A juventude na rua está lindo.
O ativismo me pegou pela história dos meus pais, pelo polo petroquímico, pelos estudos da minha irmã. Mas, sobretudo, pela rua: vi a Revolta do Buzu. O mais bonito desta campanha é ver a juventude mobilizada de novo, disputando um projeto de Brasil.
Acho engraçado que faz discurso de isento e se acha muito especial por não participar dos processos democráticos.
Não se posicionar não te faz melhor nem mais esperto que ninguém. Ao contrário, você tá sendo burro ao deixar que a maioria que se posiciona decida por você.
Tom Morello nunca foi só músico. Transformou guitarra em ferramenta política, levando antirracismo, direitos humanos e luta popular para o centro do rock mundial. O evento “Power to the People” prova que arte também pode ser consciência, mobilização e coragem.
Colocaram um playboy sem repertório na presidência da Confederação Brasileira de Futebol. O homem manda um “nesses um ano” em público, errando uma concordância básica. Mas talvez o pior seja perceber que o plural que levou ele até ali não foi o da gramática. Foi o dos privilégios
A CBF conseguiu transformar a convocação da seleção naqueles musicais “pro gringo ver” de Copacabana. Que vergonha alheia. Um espetáculo pasteurizado, caricato e de péssimo gosto.
Flávio disse que recebeu. E ninguém diz “recebi” sem receber. O filme diz que não recebeu o dinheiro que teria sido captado pro filme. Então talvez o verdadeiro plot twist seja esse: o dinheiro realmente virou “cinema”… só não foi na produção do filme.
A estreia da Casa do Patrão foi bagunçada. Dinâmica do líder com ordem invertida, interferindo no resultado. Hassum errando o timing. Sem o know-how da equipe da Globo, só o Boninho não garante qualidade. Valorizemos os trabalhadores.
Tempo é prioridade. Todo mundo está fazendo coisas importantes. Não use o tempo como desculpa para não priorizar alguém. Prioridade é escolha. Se você não é prioridade, aceite e siga.
Não coloque suas demandas como se fossem mais relevantes que as dos outros.
Feliz Ano Novo. Agora é oficial.
Não se trata de não trabalhar. Os baianos trabalham, e muito, inclusive para que as festas aconteçam. Mas, na prática, o ano começa agora. E isso é um fato.
O ponto central é outro: profissionais negros contratados como seguranças não devem ser submetidos a funções que não foram combinadas. E, mais do que afastar, precisamos disputar consciências. Ganhar Carla para o antirracismo é mais estratégico do que isolá-la.
A nova polêmica é sobre quem escreveu a nota de Carla Perez. Especular sem certeza é leviano, então o debate fica limitado. Se foi ela, mostra reflexão diante da repercussão. Se teve ajuda, também é legítimo buscar apoio para se posicionar. Achei a retratação boa.
Você não será grande se antes não se sentir grande. Autoconfiança não é arrogância, é ponto de partida. A gente cresce primeiro por dentro, depois o mundo acompanha. Se você não acredita … quem vai colar com você?
Toda vez que uma pessoa negra relata uma experiência ruim, aparece alguém branco pra dizer “isso acontece comigo também”. Não é disputa de sofrimento. O que pra você pode ser um episódio isolado, pra nós é a estrutura. É molécula versus montanha.
O morango coberto é o fetiche da mercadoria em forma de trend. Motivação embalada em desejo, não em necessidade. A gente consome o que foi feito pra vender, não o que precisa. Marx já avisava: no capitalismo, até o gosto é mercadoria e a alienação vem coberta de chocolate.
Admiro profundamente a escrita e a trajetória de Jean Wyllys, figura fundamental na luta por direitos e na construção da democracia recente no Brasil. Hoje esboçamos uma iniciativa conjunta de formação. Em breve, falamos mais.
Julho é o mês do MNU — o maior e mais glorioso organismo negro do Brasil.
Em breve, lanço dois artigos especiais em homenagem a essa potência histórica da luta antirracista.
Memória, luta e futuro!