Alguém avisa a Ana Castela de que democracia é exatamente isso. Ela escolheu conscientemente o lado político dela, e nós temos o direito de repudiar. Ela como mulher está explicitamente apoiando um cara que é contra o voto feminino e que apoia meninas violentadas e que tenham o filho dos seus agressores.
Militância não pode ser seletiva. Feminismo não pode valer apenas quando convém. Combater discursos de ódio enquanto se produz humilhação, responsabilização e violência contra outra mulher não é defesa de pauta, é reproduzir a mesma lógica de violência que se afirma combater.
Ana Paula não pode carregar a responsabilidade pelas escolhas, falas ou atitudes de terceiros. Causa nenhuma dá salvo-conduto para desumanizar alguém. Ativismo se mede também pela forma como tratamos quem discordamos, quem não gostamos e quem não podemos controlar.
Quando a defesa de uma pauta precisa transformar outra mulher em inimiga, talvez o problema já não esteja na pauta. Está na forma como ela está sendo usada. Discurso de ódio não deixa de ser discurso de ódio quando vem embalado em uma suposta causa. Banalizar pautas sérias para atribuir a uma pessoa a responsabilidade por atos que ela não cometeu é esvaziar o próprio sentido da militância.
Você poderia simplesmente superar e seguir sua vida em paz. É muito feio ficar tentando atrair hate para uma suposta ex-amiga que não te fez nada e que está apenas seguindo a própria vida. Se a suposta amizade acabou, tudo bem, acontece. Mas ficar alimentando indiretas, exposição e jogando torcida de reality contra alguém que nem está mexendo com você só demonstra que seu discurso contra ódio virtual é raso. Espero sinceramente que você se cure dessa necessidade de atacar alguém que já foi especial pra você e consiga encontrar paz para seguir sua vida sem precisar transformar a vida dos outros em alvo de ataques :)