me admira muito quem consegue manter duas raizes no sotaque depois de 10, 12 anos morando em um lugar diferente, porque eu 3 dias numa região já sou local de lá nascida e criada
um dia Clarice escreveu “por te falar eu te assustarei e te perderei? mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia” e eu senti muitíssimo
as vezes eu nao me acho militante o suficiente e daí eu tenho conversas com pessoas do mundo real e percebo que pro brasileiro medio eu sou a woketron 3000
Doido pensar que uns 10 anos atrás a internet parecia gigantesca com blogs, fóruns, centenas de sites aleatórios, comunidades… hoje parece que a gente vive preso nos mesmos 3 sites, 4 aplicativos e no ChatGPT
A internet ficou enorme mas ao mesmo tempo parece menor
pessoal não acredito que vcs estão reclamando do ser humano tentar fazer coisas em comunidade diante da miserabilidade das condições de vida do neoliberalismo da solidão que nos assola todos do individualismo pungente que eh regra nesse mundo etc
obrigado paula toller por ter traído o leoni com o hebert viana, sem isso nunca teríamos "garotos II ( o outro lado )" e obrigado novamente por ter traído o hebert senão "nada por mim" e "quase um segundo" não existiriam
um off mas acho q o "problema" do instagram é mais sobre quem consome do que da rede em si pq vejo sempre a galera falando q se sente mal ao entrar la pq vê "vidas inacessíveis" sendo que eu entro la vejo pessoas queridas e fico horas vendo a melhor sequência de reels da história
Lembrei do documentário "Nunca me sonharam" sobre o ensino médio nas redes públicas brasileiras.
A frase abaixo de um jovem muito lúcido dá título ao filme e explica dolorosamente a profundidade dessa desigualdade educacional, familiar e socioeconômica.
Meritocracia é engodo aqui