que lindo! Algumas marcas estão reforçando que as artes foram feitas por humanos, nesse caso do azeite eles meteram destaque pra isso e ainda botaram o @
chocado que uma bet ofereceu 50 milhões para entrar na programação da dia tv e o rafa dias recusou… sério… ele merece receber todo apoio e audiência do mundo… inclusive já é maior que a cazé tv só por conseguir se manter sem jogo do tigrinho
Uma mulher acaba de dizer em pleno Senado que é contra o fim da escala 6x1 porque ela, que faz escala 5x2, faz cabelo e compras aos sábados e as pessoas precisam trabalhar PRA ELA.
Além de não conhecer o conceito de ESCALA, ela se acha proprietária da vida e do trabalho alheio.
Agora, o "detalhe": essa mulher é simplesmente Diretora-executiva da Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que representa os patrões e os bilionários. É esse o nível da "elite" do Brasil, que parece não ter superado a escravidão.
a galera reclama pq só lançam filmes br sobre a ditadura. ai lançam um filme com futuro distópico no br e geral fala que vai ser flop. vcs precisam decidir se apoiam o cinema nacional ou não galera! 🫠
🎬 | 'Corrida dos Bichos' é o novo filme brasileiro descrito como um dos mais ambiciosos de 2026. A história é ambientada em um futuro distópico no Rio de Janeiro, onde uma versão brutal do antigo "Jogo do Bicho" domina a cidade.
Nesta nova versão, 20 pessoas são obrigadas a disputar uma competição usando máscaras de animais, enquanto apostadores transformam tudo em "entretenimento" e tentam acertar quem vai ser o campeão da disputa. Os 20 jogadores precisam enfrentar desafios, obstáculos e perseguições que podem custar suas próprias vidas.
É nesse contexto que se encontra Mano, um jovem que fica desesperado ao descobrir que sua irmã é uma das competidoras do jogo. Sem alternativas, ele se infiltra no sistema para tentar salvar a vida da irmã e acabar com essa disputa cruel, injusta e mortal.
O filme tem no elenco nomes como: Isis Valverde, Bruno Gagliasso, Grazi Massafera, Rodrigo Santoro, Silvero Pereira, Seu Jorge, João Guilherme e Matheus Abreu.
tenho uma amiga que veio me contar chorando de feliz que o namorado dela tinha comprado de surpresa ingresso para os dois irem juntos no show da taylor, e ele ainda aprendeu as músicas pra cantar com ela
é super importante não namorar alguém que odeia a gente e nossos gostos
Fico gag quando vejo essas animações lançadas em 1950. Devia ser o auge da tecnologia fazer isso e muitas dessa epoca ainda surram várias animações atuais
A gente fala muito sobre o fim da escala 6x1, mas fala pouco sobre o impacto real disso na vida de quem passou a vida inteira preso nela.
No primeiro fim de semana antes do Carnaval, peguei um Uber em São Paulo. Estava difícil conseguir corrida. Muitos motoristas cancelando, tarifa alta, acessos bloqueados por causa dos blocos. Eu precisava resolver uma emergência e consegui um carro num domingo à noite.
Começamos a conversar. Ele disse que era a primeira vez trabalhando no Carnaval, tinha só quatro meses de Uber, e que estava achando tudo muito confuso. Perguntou como funcionavam os blocos, se precisava pagar para entrar, por que as ruas estavam fechadas. Ele queria levar a esposa um dia em um desfile.
Expliquei que os blocos são gratuitos, que qualquer pessoa pode ir, que é só chegar e acompanhar. Falei que desfile pago é no Sambódromo do Anhembi, mas que a arquibancada não é inacessível.
Foi depois disso que ele começou a falar das vontades que tinha.
Disse que morria de vontade de levar a esposa para conhecer as coisas que via pela internet. Que queria ir à Liberdade, naquela feirinha que aparece no TikTok. Que queria conhecer a Augusta e parar em um barzinho. Que queria ir ao Parque do Ibirapuera. Que queria ir à praia.
E então ele disse, quase como quem revela um segredo:
Nunca fui para a praia.
Perguntei se ele não morava em São Paulo. Ele respondeu que nasceu em São Bernardo e que sempre trabalhou aqui.
Trabalhou dez anos como açougueiro, desde os 18. Sempre em escala 6x1. Sempre trabalhando aos finais de semana. Saía de casa às 5 da manhã e voltava às 10 da noite. A única folga era no meio da semana, e ele usava para descansar.
Nunca teve um domingo livre.
Expliquei que a Paulista fecha aos domingos para carros e fica ótima para passear. Que depois do Carnaval é ainda melhor para ir com calma. Falei que a Feira da Liberdade é aberta e gratuita. Que a praia não é tão distante assim. Que o Ibirapuera está ali, acessível. Que não é preciso muito dinheiro para viver a cidade.
Ele tem 28 anos.
Disse que agora, no Uber, consegue ganhar até mais do que ganhava antes. Mas saiu da CLT para a informalidade. Não é o ideal. Não dá para romantizar.
O que ele quer não é luxo.
Ele quer viver coisas simples que o trabalho exaustivo nunca permitiu.
Quando dizem que o brasileiro trabalha pouco, eu lembro dele. De alguém que passou dez anos sem viver um único fim de semana. Isso não é falta de esforço. Isso é normalização da exaustão.
O fim da 6x1 não é só sobre jornada de trabalho.
É sobre tempo.
É sobre dignidade.
É sobre permitir que um jovem de 28 anos conheça a própria cidade.
E eu não consigo parar de pensar nisso desde aquele dia. Em como a escravidão moderna está sendo normalizada e enfiada goela abaixo. A Folha fez exatamente isso: tentou banalizar a exploração do trabalho como se fosse apenas um dado comparativo, ignorando a realidade concreta de quem vive jornadas desumanas.
E quando a gente ignora essas histórias, a gente ajuda a transformar exploração em estatística.
Os que são contra o fim da escala 6x1 são INIMIGOS TRABALHADOR
E isso tem que ser dito