quando o assunto é mudança climática não consigo mais ser resistência, sou totalmente desistência
realmente não consigo imaginar um cenário em que essas chuvas não piorem cada vez mais
tenho muita dó de quem sai da casa dos pais pra morar com namorado(a) porque se perde uma coisa muito linda um processo muito profundo que só quem mora sozinho e fica muito sozinho entende
o que mais me choca no discurso de quem é a favor das bets é que eles não comseguem se colocar no lugar do outro
é sempre o mesmo papo de "nem todo mundo é viciado" "eu aposto numa boa"
irmão, fodasse você!!!
📊 “O fim do futebol brasileiro”? O discurso de alguns clubes encontrou forte resistência nas redes.
Analisamos 90.123 interações (X + Instagram) em discussões sobre o posicionamento de clubes diante de possíveis novas restrições às bets.
Em 31.761 foi possível identificar uma posição clara sobre o discurso adotado pelos clubes.
🔴 88,0% criticaram o posicionamento
🟡 6,9% adotaram uma posição intermediária
🟢 5,1% manifestaram apoio
19,6% das respostas mencionaram a dependência financeira ou o interesse econômico dos clubes.
13,5% fizeram referência aos impactos sociais das apostas, como vício, endividamento e efeitos sobre famílias.
e 10,5% recorreram a um argumento histórico: o futebol brasileiro existia antes da expansão das bets.
A própria expressão “fim do futebol brasileiro”, utilizada para dimensionar os possíveis impactos econômicos das restrições, passou a ser apropriada de forma irônica nas redes.
se o futebol depende do dinheiro de vício de pais e mães de família, de pessoas que atentaram contra a própria vida, que o futebol pare de existir
simples assim.
fazer uma nota dessas por conta de boatos é baixo, sujo, e no mínimo demonstra fraqueza de cada clube.
O FIM DO FUTEBOL BRASILEIRO
O futebol acompanha com atenção as discussões sobre o mercado de apostas no Brasil e reconhece os desafios que sua expansão traz. Os impactos sociais, especialmente sobre as pessoas mais vulneráveis, exigem atenção permanente do Poder Público, das empresas e de todos os setores envolvidos.
Por isso, é fundamental aprimorar as medidas de proteção, fiscalização, educação e prevenção, para reduzir riscos e garantir um mercado responsável.
O Brasil escolheu enfrentar esse desafio pela regulamentação. A regulamentação estabeleceu regras rígidas para as empresas autorizadas a atuar no país, com regras claras que permitem ao Estado fiscalizar o mercado, responsabilizar quem descumpre a lei e combater a atuação de plataformas clandestinas.
Importante ressaltar que, nos últimos anos, o investimento das empresas de apostas autorizadas tornou-se uma das principais fontes de receita do esporte. Este investimento impulsionou o futebol brasileiro de tal forma a dominar o cenário sul-americano em competições como a CONMEBOL Libertadores e a CONMEBOL Sul Americana e a colocar clubes brasileiros em posição de protagonismo.
Essa presença não se limita aos maiores clubes. Os recursos também alcançam equipes de menor expressão, divisões de acesso e competições com menor exposição comercial. Para muitos destas agremiações, especialmente aquelas localizadas no interior do país, não existe hoje outro segmento econômico capaz de substituir imediatamente esse investimento.
Essas receitas são fundamentais para manter estruturas administrativas, centros de treinamento, profissionais, projetos sociais e departamentos que não gerem recursos suficientes para se sustentar de maneira independente, como parte do futebol feminino e a formação de futuros talentos, os primeiros investimentos ameaçados quando a receita cai de forma abrupta.
Assim, os rumores sobre mudanças abruptas na regulamentação do mercado de apostas têm gerado enorme preocupação em todos os clubes, federações e entidades de administração do esporte. Uma mudança abrupta nas regras reduziria a capacidade de investimento dos clubes e criaria desequilíbrios dentro e fora do país. Contratos regularmente firmados, planejamentos plurianuais e compromissos financeiros foram estabelecidos sob um marco regulatório construído pelo próprio Estado.
Para responder a um mercado que já existia e movimentava ilegalmente bilhões de reais, o país instituiu um ambiente regulado. Empresas foram autorizadas, passaram a recolher impostos e assumiram obrigações relacionadas à proteção do consumidor, ao bloqueio de menores, à prevenção de práticas abusivas e ao combate à lavagem de dinheiro e à manipulação de competições. Foi justamente a regulamentação do mercado que retirou o Brasil da liderança do ranking mundial de casos de manipulação.
Inviabilizar esse modelo não fará com que as apostas deixem de existir. Apenas abrirá o caminho para que os consumidores migrem integralmente para plataformas clandestinas, que não pagam impostos, não respeitam limites, não oferecem instrumentos de proteção e não colaboram com as autoridades.
A consequência não será apenas uma porta escancarada para as apostas clandestinas, mas um golpe fatal para o futebol brasileiro, levando muitos clubes à insolvência. Isso, sem falar na insegurança jurídica e profissional que a medida acarretaria, especialmente para contratos regularmente firmados e planejamentos construídos sob o marco regulatório aprovado pelo Congresso Nacional e estabelecido pelo próprio Estado.
O que o futebol entende que deve ser feito, com o máximo rigor, é combater a ilegalidade, fortalecer a fiscalização e aperfeiçoar os mecanismos de proteção, sem colocar em risco um mercado que foi regulamentado pelo próprio Estado.