Do @Rafael_RViegas: a média anual de quem declarou o Imposto de Renda em 2026 foi de R$ 130,5 mil. Um magistrado ou membro do Ministério Público recebe, em média, 19 vezes esse valor. Frente à maioria da população, que sequer é obrigada a declarar, a diferença cresce exponencialmente
São os CEOs da administração pública: um estrato no alto do Estado que define a própria remuneração e captura a maior fatia do orçamento de seus órgãos
É o corporativismo predatório: determinadas corporações poderosas, com pouco ou nenhum controle externo, que usam a estrutura do Estado para extrair renda acima do que o mérito e a função justificam
A conta é paga pela sociedade e pela base do próprio serviço público
Cada real gasto com supersalário no topo é um real a menos para saúde e educação. O debate sobre o custo Brasil costuma creditar à corrupção o dreno de verbas de políticas sensíveis. Esse gasto com privilégios com elites jurídicas faz o mesmo, e raramente entra nessa conta
Há também um efeito sobre as escolhas de carreira. Quando o Estado paga a um juiz e a um promotor muitas vezes do que o mercado paga a um cientista de dados, engenheiro aeroespacial, biólogo molecular, infectologista ou astrofísico, sinaliza onde estão o poder e a proteção – e mesmo a prioridade na alocação de recursos
A medicina exige preparo.
O ProfiMed é a avaliação nacional que vai verificar se o médico recém-formado possui os conhecimentos necessários para exercer a profissão com segurança.
CFM, pela aprovação do ProfiMed em defesa da segurança da população.
#CFM#ProfiMed#Medicina
Artigo pesado do Fernando Schüler, mas necessário. 😢
“O que me fica na cabeça é a imagem daquele quarto. Este tipo monstruoso chamado Jairinho levando um guri alegre, de 4 anos, com a vida pela frente, lá para dentro, trancando a porta, ligando a TV em volume alto para ninguém escutar e enchendo de pancadas. Depois o guri saindo, mancando, o olhar apavorado, o choro contido, indo pro colo da empregada, a Thayná.
No dia fatal, foram vinte e tantas pancadas. Na cara, na cabeça, no nariz, na barriguinha, hemorragia interna, edema cerebral. Peço desculpas por escrever estas coisas, em uma coluna onde geralmente trato do Brasil. Mas hoje não dá. Preciso falar sobre o menino Henry.
A verdade é que não me conformo. Tenho um filho pequeno, imagino a dor do pai do Henry, nestes anos todos, e acho que ninguém deveria ficar indiferente, diante disso. Não me conformo com uma pena de apenas 40 anos para este assassino monstruoso. Uma pena que vai se transformar em muito menos, pelas progressões e pela brandura de nossa legislação. E de jeito nenhum me conformo com o “perdão judicial” para a mãe do Henry, Monique.
Ela inequivocamente sabia de tudo. Sabia das agressões, viu os hematomas no filho e mantinha aquele sujeito dentro do apartamento. A Thayná avisou, mandou mensagem, mandou vídeo com o guri violentado. E ela estava lá, dentro daquele apartamento, quando o espancamento final aconteceu, e era de fato a única pessoa que podia salvar o Henry.
Ao invés disso, não fez nada. E diante do menino morto mandou a empregada ficar quieta para não incriminar o casal. É simplesmente um sintoma da nossa completa perda de valores sugerir que a culpa atribuída a Monique seja algum tipo de “discriminação de gênero”.
Há poucas coisas mais desprezíveis do que usar retórica ideológica para justificar a maldade e o crime. Monique era a mãe. Não se trata de ser perfeita, mas de fazer o mínimo. Ela tinha a guarda do filho, era responsável por ele. E sabia o que estava acontecendo. (…)
O caso do menino Henry está longe de ser um caso isolado. O Disque 100, nosso canal de denúncias, só em 2024 registrou 289 mil denúncias sobre violações contra crianças e adolescentes. 33 registros por hora, Brasil afora. Violência, maus-tratos, abandono, agressão sexual.
No caso de crianças de 0 a 6 anos, perto de 80% dos casos acontece dentro de casa. As mães são as mais identificadas como agressoras. Depois os pais, e ainda depois padrastos, madrastas e outros parentes. Há uma barbárie silenciosa espalhada pelo País. Por alguma razão, falamos pouco sobre isso. E a não-sentença dada a Monique diz algo bastante sombrio sobre tudo isso.
A melhor homenagem que podemos fazer ao Henry é sermos pessoas melhores. Melhores pais e melhores mães. Melhores padrastos e madrastas. Melhores avós e o que mais pudermos ser. Podemos prestar atenção, falar sobre este assunto e ajudar organizações que protegem crianças. E ainda agora podemos exigir que um crime bárbaro como este não seja perdoado ao sabor de alguma retórica.
A ideologia é um tipo perverso de indiferença. O ato soberbo de quem no fundo não se importa que o menino Henry não terá uma vida para viver. Que morreu aterrorizado, em um apartamento com a mãe e o padrasto, espancado, fruto da displicência criminosa de quem deveria ter cuidado para que ele pudesse viver, e não morrer daquela maneira.”
There are nearly 1.2 billion people living with mental health conditions worldwide, according to a new #GBD analysis.
Explore the research ➡️ https://t.co/R38rPUnI55 @IHME_UW
@NewsLiberdade Atira primeiro e pergunta depois. “Troca de tiros” e “reagiu a abordagem” clássico. Excelência da polícia de elite e da comunicação inter intistitucional escancarada.
Emerging research links vascular dysfunction to cognitive decline in aging & dementia.
Reduced blood flow and blood-brain barrier breakdown may play a key role—and could even be causally connected. Understanding this opens the door to new, much-needed therapies. #Neuroscience #Aging #Dementia
https://t.co/vcaZ7JMK3a
🧠⚡ EEG may be one of the most underused monitoring tools in modern intensive care.
This new 2026 perspective in Critical Care argues something provocative:
EEG should evolve from a specialist diagnostic test into a true bedside monitoring system for intensivists.
The paper highlights a reality we face daily in ICU:
Many critically ill patients develop: • delirium
• non convulsive seizures
• metabolic encephalopathy
• hypoxic ischemic injury
• sedation related cortical suppression
Yet much of this cerebral dysfunction remains clinically invisible.
Especially in: ⚠️ sedated
⚠️ mechanically ventilated
⚠️ unconscious patients
Clinical examination alone is often insufficient.
One of the strongest points of the article:
The authors argue EEG should follow the same trajectory as: 📌 bedside echocardiography
📌 lung ultrasound
Not every intensivist needs to become a neurophysiologist.
But intensivists should learn to recognize: • background suppression
• asymmetry
• burst suppression
• epileptiform activity
In the same way we identify: • RV failure
• tamponade
• B lines
• pneumothorax
This is a major conceptual shift.
The proposed model is particularly interesting.
The authors describe a tiered EEG system: 🟢 simple bedside alarms for nurses
🟡 simplified interpretation for ICU physicians
🔵 qEEG trend analysis for trained intensivists
🔴 full raw EEG interpretation for neurophysiologists
Combined with: 🤖 AI assisted pattern recognition
The objective is not replacing experts.
The objective is: faster recognition of dangerous brain physiology.
One of the most important messages:
Current ICU monitoring focuses heavily on: • blood pressure
• oxygenation
• cardiac output
• ventilation
But often ignores the organ we are ultimately trying to protect: 🧠 the brain.
EEG may become the missing physiological layer of multimodal ICU monitoring.
The article also raises a very practical concern: alarm fatigue.
If EEG systems generate excessive false positives, ICU staff will rapidly ignore them.
This is where AI may become transformative: continuous surveillance without fatigue.
Particularly fascinating is the potential future of:
📡 point of care EEG
📡 emergency department EEG
📡 prehospital EEG
📡 tele neurophysiology
Imagine: an ambulance transmitting simplified cerebral activity before hospital arrival.
That possibility no longer sounds futuristic.
My personal takeaway:
Critical care spent decades refining cardiovascular monitoring.
The next frontier may be: continuous functional brain monitoring.
Not simply detecting seizures.
But integrating cerebral physiology into real time ICU decision making.
📖 Reference
Taccone, F. S., Critical Care, 30, 195. https://t.co/RqVX8PXbkv
#AnxietyDisorders & symptoms are prevalent & burdensome, & patients are most likely to seek treatment in primary care settings.
This Review details behavioral & pharmacological treatment options for anxiety that are feasible & effective in primary care. https://t.co/KVoTI62uPw
#Ketamine infusions reduced suicidal and depressive symptoms rapidly in patients with a major depressive episode, with transient adverse events resolving during trials; longer-term outcomes remain unclear. https://t.co/TaRgmtcQtr
Concussion is a mild traumatic brain injury with associated abnormalities in brain function, rather than structural injury. An estimated 1.1 million to 1.9 million pediatric concussions occur annually in the US.
📊 This JAMA Rational Clinical Examination reviews the diagnostic accuracy of symptoms and signs observed in the initial evaluation of a child or adolescent who may have had a concussion.
https://t.co/UIbyWuvkmx
#AnxietyDisorders & symptoms are prevalent & burdensome, & patients are most likely to seek treatment in primary care settings. 📌 This Review details behavioral & pharmacological treatment options for anxiety that are feasible & effective in primary care. https://t.co/IWPTBAIB7T
#BetterSleepMonth is a good time to start with one simple habit: protect your sleep. Most adults need 7–9 hours each night and getting less can affect everything from focus to heart health. Learn how sleep impacts your body: https://t.co/idBpugMwYC