basta estar no grupinho da elite e matar seus concorrentes depois da revolução.
(Foto de uma festa na Blue Roof).
Jean-François Braunstein
John McWhorter
Michael Rectenwald
Eis o exemplo de 3 adolescentes que perdem seu tempo estudando o fenômeno woke, são muito cringes e intankaveis.
Eles deveriam seguir o exemplo do notklein, um homem sério que gasta seu tempo com coisas sérias e adultas como Neon Genesis Evangelion.
MORTE AO DIA DOS NAMORADOS!
A partir do conceito de “Grande Romance” de Mary Harrington — que a @Inês Carrières me apresentou e ainda não chegou ao debate brasileiro, e precisava chegar: argumento que ideologia que fez do sentimento amoroso o fundamento, a justificativa e o fim último do vínculo entre homem e mulher, quero avançar minha tese de que “tradicionalistas” e românticos rezam no mesmo templo. 👇🏽
https://t.co/JiGAkVPXGE
minha "exegese" sobre "Dai a César o que é de César":
devemos todos 1) votar no Lula (conclusão final do humanismo social cristão no brasil, com aportes em leituras de Hegel, Habermas e das fenomenologias de Levinas e Jean-Luc Marion), 2) ser comunistas, e 3) nunca esquecer de extrair dinheiro de outros mediante ameaça de violência.
Muito bom o vídeo do @daniel_miorim sobre esse tema de God of War, Thiago Braga e Liga Nerdola. Nesse corte, ela fala que a mesma intensidade que ele leva a sério a história faltou muito abordar no tema da guerra cultural. O Miorin até cita o livro O Anti-Woke, que já foi mencionado por vários nerdolas por aí, e que, segundo o Miorin, fazendo uma crítica a canais anti-woke: o livro do Jonas Bressan (O Anti-Woke) foi um livro bem arquitetado, elaborado... para mostrar as nuances do wokeísmo, e disse que o livro passou batido por parte das análises e por uma parte das pessoas...
Minha opinião: eu concordo. O que percebo vendo muitos vídeos e lives por aí é que, quando a guerra cultural estava mais em alta, muitos criaram canal muitas das vezes indignados por muitos produtos de entretenimento sendo invadidos pelas agendas. Outros viram uma forma de se expressar contra, outros até se aproveitaram do assunto e, nisso, muitos cresceram, com vendas de livros, recordes... Mas, ao passar do tempo, a cultura woke deu uma decaída, mas não acabou...
Aí, entrando na parte do Thiago Braga, o que vejo é que esses canais que combatem isso deveriam usar o que leram e entendem da guerra cultural para discordar sem medo de perder contatos, inscritos, vendas de livros. Acho que esse é algo que o Miorin não teve medo de citar no canal e falar as verdades, sem ficar com desculpinha, "nosso professor", "meu amiguinho"... mesmo com o GIGANTE de 900k+ do outro lado falando coisas que se fosse canal de 3k teria vários reacts, contrapontos em cima, e nada contra mas a de se perceber um padrão ai.
Apenas minha opinião. DISCORDAR NÃO É OFENSA.
Documento eclesiástico recomendando a obra do Mário Ferreira dos Santos: "Sua obra merece figurar, com honra, em todas as nossas grandes bibliotecas eclesiásticas, dado o poderoso contributo que poderá ministrar aos seminaristas e sacerdotes estudiosos de filosofia"