Qualquer capitão que visse isto a acontecer aos colegas de seleção viria imediatamente a público pedir respeito pelos mesmos
O nosso meteu um post no Instagram que é uma foto só dele.
Um cobarde, como sempre.
Após o debate, a escolha é obvia. Votarei em João Noronha Lopes (@jnoronhalopes), mais uma vez convicto de que é quem melhor representa a exigência e grandeza do Benfica. Não tenham medo da mudança. A mudança é diretiva, não é de clube. A mudança é de gestão, não é na mística que nos apaixonou desde sempre.
Ouço dizer que estamos fartos de perder, que o Benfica vende os jogadores que mais gostamos, que o Benfica não aposta nos miúdos, que tem tachos duvidosos ou que queremos ir ver "a bola" mas é caro ou não temos bilhete... Também ouvem? Também sentem? Então o momento é agora! É dia 8 de Novembro!
Vamos mudar o rumo para algo que nos apaixone, para algo que nos motive, para algo que nos (re)faça grandes e que não nos roube a ambição de outrora. Fazemos isso juntos! Vamos!
Eu cresci no Vietname do Benfica. Lembro-me vagamente de Damásio e lembro-me bem de Vale e Azevedo e ainda assim, quem me passou os valores do Benfica, ensinou-me que somos temidos, somos gigantes, somos gloriosos! Cresci a ver o Benfica perder, mas a mística estava lá e era passada.
Hoje, quero isso de volta! Estou cansado da apatia, estou cansado do "não se pode ganhar sempre" ou do "tivemos azar"... Quero passar aos meus filhos que o Benfica é o maior e o melhor de Portugal. Quero que isso saia das palavras e saia deste texto. Quero que isso passe para o campo e para os títulos! Quero o Glorioso de volta!
Infelizmente, não temos tido vitórias que confirmem a grandeza... mas vamos a tempo de mudar o nosso destino! Já no sábado! Já dia 8! Vamos lá, metemos a cruz em João Noronha Lopes e não vamos ter medo de tentar lutar por um futuro melhor! Não podemos, devemos isso a nós próprios!
Não podemos ter medo de ser felizes. Temos de tentar. Se correr bem, celebramos juntos. Se correr mal, estamos cá na próxima à procura de outra solução, mas temos de sonhar, temos de acreditar, temos de dar ao João a oportunidade de nos fazer felizes.
Dia 8 de Novembro. Permitam-me sonhar. Permitam-se a vocês também. Vamos com João Noronha Lopes (@slb_acimadetudo)!
Carta aberta ao Senhor Presidente da Câmara de Lisboa, @Moedas
Senhor Presidente,
Li o comunicado da Câmara sobre o Martim Moniz e confesso, senti um nó na garganta. Não sou de extremismos, mas também não sou mulher de engolir em seco quando me tentam envergonhar por ser quem sou.
Dizer que mostrar uma cruz cristã e comer carne de porco num espaço público pode ser uma provocação, uma forma de exclusão ou até uma demonstração de ódio… é, no mínimo, surreal. Mas está tudo maluco ou quê?
Isto não é sobre intolerância, Sr. Presidente. É sobre identidade. A minha. A nossa. A de um povo que sempre soube acolher sem nunca precisar de se apagar. Portugal não se veste de vergonha para parecer mais moderno. Portugal é cruz, é bacalhau, é procissão e é também respeito pelos outros, mas nunca à custa de se pôr de lado.
Respeitar comunidades que escolheram viver aqui, claro que sim. Mas exigir que nos calemos para não incomodar? Isso não. Isso é pedir que deixemos de ser quem somos, e eu, com todo o respeito, recuso.
Se há algo que devíamos defender com unhas e dentes é precisamente esta capacidade tão portuguesa de sermos nós próprios enquanto abrimos a porta aos outros. Não é escondendo símbolos, tradições ou alimentos que se constrói convivência. É com verdade, com coragem e com respeito mútuo.
E olhe, Sr. Presidente… uma cruz e uma bifana não são armas. São herança, são cheiro de festa, são um país inteiro que não pede desculpa por existir.
Já os romanos diziam que nós, portugueses, não nos governamos nem nos deixamos governar. Pois olhe, Sr. Presidente, neste assunto eu escolho não me deixar governar.
Com franqueza e alma
Lusita