"Pouco depois de Copérnico, surgiu uma escola de teólogos para quem ele não representava um problema; que, se convencidos pela observação e argumentação, poderiam abandonar Ptolomeu sem hesitação; e seguiremos o exemplo deles. Johannes Brenz e outros na Suábia, +
Ratzinger, nessa época já papa Bento XVI, sendo barthiano malvadão:
"Somente quem reconhece a Deus conhece a realidade e pode responder a ela de maneira adequada e verdadeiramente humana. […] Mas imediatamente surge outra pergunta: Quem conhece a Deus? Como podemos conhecê-Lo?+
Se alguém chato vier falar sobre Barth e Vaticano I sobre conhecimento natural de Deus, fica a dica: ler a questão de Cristo como luz do mundo na Dogmática IV/3. Ali Barth desenvolve aquilo que realmente poderia ser dito como problemático para um católico negar: que a luz do +
"E assim, com a criação da alma humana de Cristo, transpusemos uma nova e última etapa na história da Criação. A finalidade da Criação é ele. Ela realiza-se nele, com ele e por ele. É ele o primeiro desejado, o primeiro planejado, segundo a fórmula do bem-aventurado João Duns +
Oswald Bayer, autor que discutiremos no meu próximo curso;
“A antiga distinção que considera a Sagrada Escritura o princípio formal e a justificação o princípio material deve ser rejeitada. A autoridade da Escritura não é formal, mas altamente material e orientada pelo conteúdo”
O Craig é prova de que Baur estava correto ao falar de “inteligência do Dogma”. Perceba como a aparenta liberdade de negar Nicéia só restringe e limita numa “má infinitude”. Já aquele teólogo que *vive* a verdade do Dogma, ele é verdadeiramente livre. Limite que cria e é fecundo.
A teologia natural não fundamenta a fé; a fé fundamenta a teologia natural
“À luz dessa explicação dos conceitos, podemos chegar à seguinte formulação resumida: a teologia natural tem sua origem numa reflexão transcendental da fé sobre as condições de sua própria possibilidade. A fé, porém, pressupõe um sujeito dotado de liberdade. A teologia natural, portanto, não está ligada àquilo que os filósofos entendem por natureza, mas àquilo que, do ponto de vista filosófico, é contraposto à natureza, isto é, à liberdade. O conceito teológico de natureza tem a ver, portanto, com a liberdade e, consequentemente, com a história.
Isso significa, por sua vez, que a teologia natural não pode contentar-se com uma reflexão transcendental abstrata, mas deve envolver-se com as condições e pressuposições históricas concretas da fé. A teologia natural deve constituir-se mediante o confronto com a realidade histórica concreta.
Essa concretização da reflexão teológica transcendental abstrata emerge tanto da constelação de problemas tratada pela filosofia contemporânea quanto da constelação mais especificamente definida de problemas da teologia católica e protestante recente. A filosofia moderna esclareceu criticamente as concepções do Iluminismo acerca de si própria; mais precisamente, esclareceu as pressuposições históricas do próprio Iluminismo. Nesse processo, foi superada a compreensão abstrata e a-histórica da natureza e da razão característica do Iluminismo. Reconheceu-se que a razão humana, assim como aquilo que ela considera natural e razoável, está sujeita a transformações culturais e históricas.
[...] Desde Hegel e Schelling, Marx e Nietzsche e, não por último, Heidegger, Gadamer, Habermas e outros, a historicidade intrínseca tornou-se uma percepção geralmente aceita, que leva a abordagem transcendental para além do ponto alcançado por Kant. Ao contrário de Kant, os pensadores atuais sabem que as condições a priori da compreensão humana podem variar no curso da história.
Isso significa que foram estabelecidas novas pressuposições de compreensão para entender a integração da natureza e da razão na história da salvação, e que uma teologia natural que abstraia das pressuposições históricas da fé tornou-se definitivamente impossível.
Paradoxalmente, essa tese recebe sua confirmação mais forte no fato significativo de que projetos de teologia natural que prescindem, ao menos metodologicamente, da revelação de Deus em Jesus Cristo e procuram estabelecer uma pressuposição puramente natural para a fé em Deus podem, de fato, prestar alguma ajuda a cristãos que se tornaram inseguros, mas normalmente parecem exercer pouca força de convencimento sobre não cristãos. A avaliação crítica que W. Weischedel fez dessas tentativas é muito instrutiva e merece ser levada a sério. A demonstração da razoabilidade da fé pressupõe, portanto, a própria fé e seu horizonte de compreensão, e não pode produzir por si mesma esse horizonte.
Desse ponto de vista, o sentido original da teologia natural na Alta Escolástica e as novas abordagens da Reforma não estão tão distantes entre si quanto poderiam parecer à primeira vista. Em nenhuma dessas abordagens se trata de estabelecer uma pré-estrutura ou subestrutura neutra para a teologia da revelação, nem um quadro geral no qual a revelação particular da história da salvação pudesse posteriormente ser inserida.
Na teologia da Alta Escolástica, trata-se antes de uma realidade relativamente independente que a fé revelada pressupõe e que somente na fé alcança sua própria realização. A teologia natural não fundamenta a fé; antes, é a fé que fundamenta a teologia natural, embora esta possua uma independência relativa.
A teologia natural ocupa-se, portanto, da razoabilidade e da universalidade da fé. Essa demonstração da razoabilidade da fé parte do fato de que, em Jesus Cristo, apareceu a verdade definitiva acerca de Deus, do ser humano e do mundo. Essa confissão primordial da fé cristã pode ser mostrada como razoável quando se mostra que, à luz de Jesus Cristo, a luz que já brilha no mundo resplandece de maneira nova, mais completa e até mesmo definitiva.”
"Pannenberg sugere pela primeira vez uma interação teológica com a teoria da informação em seu ensaio inicial (1970) intitulado "Kontingenz und Naturgesetz" (ou "Contingência e Lei Natural") [...] Ao que tudo indica, Pannenberg teve seu primeiro contato com uma abordagem mais +
[...] em um breve parágrafo, Pannenberg insistia aos cientistas a aliarem a teoria da informação à teoria de campos e a desenvolverem uma "teoria de campos da informação". Tal teoria poderia, então, ser aplicada teologicamente seguindo a linha de seus trabalhos anteriores e +