O INCT.DD abre chamada para 2 bolsas de pós-doutorado em Salvador (BA), vinculadas ao laboratório central da @ufba, sob orientação do Prof. Wilson Gomes.
🗓 Inscrições até 3/4/2026
📷 Edital completo e formulário de inscrição em https://t.co/4QoIQz4Plj
#PósDoc2026#INCTDD
Isso vale tanto para o tema Pix, em 2025, quanto para a reforma tributária, em 2024. Talvez esteja na hora de repensarmos essa centralidade de determinados espaços para o controle do debate público. Comprar interações em rede social não deveria ser referência para nada.
Não é possível afirmar que existem diferenças no nível de conhecimento sobre os temas em relação ao tipo predominante de fontes de informação. Pessoas que dizem se informar mais por meios analógicos apresentaram mesmos percentuais do q se informam predominantemente nos digitais.
Esse padrão gira em torno de 80% de respostas para alguma informação ou informação suficiente. O Pix manteve-se nessa média. Porém, nesse caso, para os que dizem ter informação, o percentual de informação suficiente foi o dobro do percebido nos outros temas.
E isso vale tanto para quem se informa por meios analógicos quando para aqueles em que predominam os meios digitais. Em resumo, há um padrão geral de informação da opinião pública sobre temas de grandes visibilidade.
Percebe-se aproximadamente a mesma distribuição para os três tipos de fontes. Predomina "só ouviu falar", seguido por "tem informação suficiente". A diferença em relação ao Pix é que o percentual de quem diz ter informação suficiente é a metade dos que dizem só ter ouvido falar
Agora, vamos comparar com outro tema de economia que entrou no debate público ano passado: a aprovação da reforma tributária. O terceiro gráfico mostra as distribuições dos níveis de informação por tipo predominante de fonte de informação.
De qualquer forma, a coincidência dos percentuais de nível de informação sobre Pix entre os que se informam por meios analógicos e por meios digitais permite avançar nas discussões sobre a determinação de um sobre o outro.
o que permite discutir o peso determinante das redes digitais para a informação sobre o tema. O que não é possível saber aqui é se o tema "transbordou" do digital para o analógico ou vice-versa.
Para os que têm uma dieta de fontes de informação equilibrada, há um percentual maior de só ouviu falar (51%). Isso indica que o tema Pix entrou, na mesma proporção, tanto entre os que se informam por meios analógicos quanto por meios digitais...
Os percentuais para os meios analógicos como fonte predominante são os mesmos que os dos meios digitais para o volume de informação sobre Pix. Em torno de 45% dos respondentes com fontes analógicas ou digitais diz que só ouviu falar e outros 45% diz ter informação suficiente.
Como já apontado em post anterior, no Brasil, para o cidadão comum, a maior parte ainda diz se informar sobre política mais por meios analógicos do que por meios digitais
(o que é o inverso dos militantes e ativistas políticos). Aqui aparece outra informação interessante:
Com isso, é possível classificar os respondentes por informação majoritariamente analógica (tv, rádio, jornais), digital (redes online) ou equilibrado, quando a intensidade é a mesma para analógicos e digitais. O gráfico mostra os % dos três níveis de informação sobre Pix.
O próximo ponto é verificar o impacto das redes sociais online para o nível informacional sobre o Pix na opinião pública. A pesquisa do INCTdd também coletou dados sobre a intensidade e uso de fontes de informação quando o assunto é político.
Além disso, o percentual de quem diz nunca ter ouvido falar sobre as mudanças no Pix é o menor dos quatro temas. Quer dizer que o assunto Pix, de fato, é um tema mais presente na memória do público, ainda que, comparativamente aos demais, seja o que ficou menos tempo no debate.
Enquanto para os outros temas apenas cerca de 20% dos respondentes diz ter informação suficiente, no caso do Pix, o percentual é o dobro, ficando em 45,1%.
Ou seja, no Pix o percentual de pessoas que diz ter informação suficiente é o dobro dos demais temas.
A continuidade é o que existe em comum: para os quatro temas, mais de 80% das respostas ficam na soma de só ouvir falar e ter informação suficiente. Em torno de 10%, apenas, diz nunca ter ouvido falar em nenhum dos temas. A diferença está no nível de informação sobre Pix.
Os respondentes indicaram se nunca tinham ouvido falar, se tinham só ouvido falar ou se tinham informação suficiente sobre cada um deles. O primeiro gráfico mostra os percentuais para cada tema. Há uma continuidade e uma diferença importantes ali.
"alterações no sistema tributário", "descriminalização da maconha" e "mudanças no PIX". Os dois primeiros foram objeto de debate na Câmara de deputados, o terceiro foi tema de julgamento no STF e o último entrou no debate público em janeiro de 2025.