@GuilhermeBoulos Motorista de app é a maior classe reaça que tem.
Vivem de fakenews de grupo de ZAP e o Boulos fica defendendo.
Tem outros grupos mais vulneráveis que precisam de uma força maior do governo.
🇮🇷💥🇺🇸🇮🇱 Palavras do Chanceler iraniano, Abbas Araghchi, sobre o assassinato de Ali Larijani:
Os EUA e “Israel” ainda não entenderam: a República Islâmica do Irã não depende de indivíduos.
O país possui uma estrutura política sólida, com instituições estáveis. A morte de qualquer figura, mesmo de alto nível, não abala o sistema.
Mesmo quando o líder é martirizado, o Estado segue funcionando e rapidamente garante sua continuidade.
Seja quem for, haverá sempre outro para assumir. O sistema permanece.
🇮🇷🇺🇸 O famoso professor de geopolítica chinês, Jiang Xueqin, afirma que o Irã não precisa disparar um único tiro contra um soldado dos EUA ou Israel para vencer a guerra.
Basta destruir usinas de desanilização de água.
Israel e os países do Golfo não possuem fontes naturais de água doce, dependendo completamente de verdadeiras "fábricas de água", que são as usinas de dessalinização, que transformam água do mar em água potável.
Cerca de 60% de toda a água consumida na região provém dessas usinas, além de que 80% dos alimentos são importados.
Um único drone Shahed-136 que atinja uma usina poderá deixá-la inoperante por semanas, prejudicando o abastecimento de água de uma região inteira.
Até o momento, o Irã não mirou essas instalações, justamente por serem infraestruturas civis que, caso atacadas, prejudicarão milhões de pessoas.
A questão é que, em caso de guerra total, ao ver seu próprio povo sendo massacrado, os militares iranianos não hesitarão em tomar essa iniciativa.
🚨BREAKING
Scott Ritter:
explains that the cowardly assassination of Ali Khamenei was a major strategic failure for the U.S. because the Shiites completely failed to understand the concept of martyrdom.
Ali Khamenei was at home, his residence, knowing he was a target for death by the United States.
He was surrounded by other martyr candidates who knew they too would die, but understood that their deaths had a purpose; for by dying they would attain the rank of martyrdom.
And the Iranian people are in the streets, but they are not shouting 'Down with Khamenei,' they are shouting 'Long live Martyr Khamenei.'
That is why we lost the war from day one. This was a trap set from day one by the Iranians, by a people of faith.
Donald Trump doesn't even know what a Shiite is, or who the Twelfth Imam is. He doesn't know who Hussein is.
He doesn't know who Ali is. He has no idea what the Battle of Karbala was, and yet he fell into a trap where all of this made sense.
He assassinated, or facilitated the assassination of, Ali Khamenei, the second most important man in the Shia faith. This is equivalent to assassinating the Pope if you were Catholic, assassinating the Archbishop of Canterbury if you were British, assassinating Kirill, the head of the Orthodox Church if you were Russian, and Donald Trump doesn't understand this.
If the aim of this operation was to bring the Iranian people into the streets, Donald Trump succeeded, but he brought the wrong people into the streets for the wrong cause.
Today, the Iranian people are gathering to support the Islamic Republic. The Islamic Republic is currently invincible because you cannot kill people who are ready to die for their cause.
And the Iranian Shia who defend the Islamic Republic, men and women alike, are ready to become martyrs for their faith. And what they are defending is the Islamic Republic of Iran.
They are defending not just their land, not just their culture, not just their history, but their faith. Donald Trump lost this battle with the very first missile.
Loucuras que eu não sei de onde os brasileiros tiraram, mas que atrapalham muito entender qualquer coisa no Oriente Médio:
- Árabes como um povo guerreiro, destemido e corajoso: na verdade são tribos de comerciantes, que evitam a todo custo a guerra, embora sejam emaranhadas em disputas internas. Povos guerreiros na região são persas e turcos, não árabes;
- Sunitas como bonzinhos e xiitas como radicais: na verdade, todos os grupos terroristas islâmicos são sunitas - o que obviamente não significa que todos os sunitas sejam terroristas ou radicais. O único grande grupo armado xiita é o Hezbollah, que não é terrorista e sim uma força local de autodefesa no sul do Líbano. ISIS, Al Qaeda e etc são todos sunitas (especificamente do ramo wahhabi);
- A ideia de que existe um "mundo islâmico": não existe. O islã é tão diverso e polarizado quanto qualquer outra grande religião. Iranianos são xiitas, enquanto árabes são, salvo raras exceções, sunitas. Sunitas podem ser wahhabis (países do Golfo), deobandi (Afeganistão), hanafi (Turquia e Ásia Central) e por aí vai. Xiitas podem ser ortodoxos, como no Irã, ou mais secularizados, como no Azerbaijão. Tudo é muito diverso e entrelaçado em questões étnicas que antecedem a conversão ao islã.
- A ideia de que tudo é a mesma coisa, mas do ponto de vista étnico: árabes, persas, turcos/túrquicos são tão diversos que chega a ser difícil resumir. Árabes do Golfo não têm quase nada a ver com os árabes levantinos ou norte-africanos (que são árabes por língua, mas não por genética). Turcos da Turquia têm pouco em comum com os túrquicos da Ásia Central. Persas do Irã só se parecem na língua com os persas afegãos, tadjiques etc.
- A ideia de que Israel é a maior potência militar da região: nunca foi e nunca será. Uma minhoca geográfica no meio da Palestina nunca será o país mais forte do Oriente Médio. Israel sempre se destacou precisamente por driblar suas fraquezas, sabendo usar redes de inteligência e promover ataques rápidos contra seus inimigos para evitar desgaste militar. Isso porque o país não tem força para guerras simétricas e prolongadas. A maior potência na região é o Irã, no passado já foi o Iraque. Mas nunca foi ou será Israel.
- Não saber onde fica o Oriente Médio: obviamente, isso varia do ponto vista do geógrafo, mas podemos estabelecer como padrão que o Oriente Médio começa na parte asiática do Egito e termina no Irã, horizontalmente; enquanto começa na Turquia asiática e vai até o Mar da Arábia, verticalmente. Azerbaijão, Afeganistão, Paquistão etc, nada disso faz parte do Oriente Médio.
- A ideia de que "sempre foi por petróleo": na verdade nunca foi por petróleo. É verdade que tem muito petróleo no Golfo Pérsico, mas é ridículo tentar entender as guerras por esse ângulo. Na verdade, o Oriente Médio está nas chamadas "bordas da Terra", de acordo com as teorias clássicas da Geopolítica. Ocupar a região é parte vital da estratégia anglo-americana de contenção da Eurásia. O plano sempre foi manter tropas ali para criar rotas de acesso a outros ponto da Eurásia, como o Mar Negro, o Cáucaso, a Ásia Central e o Sul da Ásia.
- A ideia de que os EUA controlam Israel: considerando os eventos atuais, já é possível refutar isso. Israel, como eu falei acima, dribla sua fraqueza física usando redes de inteligência. A diáspora judaica e o lobby sionista - formado nas Américas principalmente por cristãos protestantes - são tão fortes e internacionalizados que não temos como dizer que Israel é o proxy na relação. Na verdade, Tel Aviv consegue influenciar profundamente os EUA e até mesmo obrigar Washington a tomar decisões irracionais em favor de Israel.