Entre 1931 e 1944 o Brasil queimou 78 milhões de sacas de café, três anos do consumo mundial inteiro, financiando a fogueira com um imposto pago pelos próprios cafeicultores. O preço não subiu.
Segue como a maior destruição voluntária de mercadoria já registrada.
E desde então o Brasil nunca aceitou direito que oferta e demanda não se resolvem por decreto.
Hoje publiquei uma thread analisando 7.519 fundos brasileiros.
Coleta: CVM Dados Abertos (governo)
Carteiras: MCP do Mais Retorno (acesso direto à composição dos master funds)
Fatores: NEFIN/USP (academia)
Gráficos: matplotlib
Publicação: reply chain automatizada via terminal
Nenhum navegador aberto. Nenhuma planilha. Nenhum Bloomberg.
O que mudou o jogo: MCP (Model Context Protocol).
É um protocolo que conecta o agente de IA direto na fonte de dados. Eu não "pedi pro ChatGPT escrever sobre fundos". Eu pluguei o agente no banco de dados do Mais Retorno e ele puxou a carteira real do Atmos, do Dynamo, do Safra IA — ação por ação, percentual por percentual.
Depois cruzou com dados da CVM, calculou alpha de 7.519 fundos, gerou 6 gráficos e publicou 12 tweets em cadeia.
IA em 2024: "escreve um texto bonito sobre investimentos"
IA em 2026: conecta em 3 bases de dados, analisa, gera gráfico e publica. Do terminal.
Uma pessoa com um agente faz hoje o que uma equipe de research fazia em uma semana.
A indústria de análise financeira vai mudar mais rápido do que a maioria imagina.
O tamanho da Bolsa brasileira pessoal
- SANB11 foi ~30% do lucro do Santander em 2019 ; hj e ~15%
- Santander Espanha vale 180 bi de euro, SANB11 ~15bi, low de 10 anos (grafico)
1.5% do mkt cap do SAN SM recompra todo o float do SANB11!
Ficamos nanicos pessoal, ta na cara
BREAKING 🚨: Leopold Aschenbrenner
Leopold capitulates! Forced to sell all of his public stock holdings. Citadel's Ken Griffin scooped them up at the bottom, of course 😂 😂
Vamos lá fazer a engenharia reversa da turbina... é muito simples.
Você pega uma pá dessa turbina e coloca em um XRF pra saber a composição. Descobre que ela quase toda composta de níquel e tem uns 3% de rênio, um elemento raro, muito denso com ponto de fusão de 3.186ºC, o terceiro maior dos elementos, perdendo apenas para o carbono e tungstênio. Rênio é um dos elementos mais duros também.
Como você faz para refinar rênio? Ele tem uns oito estados de oxidação. É um dos elementos mais raros do planeta, obtido em quantidades minúsculas como subproduto de outro tipo de minério.
Como você faz pra vazar essa superliga de níquel com o rênio já dissolvido, em vácuo, controlando a solidificação átomo a átomo, sem contaminar a composição nem introduzir defeito na estrutura cristalina?
Como você vai fundir, tornear, usinar essa pá para que ela tenha esse formato? (na realidade são fundidas em um monocristal, do mesmo jeito que o silício).
A temperatura do gás em volta da turbina é de cerca de 1.700ºC, mas se o ponto de fusão do níquel é de 1455 °C por que a turbina não derrete quando o avião voa?
A pá da turbina não é maciça e possui vários microfurinhos para resfriamento. Como você faz esses furinhos? Como você projeta o local onde eles vão estar? Como faz pra passar o gás frio dentro dele?
Como você faz o revestimento de zircônia que isola o metal?
Como você deixa todo esse processo super confiável pra turbina não quebrar, trincar, sendo que ela vai girar a mais de 10.000 RPM, com 1700ºC, incandescente, bombardeada por um jato quente em alta velocidade, a múltiplas altitudes, condições esquenta-esfria, sem parar, com fadiga térmica, corrosão, oxidação, carga centrífuga, tudo ao mesmo tempo?
Isso é só a pá da turbina. Talvez tenha esquecido de algo. Tem todo o resto ainda.
O Brasil transporta 62% da carga por caminhão. Ferrovia leva 19%. Logística come 15% do PIB.
Integrar os modais derrubaria o custo em mais de R$ 200 bilhões, diz o plano do próprio governo.
A solução: 31 corredores. Em estudo.
O diagnóstico tem décadas. A obra é que nunca sai.
O Brasil fez história na Olimpíada Internacional de Economia (IEO), realizada em Shenzhen, na China.
Parabéns aos medalhistas brasileiros: Arthur Spuri, Artur Teixeira e Enzo Tavares, que representaram o país com excelência e contribuíram para um dos maiores resultados já alcançados por uma delegação brasileira na competição.
Além das conquistas individuais, a equipe brasileira obteve 49,5 pontos em 50 no Business Case, a maior nota da história da prova, superando o recorde anterior de 46,2 pontos.
O resultado foi construído por toda a delegação brasileira, formada por Lucas Rivelli, Manuela Buesa, Artur Teixeira, Arthur Spuri, Luiza Monteiro, Pedro Câmara e Enzo Tavares, sob a liderança do mentor Raphael Zimmerman.
Que essa conquista inspire cada vez mais jovens a se interessarem por educação econômica, cidadania e desenvolvimento do nosso país.
Nosso reconhecimento aos medalhistas, professores, mentores e familiares que contribuíram para esse resultado extraordinário.
#OlimpíadaDeEconomia #EducaçãoFinanceira #Economia
O Brasil está hipotecando o futuro
O descontrole das contas públicas brasileiras deixou de ser apenas um alerta de economistas. Tornou-se uma conta trilionária que já pesa sobre toda a sociedade.
O Fundo Monetário Internacional divulgou, nesta semana, um retrato duro das contas públicas brasileiras. A dívida bruta do governo geral deve fechar 2026 em 97,8% do PIB. Sem novo ajuste fiscal, chega a 106% do PIB em 2035 — quase um ano inteiro de tudo o que o Brasil produz, comprometido só com dívida.
E há um detalhe ainda mais grave: esse cenário já considera alguma melhora fiscal e medidas adicionais ainda não definidas. Sem elas, a dívida continuará crescendo.
É a primeira vez na história da série que a despesa com juros ultrapassa a marca de um trilhão de reais em 12 meses.
Para colocar em perspectiva: o Brasil gasta, só para pagar juro de dívida já contraída, mais do que investe, mais do que a maioria dos orçamentos setoriais inteiros.
Mais de R$ 1 trilhão que não se transforma diretamente em hospitais, escolas, estradas, segurança ou infraestrutura. É o preço combinado de uma dívida elevada, juros altos e da ausência de confiança em uma trajetória fiscal sustentável.
O governo parece acreditar que o problema sempre pode ser resolvido com mais impostos. Mas o Brasil não sofre por falta de arrecadação. Sofre porque o gasto obrigatório cresce automaticamente, o desperdício é protegido, os privilégios permanecem e praticamente não existe espaço para escolher prioridades.
O próprio FMI recomenda um ajuste de cerca de três pontos percentuais do PIB até 2031, com revisão de benefícios tributários, controle das despesas obrigatórias e enfrentamento das vinculações automáticas — incluindo a eliminação dos atuais pisos constitucionais de saúde e educação.
Isso não significa abandonar saúde e educação. Ao contrário: significa protegê-las por meio de metas, eficiência e resultados, em vez de simplesmente obrigar o governo a gastar determinado percentual, mesmo que o dinheiro seja mal aplicado.
Em um país responsável, saúde e educação são prioridades. Mas prioridade não pode ser sinônimo de cheque em branco.
A irresponsabilidade fiscal não é um conceito abstrato. Ela aparece nos juros mais altos, no crédito mais caro, no investimento que não acontece, na empresa que não abre e no emprego que deixa de ser criado.
O rombo não nasceu ontem. Mas quem vai pagar a conta, se nada mudar, é quem menos decidiu como ela foi feita.
Quando o governo se recusa a controlar seus próprios gastos, ele transfere a conta para quem trabalha, produz e paga impostos.
E, quando nem isso é suficiente, envia a dívida para uma geração que ainda nem nasceu.
#DívidaPública #FMI #AjusteFiscal #ContasPúblicas #JurosAltos #ResponsabilidadeFiscal #EconomiaBrasileira #ReformaFiscal #GastoPúblico #SustentabilidadeFiscal #FinançasPúblicas
O maior credor dos EUA tem US$ 1,14 trilhão em títulos americanos. E pode ser forçado a vender.
Peter Schiff montou a tese: o Japão é a agulha que estoura a bolha americana.
Big Techs queimando caixa em IA. Bonds no maior juro em 20 anos. Petróleo pressionando inflação.
Fui checar cada número dele. A maioria bate. Alguns são piores. Thread — e por que a conta chega em Brasília
É sabido que, em 2015, o Brasil viveu o ápice do estresse financeiro decorrente de uma sucessão de decisões econômicas ruins.
Em 23/09/2015, a taxa da NTN-B 2050 chegou a 7,63% a.a., refletindo o pessimismo da época, o descontrole das contas públicas, a criatividade no cálculo do resultado primário etc.
Nada indicava que o Brasil pudesse voltar a uma situação semelhante. Afinal, teríamos aprendido com os próprios erros.
Pois bem: usando este mesmo termômetro de confiança — a taxa desta mesma NTN-B 2050 —, a percepção do mercado atual está ainda pior:
=> a taxa bateu 7,66% nesta semana.
Vejam:
Produtor no Paraná tokenizou 10 vacas pra conseguir crédito de R$ 100 mil
Cada vaca tem coleira com sensor e AI que monitora saúde, ruminação e comportamento. Os dados biológicos viram a garantia do empréstimo
A CPR foi emitida, cedida pra um FIDC e registrada na B3. Tudo regulado
Enquanto o agro tradicional tá afogado em recuperação judicial e endividamento, tokenização de rebanho abre uma porta que o sistema bancário nunca conseguiu
Vaca com coleira de AI garantindo crédito registrado na B3. O futuro do agro brasileiro já começou — e não é o que você imaginava