pov vc tem ouvido absoluto e consegue saber com precisão de todos os harmônicos superiores que soam enquanto você rapa sua cabeça numa crise maníaca bipolar
estou lendo a tinta da melancolia e é estranho perceber que ela parece sobreviver a todas as revoluções do conhecimento. mudam os sistemas filosóficos, as teorias médicas e os diagnósticos e ainda não aprendemos uma linguagem definitiva pra ela
Não se fala tanto do que é pouco. Se fala tanto do que é muito! Se eu falasse muito do que é muito, meu desatino seria percebido. E aí saberiam do que nunca pode ser sabido, até porque não dá pra explicar, só sei explicar o que eu entendo.
Acredito que quando se fala em linguagem do amor, não se trata apenas do âmbito romântico, mas também de relações de amizade e familiares. No meu caso, identifico-me com atos de serviço. Gosto e sinto-me bem em ajudar, de alguma forma, quem eu tenho apreço.
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Nada me atrai mais do que a vulnerabilidade emocional. Anseio por me sentir tão ligada a alguém a ponto de ser consumida. É imensa a minha vontade de me sentir verdadeiramente vista e, em igual medida, de enxergar o outro por baixo do véu que Deus lhe concedeu.
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Me empolguei, perdão. Essas horas insones deixam a minha mente como um rio, ela flui e quando vou prestar atenção, eu já falei mil e umas coisas. Tanto que o Twitter me bloqueou de postar tweets.
A fidalguia de quem escuta sem interromper. São essas pequenas permanências que me asseguram que a graciosidade ainda resiste. Talvez eu espere demais de outrem. Não em quantidade, mas em profundidade. Nunca busquei alguém capaz de converter meus dias em algo monumental.
Nem todo significado depende de validação. Há dias em que sinto que o mundo inteiro corre apressado rumo a algum destino, enquanto permaneço fascinada pelas coisas que demandam lentidão. Um tomo antigo. Uma conversa desprovida de relógio.
Se esse momento chegar, prevejo que não haverá qualquer sensação de triunfo. Apenas um profundo descanso. Como quem, após peregrinar por longas jornadas, finalmente depara-se com um refúgio onde o coração abdica da necessidade de explicar por que é exatamente como é.