Brasil 🇧🇷: O número de telefone atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, no relatório da Polícia Federal que mostra conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro é o mesmo identificado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS em março.
A convergência nos dados acrescenta um novo elemento às evidências de que a linha era utilizada de fato por Moraes segundo matéria do portal “BBC News/Brasil”
Isso é algo que não saiu na mídia e que deveria ser apurado.
Se alguém cruzar os dados de todos os doadores pessoas físicas de todos os candidatos com os dados dos beneficiários de programas sociais, vai encontrar casos no mínimo muito curiosos, como:
- Beneficiário do Bolsa Família que recebe R$ 600 e doou R$ 4.800; oito vezes o valor do benefício.
- Beneficiário do Gás do Povo que recebeu R$ 112 e doou R$ 3.000; quase 27 vezes o valor recebido.
E há muitos casos semelhantes.
Como pode ser normal que um cidadão beneficiário de programas sociais doe, como pessoa física, valores muito superiores ao que recebe do próprio programa?
É pra isso ai que você paga impostos:
Eu tava pensando nisso. Se a decisão do Moraes é baseada em um relatório da PF, esse relatório por si só já não foi uma investigação ilegal da PF contra um ministro do STF sem autorização?
ICL Notícias revelou o áudio de Nikolas Ferreira pedindo ajuda a Daniel Vorcaro para destravar um ativo minerário, mas não apresentou todo o contexto.
Em maio, A Investigação já havia mostrado que Thiago Faria, advogado e então assessor de Nikolas, assinara um contrato com a Gmais Ambiental para negociar a lavra da Topázio Imperial. O negócio poderia alcançar US$ 45 milhões, com até US$ 2,25 milhões destinados ao escritório de Faria.
Segundo a PF, a Gmais era uma empresa de fachada comandada pelo delegado Rodrigo Teixeira, ex-número três da corporação e preso na Operação Rejeito. O mesmo que investigou a facada no Bolsonaro e concluiu que Adélio agiu sozinho.
Sua mulher, Daniela Wandeck, era sócia formal da empresa e foi quem enviou a ele os três manuscritos que mapearam o esquema de corrupção mineral que chegou até a Vale.
O áudio não identifica a Topázio pelo nome, mas mostra que Nikolas intercedeu pessoalmente em favor do advogado envolvido na negociação que A Investigação já havia mapeado.
Leia: https://t.co/90kxMhc17s
Sei que a pauta do momento é Xandão x Mendonça, mas não posso deixar de finalizar a série BetFIles. Essa é a reportagem mais picante de todas!
Bet Files 4: Governo Lula liberou bet russa apontada como "o maior esquema de apostas ilegais do mundo" sem mostrar prova que ele mesmo exigiu.
Após alerta da PF, Fazenda condicionou a licença à checagem dos sócios da empresa cipriota que cedeu a marca 1xBet. Nos documentos que o governo tentou manter em sigilo, o resultado sumiu.
Leia em A Investigação: https://t.co/Ow8a3hiWj7
Bizarro pensar que o cara fez um inquérito interminável, baniu uma rede social no país por um mês, ameaçando multar quem entrasse nela com VPN em R$ 50 mil por dia, mandou intimação pro email errado duas vezes, se baseou em uma reportagem com suposições pra dar início a uma investigação, usou documentos falsos pra prender um parlamentar, quebrou o direito de sigilo à fonte de um jornalista que expôs um ministro usando carro oficial pra ir na praia...
E vai ser preso por causa de um banqueiro que lavou dinheiro com a esposa dele
É tipo a Dilma tomando impeachment por causa de uma pedalada fiscal, o Lula preso por causa de ocultação de patrimônio e o Al Capone por evasão
Pode fazer o crime que for, pode matar, roubar, cometer latrocínio, desviar dinheiro público, mas o crime mais grave sempre será sonegar imposto
Vejam o detalhe: Vorcaro diz que foi torturado para NÃO delatar. E quem teria interesse em Vorcaro não delatar? Segundo o próprio Vorcaro, uma dessas pessoas é Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.
Andrei teria se relacionado com ele e por isso a PF não toparia um acordo em que Vorcaro falasse de fatos ligados à própria PF. Andrei esteve na degustação de Whisky e charutos de Vorcaro em Londres.
Frase gravada de Vorcaro: “Tenho muito a contribuir relatando os fatos e a verdade, mas ninguém quer me ouvir. Uma loucura.”
E é exatamente por causa do relato de intimidação que a PF ficou de fora da oitiva com Mendonça, embora MP estivesse presente.
A linha do tempo está ficando muito interessante!
No sábado 15 de novembro de 2025, a Primeira Turma do STF fechou unanimidade para tornar Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP) réu por coação. Relator: Alexandre de Moraes. A tese, com parecer de Paulo Gonet: o deputado teria articulado nos EUA, com o jornalista Paulo Figueiredo (@pfigueiredo08), tarifas, vistos e Magnitsky para pressionar o tribunal que julgava o pai.
Horas depois, no iPhone de Daniel Vorcaro, uma nota ia para o contato “Alexandre de Moraes BRASILIA”: “Acha que segunda já tenho que estar fora?” “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?” No domingo, de um avião: “irei direto praí” e “se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana”. Na segunda, às 20h48, última nota. Por volta das 22h, prisão em Guarulhos. Na terça, o BC liquidou o banco.
Paulo Gonet — o “Paulo” das notas, a quem Vorcaro pedia que Moraes “reforçasse” para conter PF e PGR — deu parecer favorável ao indiciamento de Eduardo. No 1º de setembro de 2026, no mesmo dia em que Mendonça tirou o sigilo, Gonet pediu a nulidade do relatório da PF.
O argumento: o relator não podia mandar investigar um ministro do STF sem o plenário. O PGR também é citado no material — saudades, Macallan, filho em Londres com despesa do Master.
Um homem foi denunciado por tentar dobrar o tribunal de fora. No mesmo fim de semana, o dono do Master tentava frear PF, PGR e BC pelo WhatsApp do relator. Moraes nega ter recebido.
Esta é mais uma reportagem da série sobre o relatório da PF. Leia todas em A Investigação:
https://t.co/oHdXgIfRym
Alexandre de Moraes jurou de pé junto que não era ele nas mensagens com Vorcaro. Que os prints estavam em “pasta de outra pessoa”.
Só que o relatório da PF desmontou essa narrativa — e mostra o outro lado da linha.
Nesta reportagem, explico o plano infalível de Vorcaro que falhou: escrever no bloco de notas do iPhone, tirar um print e mandar em visualização única, para o texto sumir. O WhatsApp apaga a foto. O iPhone, não. Cada captura gerava um PDF temporário. A perícia leu.
Foram 52 envios ao número salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. O contato foi passado por Fábio Faria em dezembro de 2023.
E, para enterrar de vez a tese da “pasta errada”, a PF escolheu justamente o dia que o STF usou para negar o contato: 17 de novembro de 2025. Cinco envios de visualização única. Cinco logs. E não foi só Vorcaro quem falou. Aquele contato ligou o apagamento automático, apagou quatro mensagens que havia enviado e devolveu quatro fotos.
No mesmo dia em que o laudo saiu, Gonet pediu ao STF para anular tudo: Mendonça não poderia investigar Moraes. O foro existe. Só que a PF não partiu do ministro. Partiu das mensagens que Moraes diz não serem dele.
Se quiserem levar essa tese até o fim, terão de admitir que as conversas são reais. Xeque mate.
https://t.co/d5hwgUYSmV