O Brasil já esteve no topo do ranking dos países que mais crescem no mundo. No entanto, a cada nova edição, nossa posição só vem caindo. Veja um trecho da palestra do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o Acton Experience Brasil, ocorrido em agosto, em Belo Horizonte.
Vivemos em uma sociedade que normalizou roubo de celular, e ainda acha bom quando o bandido não faz mais nada com a vítima. Neste trecho do Millenium Talks, Roberto Motta racionaliza esta mentalidade e mostra como o Brasil falhou na segurança pública. Assista a íntegra: https://t.co/rDoKsxI68t
A Argentina enfrenta dificuldades econômicas, mas qualquer análise sobre o governo de Javier Milei precisa considerar o tamanho da crise que ele herdou e os resultados das mudanças implementadas desde então.
A inflação, que estava em 160,9% nos 12 meses encerrados em novembro de 2023, caiu para 33,4% em setembro de 2026. Os preços continuam subindo, mas em ritmo muito inferior. Para uma população que conviveu durante anos com a perda acelerada do poder de compra, essa diferença importa.
Nas contas públicas, a mudança também foi significativa. Depois de mais de uma década sem superávit financeiro anual, o setor público nacional voltou a fechar no azul em 2024 e repetiu o resultado em 2025, mesmo após o pagamento dos juros da dívida.
E a atividade econômica? Após a recessão de 2024, o PIB argentino cresceu 4,4% em 2025, acompanhado por uma expansão de 7,9% no consumo das famílias e de 16,4% nos investimentos.
Outro tema que costuma gerar comparações distorcidas é a pobreza. Argentina e Brasil utilizam critérios nacionais diferentes, o que exige cuidado ao confrontar os indicadores. Pelos critérios argentinos, a pobreza atingia 41,7% da população no segundo semestre de 2023. No primeiro semestre de 2026, estava em 32,3%.
As reformas também alcançaram o comércio exterior e a estrutura do Estado. A redução de tarifas de importação ampliou a concorrência, criando desafios para empresas nacionais, mas também oportunidades de preços menores e maior variedade para os consumidores.
Paralelamente, o governo eliminou mais de 74 mil postos de trabalho no setor público nacional, buscando reduzir gastos e tornar a administração mais eficiente. A medida libera recursos antes destinados à manutenção de estruturas desnecessárias, permitindo investimentos em serviços essenciais ou a redução de impostos. Além disso, uma máquina estatal mais enxuta diminui o peso sobre os contribuintes e favorece uma gestão mais responsável do dinheiro público.
Os resultados mostram que o ajuste econômico argentino vai além do corte de despesas. A desaceleração da inflação, a recuperação do crescimento e a melhora das contas públicas demonstram que é possível enfrentar desequilíbrios históricos sem recorrer continuamente a mais impostos, endividamento e expansão do Estado.
A proposta de reduzir a jornada de trabalho sem diminuir os salários, aprovada de forma eleitoreira, traz de volta uma discussão que vai além dos benefícios para os trabalhadores e envolve mudanças na produtividade, nos custos das empresas e na geração de empregos no Brasil.
Apesar do apoio popular ao fim da escala 6x1, a medida exige uma avaliação cuidadosa de seus efeitos econômicos. Em artigo publicado em nosso espaço na Exame, Wesley Reis examina o ambiente político em torno da PEC e chama a atenção para a necessidade de aprofundar a análise de suas consequências. Entre os riscos apontados estão a elevação de preços, o avanço da automação, o crescimento da informalidade e a retração das contratações, com impactos potencialmente maiores sobre as pequenas empresas.
A discussão merece considerar tanto os ganhos esperados para os trabalhadores quanto as dificuldades de adaptação dos diferentes setores da economia, especialmente porque os efeitos de longo prazo podem não ser percebidos de imediato. Leia o artigo completo: https://t.co/fq964Vkkbt
Ter boas ideias e lideranças qualificadas é suficiente para conquistar espaço na política? Os resultados eleitorais mostram que transformar propostas em apoio popular exige mais do que conhecimento técnico: é preciso comunicação eficaz, organização e capacidade de construir alianças. Em artigo publicado em nosso espaço na Exame, Gabriel Costa analisa os desafios do liberalismo brasileiro e argumenta que a principal fragilidade do movimento não está em suas ideias, mas no método utilizado para apresentá-las e transformá-las em resultados eleitorais. A reflexão destaca a importância de conectar princípios à realidade das pessoas, traduzir propostas complexas em mensagens acessíveis e compreender a dinâmica da disputa política. Afinal, como transformar conhecimento e liderança em influência efetiva? Acesse a íntegra: https://t.co/nbPCuz4N0h
Depois de 19 anos na condição de credor internacional, o Brasil voltou a dever mais ao exterior do que possui em reservas e créditos considerados nesse cálculo. Segundo dados do Banco Central divulgados pelo Estadão, a dívida externa chegou a US$ 407,1 bilhões, o maior valor em 40 anos de registros, enquanto os ativos utilizados nessa comparação somaram US$ 402 bilhões. Desde o início do atual governo, a dívida externa cresceu 27,4%, contra uma expansão de 15,8% das reservas. O resultado é uma dívida externa líquida de US$ 5,1 bilhões e o fim de uma posição favorável que o país mantinha desde 2007.
Reservas elevadas funcionam como uma proteção diante de crises internacionais, oscilações cambiais e fugas de capital. A redução dessa margem de segurança, somada aos desequilíbrios fiscais e à necessidade crescente de financiamento, reforça a importância de políticas econômicas responsáveis. Afinal, a capacidade de um país enfrentar crises depende também da solidez das contas que constrói nos períodos de normalidade.
A segurança pública é, provavelmente, o maior desafio do Brasil, e a inteligência artificial pode ser uma aliada estratégica no combate à criminalidade. Em um cenário de restrições fiscais e crescente demanda por resultados, o uso de tecnologias inteligentes surge como alternativa para prevenir crimes, acelerar investigações e ampliar a eficiência das forças policiais.
Em artigo publicado em nosso espaço na Exame, Pâmela Borges e @RicardoGomesPOA analisam como a aplicação de IA na segurança pública já apresenta resultados promissores em municípios brasileiros, destacando o potencial da inovação para otimizar recursos e fortalecer a atuação do Estado, sem abrir mão da proteção de dados e da supervisão humana. Leia o conteúdo completo na Exame: https://t.co/UnTO1qjjaH
Os números do Banco Central mostram que o país chega à reta final das eleições com uma situação fiscal bem mais delicada do que há quatro anos. E é justamente nesse cenário que novas promessas de benefícios, subsídios e ampliação de programas públicos precisam ser examinadas com atenção.
Medidas que parecem vantajosas no curto prazo podem criar despesas permanentes, elevar o endividamento e comprometer recursos futuros. Quanto maior a fragilidade das contas públicas, menor a margem para assumir novos compromissos sem aumentar impostos, cortar gastos em outras áreas ou recorrer a mais endividamento.
Em período eleitoral, é natural que propostas capazes de produzir benefícios imediatos ganhem destaque. Mas o compromisso com a responsabilidade fiscal não deveria depender do calendário das urnas. Antes de celebrar qualquer nova despesa, o eleitor merece saber quanto ela custará, de onde virão os recursos e quais serão suas consequências para a economia. Afinal, a conta das promessas de hoje continuará existindo muito depois das eleições.
As urnas revelam mais do que resultados eleitorais: expressam demandas, expectativas e prioridades de uma sociedade que deseja ser ouvida. Interpretar essa mensagem exige disposição para abandonar certezas, reconhecer diferentes perspectivas e compreender os desafios enfrentados pela população. Em artigo publicado em nosso espaço na Exame, André Naves reflete sobre a importância da escuta e da humildade na construção de uma sociedade mais livre, justa e inclusiva, destacando questões como liberdade econômica, segurança, respeito aos valores individuais e eficiência dos serviços públicos. Acesse o conteúdo completo: https://t.co/b2smw0MKjZ
Salários mais altos, jornadas reduzidas e melhores condições de vida são aspirações legítimas, mas como sustentá-las em uma economia que avança tão pouco em produtividade? Nas últimas três décadas, o Brasil ampliou investimentos e força de trabalho sem alcançar ganhos proporcionais de eficiência, comprometendo seu potencial de crescimento e ampliando os desafios fiscais. Em artigo publicado na Exame, Matheus Gonzalez, associado do IEE - Instituto de Estudos Empresariais, analisa os impactos desse descompasso sobre salários, gastos públicos e o fim da escala 6x1. O autor também destaca a importância de reformas estruturais, investimentos em infraestrutura e maior eficiência econômica para viabilizar o desenvolvimento sustentável. Em um cenário de debates sobre o futuro do país, antes de discutir como distribuir mais riqueza, precisamos compreender como ampliar nossa capacidade de produzi-la. Leia a análise completa na Exame: https://t.co/sI0ECvGCDS
Com que idade o adolescente tem plena consciência dos seus atos? A maioridade penal varia ao redor do mundo, mas entre os 10 países que mais deram certo na segurança, nenhum adota inimputabilidade até os 18 anos. Isso não quer dizer que esses países coloquem adolescentes nos mesmos presídios que os adultos, mas ao contrário do Brasil, eles podem ser transferidos para o sistema penitenciário comum ao completarem 18 anos, além de ficarem com o registro em suas fichas criminais.
Outra diferença é o tempo máximo de "internação". No Brasil, o máximo absoluto é de 3 anos, com liberação compulsória aos 21 anos. Já nestes outros países, o tempo pode ser bem mais longo, sendo prevista, inclusive, prisão perpétua em Singapura e na Irlanda.
Em um caso concreto, em 2018, na Irlanda, Ana Kriégel, de 14 anos, foi atraída por um adolescente de 13 anos até uma casa abandonada, onde foi brutalmente assassinada por ele e outro garoto da mesma idade. O crime teve circunstâncias especialmente graves: houve premeditação, a vítima foi enganada e levada a um local isolado, sofreu agressões violentas na cabeça e no pescoço e também foi vítima de violência sexual. Segundo o juiz, os autores compreendiam a natureza e as consequências de seus atos, apesar da pouca idade. Em 2019, um deles foi condenado à prisão perpétua e o outro a 15 anos de detenção.
Em 1991, quando o governo decidiu deixar de tabelar o preço do leite, o então ministro da Agricultura, Antonio Cabrera, lembra que a reação foi de verdadeira histeria. Para muita gente, permitir que o preço fosse formado pelo mercado parecia uma ameaça ao consumidor. Hoje, é difícil imaginar que o governo devesse voltar a decidir quanto deve custar um litro de leite.
É um bom exemplo de como funciona a janela de Overton. Ideias consideradas radicais em uma época podem, depois de testadas pela realidade, tornar-se parte do senso comum. A abertura de mercados, o Plano Real, as privatizações e a transformação das telecomunicações brasileiras também enfrentaram enorme resistência. A Telebrás, por exemplo, foi privatizada em 1998 em meio a protestos e forte oposição política; décadas depois, ninguém considera razoável voltar ao tempo em que conseguir uma linha telefônica podia exigir anos de espera ou milhares de reais.
O Brasil avançou várias vezes quando abandonou controles, monopólios e soluções baseadas na ideia de que o Estado deveria decidir mais do que consumidores, empresas e cidadãos. E muitas das forças políticas que mais combateram essas mudanças, hoje nem gostam de lembrar disso. Talvez uma das disputas mais importantes da política seja justamente esta: ampliar a janela do que a sociedade considera possível, para que aquilo que hoje parece ousado se torne apenas bom senso.
Às vésperas de uma eleição, promessas de novos benefícios, serviços e incentivos costumam ocupar muito mais espaço do que a discussão sobre quem vai financiá-los. Mas nenhuma política pública é gratuita: seus custos aparecem em impostos, endividamento, inflação, cortes em outras áreas ou em uma combinação dessas alternativas.
É justamente essa ideia que orienta "O mito do governo grátis", de Paulo Rabello de Castro, uma leitura especialmente oportuna para o período eleitoral. O livro ajuda a lembrar que decisões públicas envolvem escolhas, e que destinar recursos a uma prioridade significa deixar menos recursos disponíveis para outras. Chamar uma política de benefício ou de direito não elimina seu custo econômico.
Antes de decidir quem deve governar, vale olhar para as promessas também por esse ângulo: quanto custam, de onde virá o dinheiro e quais efeitos permanecerão depois que a eleição acabar. O mito do governo grátis é a nossa indicação de leitura de hoje.
Nos Estados Unidos, a facilidade com que um carro financiado pode ser retomado após a inadimplência costuma chamar a atenção de muitos brasileiros. O guincho pode chegar a qualquer hora, em qualquer lugar e sem decisão judicial, depois de parcelas não pagas. Mas isso é apenas a face mais visível de um sistema em que o descumprimento de contratos produz consequências concretas. Por trás disso está uma preocupação importante: o incentivo para honrar seus compromissos e não se comprometer com dívidas que não é capaz de pagar.
Esse ponto importa porque devedores, bancos e empresas ajustam seu comportamento aos incentivos existentes. Se recuperar uma dívida se torna mais difícil, demorado ou incerto, emprestar passa a envolver mais risco. Esse risco tende a ser incorporado ao próprio crédito, seja por meio de juros mais elevados, exigências maiores para aprovação ou menor disposição para conceder novos financiamentos. Como ocorre no Brasil.
Há também um efeito sobre o comportamento dos devedores. Renegociações muito vantajosas e perdões frequentes podem levar parte das pessoas a concluir que vale a pena adiar o pagamento e esperar condições melhores no futuro. Não significa que todos agirão dessa maneira, mas significa que a política pública passa a alterar o cálculo de quem precisa decidir entre pagar agora ou postergar a dívida.
Renegociar débitos pode ser necessário. Em alguns casos, inclusive, é a única forma de recuperar ao menos parte de valores que dificilmente seriam pagos nas condições originais. A dificuldade surge à medida que esse tipo de solução deixa de ser percebido como excepcional e passa a entrar nas expectativas das pessoas.
Pense em dois devedores. Um deles cortou despesas, adiou projetos pessoais e fez sacrifícios para manter os pagamentos em dia. O outro acumulou atrasos e, algum tempo depois, conseguiu um grande desconto ou até o perdão do débito. Diante desse contraste, é razoável perguntar qual mensagem o sistema transmite para quem terá de tomar decisões semelhantes no futuro. E não é à toa que a população brasileira segue super endividada após três "Desenrolas".
Essa discussão ganha ainda mais relevância em uma reta final de eleição marcada pela aprovação de mais um amplo perdão de dívidas, desta vez voltado a microempreendedores individuais. A medida pode ter justificativas bonitas, mas seus efeitos não terminam no alívio imediato concedido aos beneficiários. Também importa considerar o comportamento que esse precedente pode estimular nos próximos anos, e nos motivos que levaram a esse endividamento.
Um sistema de crédito saudável precisa encontrar espaço para ajudar quem enfrenta dificuldades sem produzir a sensação de que cumprir o contrato foi uma escolha financeiramente desvantajosa. Se o bom pagador começa a olhar para quem deixou de pagar e concluir que teria sido melhor fazer o mesmo, existe um sinal de que os incentivos deixaram de apontar na direção desejada.
A inteligência artificial encurta em meses o tempo de difusão de novas tecnologias, mas transformar esse avanço em produtividade depende de competências que levam anos para ser construídas. Em artigo publicado em nosso espaço na Exame, Claudio Shikida analisa o descompasso brasileiro entre a rápida chegada de novas habilidades ao mercado de trabalho e a capacidade de formar profissionais preparados para utilizá-las, recorrendo a dados do FMI e do PISA para mostrar como aprendizagem, criatividade e julgamento seguem no centro desse desafio. A reflexão aponta que o principal atraso do país pode não estar no acesso à IA, mas na formação de pessoas capazes de formular boas perguntas, avaliar respostas e usar a tecnologia como complemento, e não como substituta, do próprio conhecimento. Leia a íntegra: https://t.co/RQ3a0NcC8M
A tecnologia pode devolver tempo, reduzir deslocamentos, simplificar tarefas repetitivas e dar mais autonomia. E esses ganhos não precisam se limitar à experiência do paciente. Eles também podem melhorar a rotina de quem trabalha na saúde.
No novo artigo publicado na Exame, Joice Nilo Reis amplia a discussão sobre transformação digital e analisa como a inovação pode contribuir para um trabalho mais sustentável. Isso passa por reduzir sobrecargas, reorganizar processos e usar a tecnologia sem perder de vista aquilo que permanece essencial no cuidado: o conhecimento, o julgamento e a capacidade humana.
Leia o artigo completo em nosso espaço da Exame: https://t.co/4BvUO9WpVm
Em ano eleitoral, novas despesas costumam ser apresentadas pelo benefício que oferecem, mas raramente pelo custo que carregam. O orçamento público tem limites e, quando o governo decide gastar mais, a conta precisa aparecer em algum lugar: pode vir na forma de impostos maiores, da redução de recursos destinados a outras áreas ou, em determinadas circunstâncias, da expansão da quantidade de moeda na economia.
Aumentar impostos reduz a renda disponível das famílias e os recursos das empresas para investir, produzir e contratar. Redirecionar verbas significa escolher qual outra prioridade receberá menos dinheiro. E aumentar a quantidade de moeda não cria mais bens e serviços, ao contrário: quando há mais dinheiro disputando a mesma oferta de produtos, cresce a pressão sobre os preços e vem a inflação.
Por isso, diante de uma nova promessa de gasto, não basta perguntar quem será beneficiado. É preciso saber quanto ela custará, como será financiada e quem, no fim, pagará a conta. Porque dinheiro público não surge do nada: ele sai, direta ou indiretamente, do bolso da própria população.
A experiência econômica de países que mantiveram por longos períodos uma forte expansão dos gastos públicos traz uma discussão especialmente relevante para o Brasil: até que ponto o estímulo estatal sustenta o crescimento antes de se transformar em dívida, juros elevados, perda de investimento e estagnação?
Em artigo publicado em nosso espaço da Exame, Roberto Castello Branco, doutor em economia e ex-presidente da Petrobras, analisa experiências da Argentina e do Brasil, discute os efeitos do populismo fiscal, do crédito subsidiado e do aumento da carga tributária, e defende uma ampla reestruturação da economia brasileira como condição para uma trajetória de prosperidade duradoura.
Leia a íntegra: https://t.co/NMpiKYOsNp
O bandido é uma vítima porque é pobre? Neste trecho do Millenium Talks sobre segurança pública, Ricardo Gomes e Roberto Motta conversam sobre a tendência brasileira de relativizar crimes, como se eles fossem respostas justas à desigualdade social. Assista a íntegra em nosso canal no Youtube: https://t.co/bJB0iNgNfi
Reformas institucionais amplas costumam esbarrar em resistências políticas, insegurança jurídica e na dificuldade de mudar, de uma só vez, regras consolidadas em diferentes níveis de governo. Mas experiências em territórios delimitados mostram que cidades e bairros podem funcionar como laboratórios para testar novos modelos regulatórios, avaliar resultados e ampliar aquilo que funciona.
Em artigo publicado em nosso espaço na Exame, Victor Carvalho Pinto analisa experiências como Shenzhen, as charter cities, os sandboxes regulatórios, a Woven City japonesa e iniciativas brasileiras para discutir como zonas urbanísticas especiais poderiam abrir espaço à experimentação institucional no país. A proposta é substituir a escolha entre reformas gerais quase inviáveis e a manutenção do status quo por um caminho gradual: reformar o Brasil um bairro por vez.
Leia a íntegra: https://t.co/sj5AypzGzR