Denúncia contra Xaud expõe briga entre federações e grupo de Brasília pelo poder na CBF.
Há quem veja que, se o Brasil conquistar a Copa do Mundo, Samir Xaud poderia ganhar força, já que para a opinião pública seria o presidente da CBF a conquistar o hexa e a tirar o Seleção Brasileira de 24 anos da fila. E poderia atrapalhar planos sucessórios do grupo político que o sustenta.
O poder na Confederação Brasileira de Futebol, hoje, é dividido entre os dirigentes de federações, da qual faz parte Xaud, e o grupo de Brasília, ligado ao IDP (Instituto Brasileiro de Ensino), instituição que tem como sócio o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. O ministro é apontado como figura de grande influência nos bastidores da confederação.
Seu filho, Francisco Mendes, diretor-geral do IDP e responsável pelo contrato da CBF Academy, já circula pelos bastidores do futebol como vice-presidente da federação do Mato Grosso e tem ganhado cada vez mais protagonismo dentro da entidade.
Mendes tem a ideia de comandar a confederação no futuro. Recentemente, decidiu trocar uma atuação discreta de bastidor por uma ação mais explícita em eventos do mundo da bola. Foi ele que organizou a viagem de presidentes de clubes e federações à Europa em janeiro e o périplo desse mesmo grupo pelos Estados Unidos para assistir aos jogos da seleção na Copa.
Um dos vices, Gustavo Dias Henrique é outro personagem influente na confederação. O brasiliense faz articulação política para a entidade e costuma ser consultado pelo presidente Xaud. A preocupação dentro da CBF é que qualquer polêmica que envolva a direção e seu presidente desestabilize o ambiente da seleção, que não começou bem a Copa ao empatar por 1 a 1 contra Marrocos. A uma corrente que deseja a troca de comando da CBF vê a Copa do Mundo como oportunidade ideal para “criar o caos” internamente.
Via: @Estadao / @marcrizzo / @RMagatti
📷Pedro Kirilos/Estadão