Os editores da Gazeta do Povo explicam por que o doutor Gonet estaria prevaricando em relação à inércia da PGR para investigar o contrato entre o Banco Master e o escritório da Família Moraes.
Leiam alguns trechos:
“Nem mesmo o mais empedernido libertário haveria de defender que se trata apenas de uma negociação entre dois entes privados, nos quais um deles, detentor de uma fonte inesgotável de dinheiro, resolveu pagar muito mais que o habitual por esse tipo de serviço sabe-se lá por que motivos, e que por isso o Estado não deveria se intrometer.
Estamos falando de alguém apontado como o chefe de um esquema de fraude financeira bilionária, que ofereceu valores muito superiores aos cobrados pelas melhores bancas de advocacia do país a um escritório cujo maior trunfo não é a expertise de seus membros, mas um sobrenome – o mesmo de um integrante do principal tribunal do país. E já se sabe que, no mínimo, Vorcaro conseguiu acesso privilegiado a Moraes, a ponto de trocar mensagens com o ministro perguntando-lhe sobre investigações, com direito a um “conseguiu bloquear?”, horas antes de ser preso pela primeira vez.
Para qualquer pessoa que não tenha o desconfiômetro totalmente quebrado, essas circunstâncias mereceriam ao menos uma investigação. Por que Vorcaro pagou todo esse dinheiro ao escritório Barci de Moraes se poderia ter contratado bancas muito mais experientes e renomadas a um valor menor? Ele estaria tentando comprar influência ou proteção para não ter de responder pelos crimes financeiros de que é acusado? E, se a resposta for “sim”, o que Vorcaro de fato recebeu em troca, ainda que hoje esteja preso (embora não falte quem trabalhe para anular toda a Operação Compliance Zero, mais cedo ou mais tarde)? São perguntas que, em uma sociedade normal, que não abafa seus escândalos, já teriam colocado o poder público para trabalhar em busca das respostas. Mas não no Brasil, onde o procurador-geral Paulo Gonet arquivou um pedido de investigação em dezembro do ano passado, afirmando que não via “qualquer ilicitude”.
O mesmo Paulo Gonet, recorde-se, que também participou de uma degustação muito exclusiva de um uísque caríssimo, bancada por Daniel Vorcaro em Londres. O mesmo Gonet que ofereceu denúncia contra o perito Eduardo Tagliaferro por ter divulgado os descalabros cometidos dentro do “Ministério da Verdade” instalado no TSE presidido por Moraes.
O mesmo Gonet que denunciou a família Mantovani pelo entrevero do aeroporto de Roma, sem o menor elemento factual que justificasse as acusações. O mesmo Gonet que denunciou no atacado centenas de brasileiros pelos atos de 8 de janeiro de 2023, sem a necessária individualização de conduta.
Pelo andar da carruagem, o único que deve terminar pagando o pato será o perito criminal da Polícia Federal apontado como o autor dos vazamentos pelos quais o Brasil soube não apenas do megacontrato entre Vorcaro e Viviane Barci, mas também dos negócios envolvendo o resort Tayayá, implicando o ministro Dias Toffoli. Mesmo considerando que de fato tenha havido o crime de violação de sigilo funcional, previsto no Código Penal (e até isso é controverso, pois também se pode argumentar que ele agiu como o chamado whistleblower), isso não torna falsas as informações divulgadas, nem reduz a gravidade do escândalo. Ao mirar apenas o vazamento e ignorar seu conteúdo, Gonet se comporta como se a missão da PGR fosse garantir a paz das autoridades, e não a defesa do interesse público. A continuar nesse ritmo, será preciso questionar quando a omissão do procurador-geral se tornará prevaricação.”
Quem poderia imaginar que o Flávio Dino continuaria interferindo na política maranhense mesmo depois de virar Ministro do STF?
(O que é crime de responsabilidade, sujeito a impeachment. Sempre bom lembrar.)
Pegou todos nós de surpresa...
Foi pedido explícito de votos usando a estrutura presidencial. E, como no caso do Boulos, aposto que vai terminar em multinha.
Eles podem tudo.
E, em outubro, vão aparecer pedindo seu voto para "salvar a democracia" justamente de quem não pode nada.
EDITORIAL | Desmoralização institucional – “O STF transformou em piso o que os constituintes definiram como teto da remuneração de todo o funcionalismo público”.
Leia o texto completo https://t.co/cp7FNe0io1 (@opiniao_estadao)
@rmotta2 O IPTU é muito pior. O IPVA baseado em valor do veículo que é o CRIME. O IPTU é praticamente um aluguel anual que a prefeitura cobra para você ter que pagar para morar na cidade. Todos os impostos municipais não são suficientes para manter os parasitas do setor público.
Assim como a maioria dos impostos, o IPVA não faz sentido algum. Ele é uma violação do direito de propriedade. O dono do carro já paga uma fortuna em impostos na compra. Chega.
Criem coragem e ACABEM com o IPVA.
Um dos problemas do chefe da PF ser flagrado na festinha do whisky do Vorcaro é que tudo que a instituição faz passa a parecer suspeito.
Temos alguns servidores que ainda resistem bravamente, mas é fato que as cúpulas das instituições BR foram capturadas.
Somos uma Cleptocracia
Em maio, cada magistrado do Tribunal de Justiça de São Paulo recebeu, em média, R$ 61 mil em penduricalhos. Fora o salário
Em maio, o tribunal paulista concentrou 38% dos R$ 479 milhões pagos em penduricalhos por 23 tribunais estaduais
A festa continua. Os paulistas continuam pagando e o presidente do TJSP, Francisco Eduardo Loureiro, segue sorrindo
Tudo legal. Ilegal é você reclamar
José Dirceu escreveu esta coluna para a Folha hoje, apontando os culpados de sempre: reprimarização, dependência tecnológica e juros altos.
O que ele esquece é que a perda de participação do PIB industrial ocorreu a despeito das gestões do PT (em rosa no gráfico), quando houve queda do setor - inclusive na gestão atual. Seriam então os fatores que ele aponta culpa do próprio partido?
Obs.: no cenário futuro, ele coloca a IA na conta, sendo que IA entra em serviços. A rigor, se as empresas de IA aumentarem sua participação no PIB, menor será a participação da indústria de transformação.
O debate de ideias está num nível muito baixo...