O jornalista Robson Bonin, autor da matéria de Veja, pergunta o que os comentaristas de TV nao perguntam:
Por que o governo, ao invés de desqualificar a reportagem de Veja dizendo que nao houve delação - a matéria em momento algum fala da delação - nao manda a PF marcar depoimento urgente de Vocaro para perguntar sobre as revelações dele, se ele deu ou não 30 milhões de reais em espécie para o Instituto Lula por meio de Vacari e se os petistas pedíam propina de R$ 1 bilhão para que o Master tivesse acesso aos fundos de pensão?
É simples gente! Interroguem Vorcaro. Bonin diz que sao mais de 450 mensagens que Veja teve acesso do celular de Vorcaro tratando com o assessor (Noleto) de Alexandre Padilha, ex ministro de Relações Institucionais, sobre conversas para fechar negocio, inclusive para se marcar reunião com Lula. E que elas serão divulgadas em matérias a serem publicadas.
E o governo ainda anuncia que ir a processar a revista por fazer seu trabalho, trabalho que resultou na obtenção de áudio do próprio Vorcaro e mensagens no whatsapp. Só falta o Flavio Dino quebrar de novo sigilo da fonte.
O que diz Bonin para a equipe de video da Veja;
Às 13h10, comentei o que está no vídeo, à luz da nota da PF. Assista.
Às 16h08, a revista foi na mesma linha, sobre a desinformação lulista:
“A reportagem de VEJA nunca mencionou que os áudios e documentos foram apresentados à Polícia Federal.
A defesa de Daniel Vorcaro, por sua vez, confirmou que o dono do Banco Master
‘possui informações personalíssimas e relevantes para o caso e segue disponível para contribuir com as autoridades’. Em outras palavras, pode relatar tudo que foi publicado por VEJA.
A desinformação é uma forma de tirar o foco de fatos importantes quando o contexto da mensagem é de difícil explicação ou comprovação por pessoas citadas. É o caso em questão.
O suposto depoimento de Vorcaro para a PF foi uma invenção da campanha do presidente Lula, uma informação que não consta na reportagem de VEJA, e que foi desmentida pela defesa do banqueiro porque não ocorreu, de fato.”
A propósito:
A PGR não negou a existência do anexo. Afirmou apenas que “todas as propostas formalizadas pela defesa foram recebidas na forma como livremente elaboradas por ela, sem juízo nem recusas prévias”.
* Saiba mais no corte:
https://t.co/2KfEwUAdOK
Querem notícias do Paraná?
Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PDT), dois ex-governadores, poderosos, perderam a eleição para a Câmara de Deputados. Richa teve apenas 58 mil votos e Requião (PDT) fez somente 79 mil votos, mesmo com seu filho sendo candidato a governador.
Mais 2 políticos desempregados.
XII. O MODELO LIBERAL-CONSERVADOR: DIREITOS SEM JUDICIALIZAÇÃO INFINITA
A crítica à litigância estratégica não implica indiferença aos direitos dos vulneráveis. Implica uma visão diferente de como esses direitos são melhor protegidos — e de quais são os custos de diferentes modelos de proteção. A perspectiva liberal-conservadora sustenta que direitos são mais duravelmente e legitimamente protegidos quando emergem de processos políticos inclusivos do que quando são impostos por via judicial. Uma lei aprovada pelo Congresso depois de debate público, negociação entre interesses e pressão de eleitores tem uma legitimidade que nenhuma decisão do STF, por mais tecnicamente sofisticada que seja, pode replicar. Ela pode ser revista, corrigida, atualizada pelo mesmo processo que a produziu. Cria responsabilidade. Gera precedentes políticos, não apenas jurídicos.
O modelo liberal-conservador favorece a assistência jurídica gratuita para defesa individual de direitos claramente estabelecidos em lei; a reforma legislativa como caminho prioritário para mudança social; a limitação rigorosa do ativismo judicial a violações inequívocas de direitos fundamentais; a transparência e accountability sobre as escolhas estratégicas de instituições financiadas pelo Erário; a transparência sobre financiadores estrangeiros (fundações e ONGs); avaliação rigorosa dos custos e benefícios de cada política pública — inclusive daquelas implementadas por via judicial. O que esse modelo rejeita é a ideia de que a transformação social pode ser delegada a uma vanguarda de juristas iluminados (financiada por fundações internacionais), que as preferências de eleitores são irrelevantes quando contrariam a agenda progressista, e que o custo difuso imposto à sociedade pelo ativismo judicial é um preço que vale pagar pela promoção de causas que, sejam elas quais forem, nunca foram submetidas ao voto popular.
XIII. O DEVER DEMOCRÁTICO DE CHAMAR AS COISAS PELO NOME
A toga é um símbolo de imparcialidade. Quando se torna trincheira de uma agenda, deixa de ser o que promete ser. E a sociedade tem o direito — o dever democrático — de dizer isso em voz alta. A litigância estratégica não é acesso à justiça. É política por outros meios. Não é defesa de direitos. É imposição de preferências através de poder judicial. Não é democracia. É captura institucional financiada por fundações internacionais com agenda própria.
Os defensores dessa prática raramente enfrentam as críticas com honestidade intelectual. Respondendo à pergunta "Por que não persuadir o eleitor, mas contorná-lo?", a resposta implícita é: "Porque sabemos que não conseguiríamos aprovação democrática." Respondendo "A taxa de sucesso prova competência ou afinidade ideológica com cortes progressistas?", a resposta implícita é: "Escolha cuidadosamente em que período você mede." Essas não são respostas que fortalecem a democracia. São respostas que a corroem.
O Brasil precisaria urgentemente de:
1. Auditoria pública sobre seleção de casos pela Defensoria e ONGs — quantos casos foram rejeitados? Qual era o critério?
2. Análise temporal de taxa de sucesso desagregada por período de composição do STF — ela varia conforme ministros mudam?
3. Cálculo transparente de custo-benefício — quanto recurso público foi investido por vitória? Qual o impacto econômico de cada decisão?
4. Transparência sobre financiadores internacionais — quais fundações financiam litigância estratégica? Qual sua agenda explícita?
5. Reforma institucional com sunset clauses — decisões do STF com impacto sobre políticas públicas expirariam em 10 anos, exigindo confirmação legislativa.
6. Priorização de acesso ordinário — defensores públicos dedicados principalmente à defesa ordinária, não a precedentes.
Se esses mecanismos fossem implementados, a narrativa sobre litigância estratégica mudaria completamente. Porque a verdade não suportaria o escrutínio. Mas não serão implementados voluntariamente. Porque a falta de accountability é funcional ao modelo. A vanguarda jurídica não pode aceitar que seja auditada democraticamente — porque sabe que falharia o teste.
#ONGs #LitigânciaEstratégica #Fundações #Progressista
A TOGA COMO TRINCHEIRA: LITIGÂNCIA ESTRATÉGICA, DEFENSORIA PÚBLICA E O SEQUESTRO PROGRESSISTA DO PODER JUDICIÁRIO
I. INTRODUÇÃO: O DADO QUE SEDUZ — E O QUE ELE ESCONDE
Em novembro de 2019, a Folha de São Paulo publicou uma reportagem que rapidamente se tornou munição retórica nos círculos progressistas: a Defensoria Pública teria taxa de sucesso superior à dos advogados particulares quando recorre ao STF e ao STJ. O dado foi celebrado como prova de competência institucional, como evidência de que a democratização do acesso à justiça é não apenas desejável, mas eficiente. A narrativa se fechou em si mesma com a elegância de um silogismo: a Defensoria ganha mais logo é melhor; logo deve ter mais recursos; logo o modelo de litigância estratégica que ela encarna merece expansão irrestrita.
Os números, é verdade, existem. Conforme documentado pelo próprio STJ, a Defensoria obteve 48% de sucesso no STJ entre 2009 e 2019, com recursos providos total ou parcialmente — enquanto advogados particulares tiveram taxa substancialmente inferior. Em habeas corpus, a diferença é ainda mais acentuada: o tribunal concedeu 35% dos habeas corpus pedidos por defensores públicos contra apenas 17% dos solicitados por advogados privados (2015-2017). Estes dados são reais e merecem ser confrontados, não negados.
Mas estatísticas, como qualquer instrumento, revelam apenas o que quem as maneja deseja revelar. E este dado específico — descontextualizado, não ponderado, celebrado acriticamente — esconde mais do que ilumina. Esconde a seleção de casos, a composição ideológica das cortes no período analisado, o viés sistêmico de uma instituição que litiga exclusivamente em determinada direção política, e — mais grave — os custos difusos que a litigância estratégica impõe sobre o conjunto da sociedade, sobre a separação de poderes e sobre a própria legitimidade democrática.
Este artigo não nega que a Defensoria Pública presta um serviço necessário à população vulnerável. Isso seria desonesto e equivocado. O que este artigo sustenta, com argumentos que merecem resposta intelectual séria e não apenas indignação moral performática, é que a celebração irrefletida da litigância estratégica como modelo de transformação social revela uma visão profundamente antidemocrática do Estado, que substitui a política pelo processo, o legislativo pelo pretório e o cidadão pelo cliente assistido.
IX. POR QUE A DEFENSORIA NÃO BUSCA PERSUADIR: REVELAÇÃO DE DESCONFIANÇA NA DEMOCRACIA
A escolha pela litigância em vez da persuasão revela premissas profundas sobre democracia. Se as causas defendidas pela Defensoria e suas aliadas ONGs fossem "tão obviamente corretas", por que a estratégia não é persuadir o eleitor, mas contorná-lo via corte? A resposta é prática e filosófica simultaneamente. Prática: persuadir é mais difícil que litigar. Para persuadir o eleitor sobre cotas raciais no Brasil seria necessário debate público sincero, confrontação de dados, admissão de trade-offs e custos, negociação com grupos que discordam, construção de coalizão eleitoral. Tudo isso é longo, incerto e não-garantido de produzir o resultado desejado. Por contraste, litigar é infinitamente mais fácil: seleciona-se um caso favorável, apresenta-se ao tribunal que já tem afinidade ideológica, invoca-se princípio constitucional elástico, obtém-se precedente vinculante, problema resolvido — sem necessidade de convencer a maioria. Filosoficamente, porém, a escolha por litigância em vez de persuasão revela que os praticantes não acreditam genuinamente que suas posições conseguiriam aprovação democrática. E sabem disso.
Se as cotas raciais fossem "tão obviamente corretas", o Congresso as teria aprovado. Se a descriminalização de drogas fosse consensual, eleitores teriam votado para isso. Se a demarcação de terras indígenas sobre área de segurança de fronteira fosse claramente benéfica, haveria maiorias legislativas para tal. A ausência de maioria legislativa não é um detalhe. É evidência de que a população genuinamente discorda, que há custos reais que alguns grupos arcam, que o resultado é redistributivo — tira de uns para dar a outros — e, portanto, precisa de legitimação.
O argumento progressista é: "Mas direitos das minorias não são votáveis! A maioria não pode votar sobre dizimar minorias!" Verdade. Mas há diferença entre (a) proteger minorias de violação de direitos claros, e (b) usar a corte para impor redistribuição que a maioria recusa. Proteger minorias de lynching é legítimo. Proteger minorias de discriminação em contratação é legítimo. Ordenar que universidades reservem vagas para determinado grupo racial contra a vontade de estados e eleição de eleitores não é proteção de minoria. É imposição de preferência através de poder judicial, financiada e coordenada por fundações internacionais. O que a escolha por litigância revela é que os defensores não respeitam genuinamente a democracia — respeitam apenas os resultados que a democracia produz quando concordam com eles. Se votação produzisse resultado progressista, celebrariam a democracia. Como votação frequentemente não produz, recorrem à corte e chamam isso de "acesso à justiça" e "proteção de direitos". Isso é, fundamentalmente, seleção oportunista de instituições conforme o resultado. É política elitista disfarçada de jurisprudência.
Teste de sinceridade: Se a composição do STF mudasse, e começasse a fazer litigância estratégica de direita — invalidando leis ambientais com base em direito de propriedade, criminalizando sindicatos com base em interpretação constitucional, limitando demarcações indígenas invocando segurança nacional — os defensores da litigância estratégica continuariam celebrando o modelo? A resposta é não. Imediatamente argumentariam que a corte estava sendo "ativista", que precisava "respeitar democracia", que certos resultados precisavam de apoio legislativo. Isso prova que o problema não é litigância estratégica em geral. O problema é quando produz resultados com os quais discordam. É uma seleção de princípios conforme a conveniência.
X. COMPOSIÇÃO E PERFORMANCE: O DADO REVELADOR SOBRE AFINIDADE IDEOLÓGICA
A taxa de sucesso diferenciada da Defensoria não prova competência técnica superior. Prova afinidade ideológica com a composição das cortes no período analisado. Pesquisa acadêmica documenta essa realidade. Conforme Türner e Prado (2009), estudando padrões de nomeação ao STF: presidentes conseguem influenciar políticas públicas através das nomeações, criando convergência entre preferências presidenciais e decisões dos ministros indicados. Ellen Gracie, indicada por Fernando Henrique Cardoso (2000), confirmou esse alinhamento ao se filiar ao PSDB em 2013 — evidência de que sua indicação não foi neutra ou técnica, mas ideológica.
Durante o período 2009-2019 que a Folha analisou — quando a Defensoria obteve 48% de sucesso no STJ — o STF tinha composição progressista. Ministros como Celso de Mello, Rosa Weber, Edson Fachin, Teori Zavascki (até 2017) tinham orientação de interpretação expansiva de direitos constitucionais. Uma instituição que litiga sistematicamente em favor de interpretações progressistas terá maior sucesso em corte com maioria progressista. Isso não prova nada além de afinidade ideológica. O verdadeiro teste seria: Se a Defensoria mantivesse a mesma taxa de sucesso quando a composição do STF mudar para mais conservadora, então sim, provaria eficiência técnica pura. Se a taxa cai drasticamente quando ministros mais conservadores assumem, prova que era afinidade ideológica.
Predição: A taxa cai. Porque o sucesso dependia de ter ministros ideologicamente afins. Uma análise temporal rigorosa — ainda não realizada publicamente — revelaria essa verdade.
Mais grave: não existem dados públicos mostrando quantos casos a Defensoria recusou versus aceitou para litigância estratégica. Impossível comparar diretamente com advogados particulares (que não fazem seleção por impacto coletivo). A falta de transparência sobre seleção de casos é funcional ao modelo. Se fossem publicados dados mostrando que "a Defensoria aceitou apenas 5% dos casos potenciais, selecionando exclusivamente aqueles com potencial de precedente favorável", o mito da competência técnica desapareceria.
XI. O CLIMA DE MEDO: CENSURA, CONSTRANGIMENTO E DESTRUIÇÃO DE REPUTAÇÃO
Há uma dimensão da litigância estratégica que raramente é mencionada na literatura acadêmica, mas que é vivenciada concretamente por cidadãos, empresários e profissionais que se recusam a se render às pautas progressistas: o exercício sistemático de censura, constrangimento e destruição de reputação como ferramenta de controle social. A litigância estratégica não opera apenas nos tribunais. Opera também na esfera pública, através de campanhas de "cancelamento", campanhas de difamação orquestradas, pressão sobre empregadores, e — crucialmente — ameaça de litígio como instrumento de silenciamento. Quando uma empresa recusa participar de certa pauta, quando um cidadão expressa desacordo público, quando um profissional se opõe, a resposta não é rara: acionamento de redes de ativistas, pressão sobre clientes e fornecedores, ameaça de processo por "discriminação", "discurso de ódio", ou violação de "direitos".
O mecanismo é refinado: não é necessário que o processo seja ganhado. É necessário que seja ameaçado. Uma empresa de médio porte que receba ameaça de ação coletiva acusando-a de "discriminação" — ainda que infundada — terá de gastar centenas de milhares em defesa jurídica. O custo de defesa é frequentemente superior ao custo de capitulação. Resultado: a empresa cede, altera sua política, publica nota de desculpas, demite ou "reeduque" o funcionário que causou "ofensa". Isso não é litigância. É extorsão jurídica — o uso da ameaça de processo como ferramenta para forçar a conformidade sem necessidade de decisão judicial. Exemplos concretos de destruição de reputação
1. Executivos e CEOs afastados por posições públicas
Executivos de empresas multinacionais que, publicamente ou em reuniões internas, questionaram cotas raciais, políticas de gênero ou teses progressistas sobre identidade foram sistematicamente afastados de seus cargos após campanhas de pressão por ONGs e ativistas. O mecanismo: publicação de declaração ou reunião interna; mobilização de redes de ativismo; ameaça de boicote; pressão sobre conselho de administração; demissão do executivo como "solução" para "restaurar reputação". Nenhum processo judicial foi necessário. Apenas medo suficiente para que as instituições capitulassem.
2. Profissionais de saúde e academia silenciados
Médicos que questionam protocolo de transição de gênero em menores, pesquisadores que publicam dados sobre impacto de políticas de afirmação racial, cientistas que discordam de narrativas progressistas sobre determinados tópicos — todos foram alvo de campanhas de difamação, retração de artigos (nem sempre justificada), perda de posições acadêmicas. A ameaça de ação por "discriminação" ou "discurso de ódio" é suficiente para que universidades e instituições de pesquisa prefiram silenciar.
3. Pequenos empresários pressionados a "se alinhar"
Donos de pequenos negócios que recusam participar de certa agenda de diversidade, ou que fazem declaração política considerada "ofensiva", enfrentam campanhas organizadas de cancelamento. Publicações em redes sociais amplificadas, mobilização de ativistas, pressão sobre fornecedores e clientes, ameaça de ação coletiva. Muitos cedem, publicam "nota de esclarecimento", alteram práticas — não porque foram convencidos, mas porque o custo reputacional e legal de resistir é impossível de sustentar.
4. Jornalistas e comentaristas silenciados
Profissionais de mídia que publicam crítica a certas pautas progressistas enfrentam campanhas de pressão. Demanda por demissão junto a empregadores, denúncia de "discurso de ódio" às plataformas de rede social (levando a suspensão de contas), ameaça de ação judicial. O resultado é silenciamento — não porque o Estado censurou, mas porque o custo social e legal de falar tornou-se insustentável.
O constrangimento como ferramenta política - O constrangimento sistemático tem função política explícita: estabelecer que certos pensamentos não são permitidos. Não através de lei ou decisão judicial, mas através de medo. Através de custos sociais tão altos que apenas os que podem arcar com consequências reputacionais extremas ousam discordar. Isso cria o que o sociólogo Erving Goffman chamaria de "fachada social" coercitiva: as pessoas aprendem a fingir conformidade mesmo quando discordam. Aprendem a autocensurar-se, a evitar certos tópicos em conversas públicas, a guardar suas opiniões genuínas para círculos privados onde se sentem seguras. A corrosão é profunda porque não deixa marca institucional. Não há lei proibindo certos pensamentos. Não há decisão judicial declarando um tópico proibido. Apenas... medo. Constrangimento social amplificado por redes ativistas. Ameaça de consequências reputacionais e legais. Capitulação de instituições privadas que preferem evitar confronto. Nessa linha, a litigância estratégica alimenta esse clima de medo porque a ameaça de processo é arma real. Quando ONGs e ativistas sabem que podem (frequentemente com sucesso) levar uma empresa a tribunal acusando-a de "discriminação" baseada em interpretação expansiva de princípios constitucionais vagos, essa ameaça funciona como censura. Não é necessário que o processo ganhe. É necessário que a empresa tema que poderia ganhar (custando milhões em defesa). Resultado: conformidade forçada não pelo poder legislativo, não pela maioria democrática, mas pela ameaça de litígio. Uma empresa que recusa contratar baseada em cotas será ameaçada de ação por "discriminação racial" — mesmo que a Lei não mandatoriamente exija cotas. A interpretação expansiva do artigo 5º da CF ("todos são iguais perante a lei") é suficiente ameaça para forçar capitulação.
O silenciamento de debate legítimo - O resultado líquido é o silenciamento de debate público legítimo. Tópicos que deveriam ser discutidos democraticamente — qual é o impacto real das cotas? Como balancear direitos de transição de gênero com safeguards? qual é o custo de demarcações indígenas em áreas de segurança? — são retirados da esfera pública porque qualquer discussão é imediatamente caracterizada como "discurso de ódio", "discriminação", ou "negacionismo". Quem ousaria discordar publicamente sobre cotas raciais quando sabe que pode ser acusado de "racismo" e enfrentar ação coletiva? Quem ousaria questionar certos protocolos médicos quando sabe que pode ser acusado de "transfobia" e perder sua posição profissional? Quem ousaria discordar sobre demarcações quando sabe que pode ser caracterizado como "grileiro" e enfrentar pressão legal? O debate morre! Não porque foi proibido. Porque foi tornado custoso demais para a maioria das pessoas participar.
A ironia democrática é profunda: instituições e ativistas que dizem defender "direitos" e "democracia" estão, de facto, estabelecendo um regime de censura social através de medo, constrangimento e destruição de reputação. Não é censura estatal — é censura privada orquestrada, talvez ainda mais eficaz porque não deixa rastros institucionais, não pode ser facilmente questionada legalmente, e é percebida como "pressão social natural" em vez de coerção. Mas é coerção. Coerção através de medo. Coerção através de ameaça de ruína reputacional e legal. Coerção através de captura de instituições (empresas, universidades, mídia) para impor conformidade. Isso não é democracia. É autoritarismo com rosto humano.
A consequência última: a polarização irreversível - O resultado desse clima de medo e constrangimento é a polarização crescente e irreversível. As pessoas que são silenciadas, que têm medo de falar, que veem reputações destruídas por discordância — essas pessoas não são persuadidas. Elas são traumatizadas. Elas aprendem que falar é perigoso, que discordar é custoso, que a única estratégia segura é ou concordar ou calar. Quando uma pessoa é silenciada, ela não se torna progressista. Ela se torna raivosa. Ela se torna aliada de movimento político que promete devolver a ela o direito de falar sem medo. É exatamente o que explica a ascensão de movimentos anti-establishment nas democracias ocidentais: pessoas que se sentem silenciadas, que têm medo de falar, que viram reputações destruídas por discordância.
E então, surpreendentemente, a elite progressista reclama de "polarização" e "ódio". Mas criou exatamente essas condições — através de litigância estratégica usada como ferramenta de censura, através de campanhas de constrangimento, através de destruição de reputações, através de ameaça de ruína legal para silenciar discordo.
Desde hoy Sánchez ostentará el cargo de presidente del Gobierno en contra del mandato de las Cortes. La mayoría absoluta del Congreso de los Diputados ha votado a favor de que Sánchez dimita. Es un hecho histórico sin precedentes.
Elecciones ya.
PRIMERA VEZ que la mayoría del Congreso pide la dimisión del presidente del Gobierno.
Pero claro:
Primera vez que un presidente que llegó al poder invocando el principio de responsabilidad política se aferra al cargo para no aplicárselo a sí mismo.
Primera vez que el exministro de un Gobierno en ejercicio es condenado por organización criminal, cohecho, malversación y tráfico de influencias. 24 años de cárcel.
Primera vez que el partido del Gobierno organiza y financia una trama para destruir a jueces, fiscales y policías.
Primera vez que la mujer de un presidente del Gobierno es enviada a juicio oral por tráfico de influencias, corrupción en los negocios, malversación y apropiación indebida.
Primera vez que el hermano de un presidente del Gobierno se sienta en el banquillo por prevaricación administrativa y tráfico de influencias.
Primera vez que el secretario de Organización del partido del Gobierno acaba en prisión provisional por una trama con mordidas, comisiones y adjudicaciones amañadas desde el entorno del poder.
Primera vez que un expresidente del Gobierno —del mismo partido del Gobierno— es imputado por organización criminal, tráfico de influencias, falsedad documental y blanqueo de capitales.
Primera vez que un expresidente del Gobierno es investigado por ocultar joyas valoradas en 1,3 millones de euros.
Primera vez que un presidente del Gobierno debe su carrera política a dinero procedente de prostíbulos.
Primera vez que un Fiscal General del Estado es condenado por el Tribunal Supremo por revelación de secretos para destruir a una rival del Gobierno.
Primera vez que una investidura nacional se negocia fuera de España y con un verificador internacional.
Primera vez que una investidura se compra con una amnistía: impunidad penal a cambio de votos.
Primera vez que se indulta a condenados por atacar el orden constitucional.
Primera vez que se suprime después el delito por el que habían sido condenados.
Primera vez que se reforma la malversación con efectos sobre los socios del Gobierno.
Primera vez que un prófugo de la justicia condiciona la legislatura española.
Primera vez que un partido que justifica el terrorismo es socio estructural del Gobierno.
Primera vez que ministros del Gobierno señalan, insultan y acosan a jueces por investigar la corrupción del poder.
Primera vez que los jueces se ven obligados a convocar una huelga en defensa de su independencia.
Primera vez que un presidente del Gobierno inaugura la legislatura anunciando un muro contra media España.
Primera vez que una legislatura entera transcurre sin Presupuestos Generales del Estado.
Primera vez que España sufre un apagón nacional total bajo un Gobierno incapaz de dar explicaciones.
Primera vez que transcurren cinco años sin un Debate sobre el Estado de la Nación.
Primera vez que el Gobierno cierra el Congreso y el Tribunal Constitucional sentencia que vulneró los derechos de los diputados.
Primera vez que la Mesa del Congreso veta que la Cámara vote si quiere pedir al presidente que convoque elecciones.
Primera vez que el escándalo deja de parecer excepción y se convierte en sistema.
https://t.co/nwisaxPRkM
¿Cómo es posible que se haya normalizado que un presidente de Estados Unidos afirme desde el Despacho Oval que España es «un espectáculo horroroso»? ¿Cómo hemos llegado hasta ese punto? Y, sobre todo, ¿por qué el Gobierno de Sánchez parece asumirlo con absoluta indiferencia?