🇧🇷🗣️ Marcelo Bechler faz reflexão sobre como o futebol brasileiro parou de revelar grandes meio-campistas:
“O futebol brasileiro não tem uma identidade de como formar jogadores. A gente não tem uma escola. A gente tem muita formação. Aparece um Ronaldinho Gaúcho, um Ronaldo, um Romário, um Rivaldo, um Neymar… Eles aparecem. O nosso futebol é muito intuitivo, é um futebol que talvez está mais no sangue, no coração, do que na cabeça.”
“O futebol se tornou muito coletivo, as outras seleções evoluíram, passaram da gente taticamente, e tecnicamente a gente não consegue mais formar como antes. Isso fez igualar.”
“A gente tem uma boa geração, mas a gente não tem meio-campista, por exemplo. Não temos um meia parecido com o Vitinha ou com o Pedri. O futebol brasileiro não produz mais esse tipo de meio-campista, porque não sabe produzir. A Espanha sabe. A Espanha tem um tanto de 'Pedris'. Portugal tem Vitinha e João Neves.”
“A gente parou de produzir intuitivamente como antes, e as outras seleções evoluíram no estudo. Outro detalhe é que a gente não tem técnico, a gente não tem cabeça pensante.”
Via: @TNTSportsBR
📸 Reprodução/TNT
Vendo a programação da Copa me dou conta de uma derrota do jornalismo.
Trabalhei por quase 30 anos em veículo de comunicação de ponta e era cristalina pra nós a divisão entre jornalismo e comercial.
Não era um detalhe: era uma regra (de batalha contra o comercial) para proteger a independência da informação, a prioridade da notícia e a credibilidade do conteúdo.
Hoje, o comercial ocupa cada vez mais espaço dentro da programação do conteúdo.
Uma realidade do mercado, tudo bem. Mas é também uma derrota do jornalismo.
Embora exista um livrinho com tudo escrito, a impressão é que as regras do futebol estão mais maleáveis que nunca. Padrões são cada vez mais raros, e não só no Brasil. Tudo parece estar mais adaptável ao gosto do freguês - seja ele uma federação, uma liga ou um árbitro.
É inacreditável essa transmissão da @CazeTVOficial , eles simplesmente não mencionaram nenhuma vez o pênalti claro que não foi dado pra Austrália, postura nojenta.