Estou preocupada com os pobres de direita: não querem o sus, não querem vacina, não querem escola pública, não querem auxílio do governo.
E como é que vão sobreviver?
🤔🤔🤔🤔
Grandpa punched his cushion into shape and sank back with a sigh. Same sofa, other end, smaller cushion, identical routine. Hands on knees and everything.😂🤭❤️
Eu não quero dinheiro pra ostentar. Eu quero dinheiro pra viver bem, comer bem, pagar minhas contas, ajudar minha família e nunca mais passar por nenhum aperreio.
Se uma família que recebe 600 reais do Bolsa Família te incomoda mais do que o político em quem você vota, que trabalha 80 dias no ano, sem nunca ter apresentado um projeto, tendo um salário de 46 mil, o problema do país pode ser você.
Meu pai levava o carro no mesmo mecânico todo mês, sempre com o mesmo "barulhinho". Depois que ele morreu, descobri a verdade.
Eu jurava que ele tava sendo passado pra trás.
Depois que minha mãe faleceu, toda primeira sexta do mês ele atravessava a cidade com um carro de menos de 60 mil km. "Tem um barulhinho no motor." Eu enchia o saco: "pai, esse cara tá te enrolando, deixa eu levar numa oficina daqui." Ele cortava na hora: "só o Josué mexe no meu carro."
Ele se foi em maio, do coração.
Fui na oficina só pra acertar pendência e avisar. Quando me apresentei, o Josué — homem grande, mão de trabalho pesado — sentou no banquinho e chorou na minha frente. Depois me levou ao fundo. Uma bancada. Uma foto emoldurada. Um rapaz de macacão, sorriso com graxa no rosto.
Meu irmão. Fernando. Morreu num acidente aos 19, quando eu tinha 6. Quase não tenho memória dele.
"Seu irmão foi meu aprendiz aqui", ele disse. "O mais talentoso que passou por essa bancada. Depois que ele partiu, seu pai começou a aparecer todo mês. Faz 23 anos."
O carro nunca teve nada.
Meu pai inventava o barulho. O Josué fingia procurar. E os dois passavam a manhã tomando café: um contava do Fernando mecânico, o outro do Fernando menino. Iam remontando o rapaz, pedaço por pedaço.
Meu pai não tava consertando carro. Tava consertando saudade, em prestações mensais, no único lugar onde o filho dele ainda existia inteiro.
Perguntei quanto ele devia. O Josué balançou a cabeça: "nunca me deveu nada. Mas se quiser quitar, aparece mês que vem. Café é às nove."
Primeira sexta do mês já tem dono de novo.
E você, já descobriu depois de alguém partir que existia um ritual de amor escondido que você nunca soube?