@GaloDeRaca Omo, Perdigão, Surf, Vilma, Bis, Neutrox, Rexona, Kodilar... Camisa do Cruzeiro virou pedágio para marcas de varejo se relacionarem com lojas do Supermercados BH
Só espero que o Hulk saia atirando.
É jogar tudo no ventilador sobre Rafael Menin e Bracks.
Quem sabe com o ídolo falando a parte da torcida que ainda não acordou finalmente saia da inércia.
Dos boca de aluguel não espero nada. Estão mais preocupados com o balanço do cruzeiro.
Sobre esses três pontos oferecidos ao Hulk na reunião com os Menin, a @joannadeassis apurou que:
- A proposta soou mais como uma ação comercial do que um projeto esportivo, o que incomodou o Hulk, que não pensa em se aposentar
- O Atlético sinalizou que poderia estender o contrato com ele até o fim de 2027, mas com Hulk reduzindo o salário, o que também incomodou
- E sobre a participação na SAF, foi oferecida a oportunidade de ADQUIRIR 2%, ou seja, Hulk teria que comprar uma parte da SAF
Tendência é de que hoje tenhamos uma definição sobre a situação.
Tenho visto esse tipo de caso se repetir aqui com uma frequência que assusta.
A ideia de que tudo online pode ser apropriado e explorado já era grave quando falávamos de textos e imagens. Agora com conteúdos pessoais adulterados....
A naturalização disso me incomoda demais.
O mundo é cheio de contradições? Olha só:
A gente vive vendo o povo japonês lembrando das bombas atômicas. Os judeus nunca esquecem o Holocausto. Os europeus têm seus memoriais de guerra. E estão mais do que certo! São histórias que precisam ser contadas, para que nunca se repitam.
Mas quando a gente é preto, a história é outra. Nosso passado vem com um manual de instruções diferente: "Esquece isso aí", "Isso já foi", "Supera". Como se a escravidão fosse só um capítulo fechado nos livros de história, e não uma ferida que ainda sangra hoje.
Nossos ancestrais foram arrancados da África, acorrentados, estuprados, mortos, torturados. Foram tratados como mercadoria por séculos. E aí a gente ouve que tem que virar a página? Como?
A verdade é que o racismo não é coisa do passado. Ele tá no presente, vivo e cruel. Tá no jovem preto sendo abordado de forma violenta pela polícia. Tá na mulher preta humilhada no trabalho. Tá na violência que mata um de nós a cada 23 minutos. Tá no olhar de desconfiança quando entramos num elevador.
Não dá pra simplesmente "esquecer" quando a cada dia o presente nos lembra que nosso sangue ainda vale menos. O racismo é estrutural, tá nas fundações dessa sociedade. E a gente precisa falar sobre isso sem papas na língua, sem medo de ser chamado de "vitimista".
Enquanto a dor dos outros é tratada como história, a nossa dor é tratada como mimimi, frescura. Essa é a real. E enquanto isso não mudar, a gente vai continuar sim com a memória viva, porque o nosso passado ainda é o nosso presente.
A gente não quer pena. Quer respeito. Quer justiça. E pra isso, primeiro precisam parar de nos pedir para esquecer quem somos e de onde viemos.
VIVA A CONSCIÊNCIA NEGRA ✊🏿