O dia em que seu maior jogador em 30 anos deixa seu time, é um dia melancólico.
Não importa a leitura que se faça, Trae Young era o Atlanta Hawks desde que entrou na NBA.
Ontem, deixou de ser, de uma maneira triste.
Como seu incrível vídeo deixando a quadra e caminhando nos túneis do ginásio pela última vez… tão simples, tão poderoso, o narrador de Atlanta dizia:
“Acaba aqui, um dos mais importantes capítulos da história dos Hawks”.
De arrepiar, e de se sentir, porque apesar dos esportes profissionais serem mais um campo da sociedade que destrói reputações em conta de títulos e taças que não vieram, o sucesso nem sempre deve ser medido por essa tônica.
O Hawks nem era mais uma franquia tão abandonada quanto parecia nos anos 2000… entre o título em St.Louis com Bob Pettit em 1958 e aquele momento, em uma Atlanta pálida, o time não chegou a nenhuma final de conferência.
O resgate começou com Al Horford, Jalen Smith, Paul Milssap, Kyle Korver… o time marcante de 60 vitórias que nem tinha mais Smith, mas tinha Jeff Teague e outros nomes marcantes que recolocaram a equipe no grande palco do Leste.
Young, assim como esses caras, jogou uma isolada final de conferência em 2021, uma corrida que foi contextualizada ao longo dos anos pelos insucessos daquela base no futuro.
Mas os resultados em si, não são o mais importante… ao menos, na ótica empírica dos ídolos, que nem sempre se resume a taças, mas sim a significados.
Young encorpou isso como ninguém fez em Atlanta nos últimos 30 anos.
A personalidade, o carisma, o jogo divertido e dinâmico, a polarização que separa, mas inegavelmente conquista há muitos… e Young ganhou mais fãs que sequer conhecem a história da pálida Atlanta dos anos 2000, mas que trouxeram holofotes a ela como nunca havíamos visto na NBA.
É uma história de ressignificação, acima de tudo, e talvez por isso ele foi tão amado, venerado e atraiu tanta gente para torcer por um time que muitas vezes não recompensou seu torcedor por isso, o que também passou por ele.
Mas a melancolia inevitável de sua saída, da franquia que ele defendeu ao longo de sua carreira até aqui, do ginásio que viu tantas histórias e belas jogadas… do túnel, que o viu pela última vez como um Hawk, sorrindo.
É triste que a história tenha acabado sem maiores conquistas é claro… Atlanta esteve há dois jogos de jogar uma final de NBA no 3º ano de Young, uma explosão meteórica, uma supernova, que no entanto nunca mais passou perto de chegar onde esteve naqueles dias de 2021, quando a NBA ainda voltava a ter público em meio a pandemia.
A separação, dado todos os processos de erros que fizeram nos chegar até aqui, foi o melhor.
Young já não foi o mesmo jogador dinâmico de seus melhores dias esse ano… Atlanta tem novas lideranças, que na verdade chegaram para complementa-lo, mas agora vão o suplantar, com um time que tem versatilidade financeira, bons jovens, escolhas e um caminho aberto e livre para seguir em frente.
Trae provavelmente se beneficiará de um novo começo mais leve, com menores responsabilidades, enquanto descobre o que fará de seu futuro.
Mas a chama daqueles dias de 2021, e dos dias desde que Young chegou na franquia, não se apagará.
A ressignificação aconteceu, e o Hawks tentará se aproveitar dela para nunca mais voltar a ser pálido.
Young e Atlanta fizeram isso juntos, e as vezes, isso vale mais do que taças.
A HISTÓRIA EM NÚMEROS:
- 25.2 PONTOS
- 9.8 ASSISTÊNCIAS
- 43% FG
- 35% 3P
- Líder em assistências totais e por jogo na história da franquia.
- Líder em bolas de três na história da franquia.
- Líder em pontos e assistências por jogo da franquia na história dos playoffs.
- 6º em pontos.
- 4x All-Star
- 1x All-NBA
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A anistia é medida de justiça e pacificação. Não faz sentido deixar essas pessoas presas 10 anos ou mais por atos de vandalismo, nem por eventualmente aventar algo que não aconteceu. Os terroristas de esquerda que mataram, sequestraram, explodiram bombas, assaltaram bancos entre outros crimes que visavam impor uma ditadura comunista no Brasil foram plenamente anistiados em 1979 e estão aí ocupando cargos e recebendo indenizações. Deveriam ser os primeiros a reconhecer a validade e pertinência da anistia e a consequente pacificação do País, por que dela se beneficiaram também.