Grande parte das plataformas ainda não exige mecanismos reais de verificação de idade. Enquanto isso, crianças seguem acessando conteúdos inadequados sem qualquer barreira efetiva
Os programas policialescos não mostram operações em bairros ricos nem empresários algemados ao vivo. O espetáculo da violência tem endereço e cor definidos. A pergunta que fica é: quem a mídia escolhe chamar de “bandido”?
Regular plataformas digitais não é censura. É estabelecer limites mínimos para empresas que impactam a vida de milhões de crianças e adolescentes diariamente.
Enquanto jovens negros são expostos e condenados ao vivo nos programas policialescos, apresentadores investigados por crimes seguem tratados com “presunção de inocência”. Dois pesos e duas medidas revelam o racismo estrutural da mídia e da política de segurança pública brasileira
O vídeo de Felca, com denúncias sobre adultização de crianças e adolescentes, viralizou porque expôs algo que já vinha sendo denunciado há anos. plataformas lucram mesmo quando conteúdos que violam direitos circulam livremente
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A disputa pelas transmissões do futebol brasileiro entre Globo e plataformas digitais revela como o futebol se tornou estratégico para consolidar ecossistemas de mídia, streaming, publicidade e e-commerce.
Enquanto redes sociais e outras plataformas defendem liberdade absoluta para seus modelos de negócio, crianças seguem expostas à sexualização precoce, conteúdos violentos e redes de exploração online
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Programas policialescos transformam violência em espetáculo diário. Sirenes, gritos, corpos expostos e “CPFs cancelados” viraram fórmula de audiência na TV. Quase sempre os alvos são os mesmos: jovens negros e moradores das periferias. A sentença vem antes de qualquer julgamento
Apesar do escândalo, Marcelo Castro contou com a benevolência da mídia e teve o direito à presunção de inocência respeitado, conseguindo rapidamente um novo emprego na TV Aratu, o que não acontece com os jovens negros que são expostos e condenados previamente no programa Alô Juca
O debate sobre proteção infantil na internet vai muito além de “controle dos pais”. Estamos falando de plataformas desenhadas para prender atenção, estimular consumo e ampliar exposição desde cedo
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O futebol brasileiro está mais pulverizado nas telas, mas isso não significa necessariamente mais diversidade ou democratização.
Grandes grupos seguem concentrando poder econômico e audiência.
O ECA Digital não surgiu do nada. A aprovação da lei é resultado de anos de pressão da sociedade civil, pesquisadores e organizações que denunciam os impactos das plataformas sobre crianças e adolescentes
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O futebol segue central para entender a comunicação no Brasil.
Quem controla as transmissões controla audiência, publicidade, narrativas e parte importante da cultura popular brasileira.
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A maioria da população já entendeu o tamanho do problema. Pesquisa Datafolha mostrou que 9 em cada 10 pessoas acreditam que redes sociais fazem menos do que deveriam para proteger crianças online
A disputa pelas transmissões de futebol em 2025 vai muito além do esporte.
É uma disputa por audiência, dados, publicidade, influência e controle sobre um dos maiores produtos culturais do país.
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Sem direito à comunicação, a disputa por território fica desigual. Quem não consegue acessar, produzir ou circular informação tem menos poder de incidência política e social.
A tecnologia pode fortalecer territórios ou aprofundar desigualdades
Há 101 anos nascia Malcolm X, uma das vozes mais potentes da luta contra o racismo e a desigualdade. Assassinado aos 39 anos, deixou um legado político que segue inspirando até hoje.
Enquanto empresas disputam bilhões pelas transmissões, segue o abismo histórico no futebol de mulheres.
Democratizar o esporte também exige reparar desigualdades construídas ao longo de décadas
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A dependência de poucas empresas para garantir acesso à internet levanta um debate que vai além do mercado. Trata-se de soberania, governança e controle sobre dados e infraestrutura estratégica
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