O departamento de história da USP digitalizou entrevistas, palestras e conferências antigas, que estavam no acervo do CAPH. A partir de setembro, começaremos a disponibilizar esse material, toda terça, 18h, em nosso canal oficial do youtube: https://t.co/6hRGnvS4Ae
Mediação não é explicar, mas discutir e questionar junto dos públicos. Quero q os grupos q estão comigo voltem pra casa pensando "pq certos heróis ainda são heróis?"
Pergunto: "arte representa o passado como ele foi? Se você responde não, pq ainda acredita no q está na pintura?
"Brasileiro não gosta de ciência."
"Ciência e Brasil não combinam."
"O Brasil nunca vai ter um Nobel."
São frases ou ideias comuns, mas que passam longe da verdade. O Brasil é cheio de pessoas que adoram ciência, produz continuamente ótimos e notáveis cientistas, e contribui com importantes descobertas e avanços científicos. Os projetos Sirius (1) e Orion (2) são uma prova mais do que notável dos esforços colossais da ciência Brasil.
E, sim, já tivemos um Nobel, mas que não ganhou o Nobel.
No dia 8 de março de 2005, o Brasil perdeu um de seus cientistas mais brilhantes: César Lattes (1924-2005), físico curitibano, graduado pela Universidade de São Paulo (USP).
Após ingressar na USP aos 16 anos, a paixão e a dedicação de Lattes pela Física o levou a uma gigantesca e impactante descoberta em 1947 que revolucionou a Física: aos 23 anos, comprovou a existência do méson-pi (ou píon) – uma efêmera partícula cuja força mantém coeso o núcleo atômico – e contribuiu, de forma decisiva, para a inauguração da física de altas energias.
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> O píon é uma partícula que possui massa entre a do elétron e a do próton, e responsável por intermediar a força nuclear entre prótons e nêutrons no núcleo dos átomos.
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Após um período na Universidade de Bristol (1946-47), trabalhando na técnica de detecção de partículas subatômicas com emulsões fotográficas e nucleares - incluindo o pión -, Lattes ficou por doze meses (1948) vinculado ao Radiation Laboratory da Universidade de Berkeley, nos EUA, onde criou estratégias de detecção dos mésons, pensando os arranjos experimentais que usavam emulsões nucleares conjugadas ao feixe do cíclotron, o mais potente acelerador de partículas à época. O jovem brasileiro trabalhou na confirmação experimental de teoria formulada em 1934 pelo físico japonês Hideki Yukawa (1907-1981) - criando mésons artificiais e registrando a trajetória dessas partículas -, e seu desempenho o tornou referência na emergente física de partículas na época, além de permitir o desenvolvimento de aceleradores cíclotron mais potentes.
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> Além dos planejamentos teóricos e experimentais, a habilidade visual que Lattes possuía para "saber ver" os mésons nas chapas de emulsão foi essencial para a descrição e registro do píon.
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A comprovação do píon rendeu o Nobel de Física de 1949 a Yukawa, que previu sua existência, e o de 1950 a Cecil Powell, diretor do laboratório em Bristol, na Inglaterra, que dividiu a descoberta da partícula junto com Lattes e com o italiano Occhialini.
O motivo de o prêmio não ter ido para o físico brasileiro foi a política interna do Nobel. Até 1960, a regra era premiar apenas o chefe da equipe responsável pela descoberta, mesmo Lattes sendo o principal pesquisador responsável pela descoberta e descrição do méson-pi.
Lattes chegou a comentar famosamente sobre o fato:
"Prefiro ajudar a construir a ciência no Brasil do que ganhar um Nobel".
De fato, de volta ao Brasil, Lattes participou, em 1949, da fundação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF); em 1951, da criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); contribuiu para a consolidação do Centro Nacional de Energia Nuclear (1968); e do Instituto de Física que recebe o nome de seu fundador, Gleb Wataglin. Atuou como docente em várias universidades brasileiras. Em 1962, iniciou na Unicamp a colaboração Brasil-Japão para o estudo de interações a elevadas energias na radiação cósmica.
Mesmo recebendo inúmeros convites para atuar em laboratórios e universidades no hemisfério norte, Lattes decidiu permanecer no Brasil e ajudar a fortalecer as estruturas da ciência Brasileira.
Entre 1949 e 1954, Lattes foi indicado sete vezes ao Nobel de Física.
A maior plataforma de currículos de pesquisadores brasileiros, criada em 1999, foi batizada de Plataforma Lattes, em sua homenagem.
"Ciência sem consciência é a ruína da alma." - César Lattes
> Mais informações e referências no fio. 👇🏼
A pesquisadora Aline Carvalho analisa as políticas de memória construídas por Argentina, Chile e Brasil após as ditaduras militares que cada um desses países vivenciou entre as décadas de 1960 e 1980.
https://t.co/9w34UsPico
"O conceito de classe está de volta e espero que, com ele, também esteja a cultura popular". Entrevista com @lucy_grig, em português, no blog! Confiram!
https://t.co/V6GXCXEsX3
"Podem os subalternos usar o mundo em suas disputas?" Leia no Blog a entrevista que fizemos com @fabio_a_morales, professor de História Antiga na UFSC:
https://t.co/3YCwwoMJaX
Episódio 5 - Heliene Nagasava (Arquivo Nacional) fala sobre o fundamental papel do Ministério do Trabalho na conjuntura do golpe de 64 e sobre a repressão aos trabalhadores nos primeiros momentos da ditadura: https://t.co/oDwC7QjA5L
Por ocasião dos 60 anos do golpe militar, o @lehmt_ufrj preparou uma série com cinco entrevistas em que são abordados diferentes aspectos da relação entre a classe trabalhadora brasileira e o golpe de 1964. Abaixo, reproduzimos os links para cada uma das entrevistas 👇
Episódio 4 - Larissa Corrêa (PUC-Rio) fala sobre o importante papel do sindicalismo estadunidense na conjuntura do golpe 64. Analisa ainda as relações entre Brasil e Estados Unidos no contexto da política que ficou conhecida como Aliança para o Progresso: https://t.co/2ZvwYT3JlK
#DitaduraNuncaMais
60 anos do Golpe
Na Ditadura Militar, povos indígenas, quilombolas e tantas outras comunidades foram vítimas de massacres, esbulhos, remoções forçadas de seus territórios, prisões e torturas.
31 de março é dia de lembrar para não repetir
Relembrando os 60 anos do golpe militar de 1964, o #memorialdaresistênciasp dedica a programação de abril às reflexões sobre o período, com visitas mediadas, mesas de debate, sarau, cursos e rodas de conversa.
Confira a programação completa:
https://t.co/3AjXL0zkDZ
Aproveitando a data do 31 de Março que se aproxima e a #DitaduraNuncaMais, deixo vídeos que explicam de forma didática que:
1, foi golpe: https://t.co/MOcj4cMUsP
2, foi ditadura: https://t.co/Wz6zaPKUVz
3, não foi boa pra economia: https://t.co/qqyOahfzhZ (...)
Nesse episódio do @historiaFM de 2h30 de duração eu falei um pouco sobre o contexto da França nos anos 1930, a entrada na guerra, a "estranha derrota" e o traumatismo de 1940, a ocupação nazista e o regime de Vichy, o papel de Philippe Pétain e Charles de Gaulle, (...)+
Salve, salve, pessoal!
Com muita alegria, divulgamos a nova edição da @JacobinBrasil, que agora se chama Revista Jacobina! Trata-se de uma edição histórica, com o tema “Raça e Classe”, construída totalmente por autores negros, negras e indígenas.
Link: https://t.co/OcU74jY0DJ