Há dois anos, Katy Perry lançava a aguardada "WOMAN'S WORLD", carro-chefe do álbum "143".
A faixa estreou com 2,9 milhões de streams nas primeiras 24 horas, mesmo sem investimento da gravadora e sob fortes críticas desde o anúncio.
Satírica, a música ironiza a visão antiquada sobre o feminismo, usando propositalmente um discurso de empoderamento genérico. No clipe, mulheres trabalham em obras pesadas e substituem os homens até que uma bigorna esmaga a cantora. Ela então acorda em um mundo futurista dominado por mulheres livres para serem sexys ou santas sem julgamentos, onde os poucos homens restantes são gays e também respeitados. Essa é a visão de mundo criada por ela.
Hoje, a faixa soma cerca de 100 milhões de streams globais nas plataformas.
A música acabou sendo alvo de um certo exagero nas críticas porque a sátira não ficou clara para o grande público logo de cara. As pessoas esperavam um hino pop levado a sério, mas Katy entregou puro suco de camp e ironia em uma época que a internet leva tudo ao pé da letra. O tempo tem o costume de inocentar obras camp no pop, e a faixa tem muito potencial para envelhecer como aquele delírio estético que os fãs passam a cultuar justamente pelo absurdo e por não se levar a sério.
@whenihula I like it too and kinda obsessed ngl. I even found a version with Tove Lo on YouTube, and you can listen to the original demo on SoundCloud.
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