Ah… dói no peito a ferida e ninguém sabe
Que aqui é um lugar não me cabe
Debaixo do tapete, a verdade: queria querer ficar, mas tenho que ir embora, sabe…
E esse elefante na sala que ninguém fala nada?
Essa parede invisível que parece muralha?
Às vezes, quase sempre, se faz encruzilhada
E lentamente esse peso é uma carga de mil toneladas
Segue a vida
As mesmas mentiras
Me parece
Faca de dois gumes que sempre me fere
Lindo na vitrine assim ninguém percebe
A gente sabe mas ninguém percebe
Desde o começo do ano não arrumo uma sobrancelha, parei de me maquiar pra sair, nenhuma roupa ficar legal pq eu engordei horrores, meu cabelo tá todo desajeitado… eu simplesmente me olho e não me reconheço.
A crise de identidade depois que você vira mãe é real. Mas até você perceber, é um processo, pq vc tá vivendo tanto no automático que nem olha pra si mesma, não se cuida e quando os olhos se abrem, vc só pensa “como cheguei a esse ponto?”. Lembrando q é apenas minha experiência.
Eu tô tão estressada que enquanto ela chorava sentada na cama, eu mais alto bem firme mandando ela deitar e dormir, ela deitou, embolou pra um lado e pro outro, chutando, chorando, daí virou pro lado e realmente tá dormindo agora.
Preciso fazer o desmame em Sara com urgência. Isso tá afetando o sono dela e o apetite. O chamego no peito é muito forte. Eu não durmo, ela não dorme, eu me irrito com ela, depois me sinto a maior imbecil do mundo por isso, pq sei que ela é só um bebê e não entende nada…