Tem uma coisa acontecendo no transporte de Belo Horizonte que ninguém está te contando, porque a discussão na televisão sempre trava no mesmo lugar: a passagem aumentou? Não aumentou? O subsídio para as empresas é alto ou é baixo?
Só que, enquanto eles brigam pelo preço da tarifa, tem um dado escondido que é muito mais grave e que mostra que o sistema está falindo na nossa cara.
Em 2019, o ônibus em BH transportava 353 milhões de passageiros por ano. Agora, esse número despencou para 267 milhões. Estamos falando de quase 90 milhões de viagens a menos.
Aí eu te pergunto: você acha que o povo de Belo Horizonte acordou um dia, combinou num grupo de WhatsApp e decidiu que não precisava mais andar pela cidade?
Claro que não.
O povo continua precisando trabalhar, estudar, viver. A pergunta de verdade é: para onde foi essa gente?
Quem tinha um dinheirinho guardado ou apertou o orçamento fez carnê e comprou uma moto, mesmo sabendo do risco do trânsito. Quem podia, passou a rachar Uber. E muita gente simplesmente passou a cortar caminho, a deixar de sair, a evitar o ônibus de qualquer jeito porque não aguenta mais passar raiva.
E é aí que está a grande contradição que ninguém explica.
Nos últimos anos, a lógica do dinheiro mudou aqui em BH. O negócio passou a funcionar com base no chamado subsídio.
Para você ter uma ideia, só de dinheiro público que saiu direto dos cofres da cidade para a conta das empresas de ônibus, foram mais de 500 milhões de reais em um único ano, logo que a lei começou. Dinheiro do seu imposto, que poderia estar na saúde ou na educação, foi colocado ali.
Somado a isso, a passagem subiu para R$ 6,25.
Ou seja: as empresas ganharam duas vezes. Ganharam com o preço da passagem mais alta e ganharam com centenas de milhões de dinheiro público garantido todo mês.
Tem muito mais dinheiro circulando na engrenagem hoje do que em 2019.
Então me explica: como é que o sistema recebe uma bolada de mais de meio bilhão de reais de subsídio, cobra uma passagem de R$ 6,25 e, mesmo assim, consegue a proeza de expulsar as pessoas de dentro do ônibus e despencar de 353 milhões para 267 milhões de passageiros?
Para onde foi parar a eficiência desse dinheiro?
E essa conta sobra para você, mesmo se você não anda de ônibus.
Sabe por quê?
Porque essa multidão que sumiu do transporte coletivo agora está disputando o asfalto com você. É mais trânsito na Avenida Amazonas, mais acidente de moto superlotando o hospital, mais poluição e mais tempo da sua vida perdido dentro de um engarrafamento.
O que os dados provam é o que o trabalhador já sente na pele todo santo dia na Estação Barreiro ou na Estação Vilarinho: o povo perdeu a confiança no ônibus de BH.
Ninguém confia em um serviço que atrasa, que roda lotado, que some na hora que você mais precisa e que cobra uma fortuna por uma viagem desconfortável.
A discussão não é só se a passagem está cara.
É entender por que a cidade está injetando uma montanha de dinheiro público em um sistema que parece cada vez menos capaz de entregar o básico: fazer o cidadão ter vontade de andar de ônibus.
Enquanto a gente não encarar essa verdade, o transporte de BH vai continuar sendo uma máquina de moer o tempo e o bolso do trabalhador.
Comprei um dominio no https://t.co/BkwEINWdWV e tava usando hostinger .
na compra: R$ 36,00
na renovação: R$ 449,00 (1 ano)
tirei da hostinger e renovei por R$ 40,00 (2 anos)
Brazil's Pix processes 6-7 billion transactions per month.
Venmo, CashApp, and Zelle combined don't come close.
India's UPI took six years and eight months to reach 8 billion monthly transactions.
Brazil got there in five.
170 million Brazilians use Pix.
That's 93% of the adult population.
Merchant fees average 0.33% (cards charge 2-5%).
Transactions settle in seconds.
On December 20, 2024, the system processed 252.1 million transactions in a single day.
That one day exceeds the entire monthly volume of most European instant payment systems.
Then they built Open Finance on top of it. 60+ million active data-sharing consents.
Four times the API volume of the UK's Open Banking.
Nubank (built entirely on this public infrastructure) now serves 110 million customers, posted $895 million in quarterly profit, and carries an $85 billion valuation.
The most valuable financial institution in Latin America was founded 13 years ago by three people with no bank.
The Fed launched FedNow three years after Pix. Adoption remains minimal.
The US has no Open Finance mandate.
No active CBDC pilot.
Brazil is two full technology cycles ahead of the United States in public financial infrastructure.
The next time someone tells you Brazil is a "risky emerging market," ask them if they know what Pix is.
Read more here:
https://t.co/R8eWsrQi7i