Essa é minha mais nova obra, junto com Vinicius Xavier. No livro, debatemos diversos temas relacionados aos sistemas táticos: referências funcionais, sentido de salto, atrações, confronto entre diferentes sistemas e outros.
Na parte prática do livro, analisamos várias equipes e ideias que envolviam a temática macro da obra.
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Escrevi um ebook sobre bolas paradas na copa do mundo, com uma abordagem muito qualitativa em relação aos números.
Fiz uma relação entre diferentes variáveis (que vou apresentar aqui nos próximos dias) e vários dados interessantes foram descobertos.
Além disso, no último capítulo do ebook tem uma análise quantitativa dos gols da mesma competição, trazendo um olhar minucioso para alguns detalhes que sempre passavam despercebidos.
Quem tiver interesse em receber o material completo, me envie uma DM.
Padrão de vários escanteios na copa do mundo.
- Batida aberta
- Movimento do MacAllister na 1ª trave
- Centro da área preenchido
- Movimento para 2º poste
No primeiro gol da Argentina ontem, na despedida de Messi, aconteceu um padrão que já havia sido observado na copa do mundo.
1. MacAllister fazendo movimento para o 1º poste
2. Ottamenti no centro da área
3. Movimento rodado de algum jogador em direção ao 2º poste, para pegar uma possível desviada
Neste exemplo, o Ottamendi conseguiu fazer o gol no centro da área, mas nos demais exemplos que compartilhei, percebemos que várias vezes o jogador da segunda trave consegue criar espaço.
Nico Paz com gol de Messi. Movimento muito inteligente do Giay para abrir espaço atraindo dois marcados do Benim.
Essa rotação de triângulo pela beirada, que começa com uma base de um jogador e inverte a altura, principalmente pelos lados do campo, sempre geram possibilidade de cruzamento ou finalização.
Movimento de ponta em situações de troca de corredor. A bola vem girando e o ponta faz menção de que vai receber no pé e acaba atacando o espaço das costas.
Na maioria dos casos, os laterais adversários estão com as referências divididas entre bola e atacante. Isso faz com que a trajetória da bola não favoreça muito a proteção das costas.
Esse é um dos assuntos que debatermos no curso de indicadores táticos por posição, quem tiver interesse em saber mais sobre, basta clicar no link: https://t.co/GRWwEZfehh
Interessante a forma com que Zidane trabalha a parte individual dos jogadores.
Muitos exemplos de treinos específicos para as posições, utilizando referências espaciais do jogo formal.
A figura dele conduzindo as atividades também possui uma representatividade muito grande.
Em um contexto de altíssimo nível e com pouco tempo de estímulo coletivo, o aprimoramento individual parece ser uma das melhores alternativas de intervenção.
A Turquia partia de um 4-4-2 para um 4-1-3-2 na troca de bloco médio para alto, mas teve dificuldades de encaixe no tripé de meio da Bélgica.
No primeiro vídeo, interessante observar como a equipe Belga abaixa o médio do lado para criar 2x1 mais curto e libera De Bruyne. O ponta não conseguiu fechar o espaço dentro, que é crucial neste sistema.
No segundo clipe, a ideia é bem parecida, mas o médio agora recebe mais alto, na dúvida de salto do volante de defesa. Isso acontece, naturalmente, quando o salto do atacante acontece de dentro para fora e não consegue tapar o passe reto do zagueiro. Intenção que pode ser tomada deixando a dupla de zaga mais aberta que a largura da pressão.
Fala interessante de André Martins, sobre o aprendizado com Jorge Jesus. Impressionante o nível de influência de um treinador na vida de um jogador.
Importante o momento em que ele faz que não sabe se foi o treinador com quem mais ou menos jogou.
Os dois gols do Santos contra o São Paulo foram através de movimentações interessantes de G. Barbosa e Cebolinha, respectivamente.
No primeiro lance, Gabigol observa o posicionamento do zagueiro do São Paulo e busca uma diagonal curta que acaba tirando a referência de defesa do mesmo. Quando a bola é cruzada, a vantagem do atacante santista permite o cabeceio com mais espaço.
No segundo gol, Cebolinha percebe um detalhe muito importante: a relação com Coutinho. Com a saída do meia para o lado do campo, após o domínio, o ponta busca o centro do campo, para eliminar o jogador adversário da jogada e buscar um 2x1 do lado contrário. Se ele vai pelas costas, a chance de o adversário passar a linha da bola em retorno era maior e a situação na área ficaria 1x1.
O movimento do Pedro foi muito interessante para criar ainda mais espaço nas costas do oponente direto, mas a dinâmica coletiva também possui vantagem (vejam no replay).
Eu chamo essa dinâmica de 2ª entrada ou 2 entradas, que consiste em 2 movimentos seguidos em cima da última linha defensiva. No caso da Índia, que joga com a linha alta, essa coordenação ajuda a esticar a linha para trás.
Observem como o movimento do Gabriel Bontempo faz um defensor andar para trás e aumenta a margem do camisa 9 da seleção para se movimentar.
Exemplos do Elche utilizando os zagueiros como opção de progressão curta nas costas dos primeiros homens de pressão.
Esses comportamentos possuem, basicamente, 3 pontos interessantes para pensarmos:
1. Mais jogadores em progressão (volantes podem estar mais altos no campo)
2. A pressão geralmente não está acostumada a defender esse comportamento
3. Os atacantes adversário, caso haja perda de bola, estão à frente da linha dos zagueiros e, consequentemente, com mais chance de estarem impedidos
Vejo essas ações ainda mais vantajosas quando realizadas em recomeços de construção, onde a bola volta ao goleiro e a pressão está em corrida para frente. Nestes casos, o contramovimento é mais um ponto de vantagem para o ataque.
O Levante em 3-3-4, com largura máxima da primeira linha de construção, conseguiu liberar espaço na base, que foi o ponto de desequilíbrio do gol.
A partir deste espaço, subindo no campo, ao lado do bloco do 5-2-3 do Villareal, gerou 2x1 em cima do lateral e conseguiu o cruzamento.
Quem se interessa em discussões sobre este tema, escrevi um livro junto com @VArgirita sobre “Sistemas Táticos”. As encomendas podem ser feitas pelo link: https://t.co/Kbgp9szHmj
Uma das ótimas alternativas de quebrar linhas defensivas, principalmente de 5 jogadores, é a inversão de larguras.
Neste clipe, de um ataque do Charleroi-BEL, percebemos esse comportamento entre o médio do lado e o extremo.
No caso, o jogador que recebe é o que sai de fora para dentro, com vantagem posicional para o lateral que precisa defendê-lo, por estar mais próximo do gol do que este respectivo oponente.
Atacar é sempre buscar melhores trajetórias dentro (talvez) dos mesmos espaços.
Chelsea defendeu o Hull City com 7 jogadores no escanteio, deixando 3 jogadores para transição ofensiva e conseguiu fazer o gol exatamente neste momento!
Mas aos 33 minutos, o Hull City aproveitou o rebote vazio da área com 6 jogadores para fazer o gol.
A mesma ideia que gerou transição para gol feito também gerou desequilíbrio para gol sofrido.
🚨🏴 ERLING HAALAND OPENS THE SCORING FOR MANCHESTER CITY! WHAT AN ASSIST FROM ANTOINE SEMENYO!
Manchester City 1-0 Coventry.
https://t.co/TVwIlWSsWy
Interessantes algumas saídas de bola do Vasco contra o Cruzeiro.
O Vasco organizou a saída em G+3-4-3, formando um losango com os zagueiros bem abertos, laterais regulando altura com os pontas adversários e os 3 homens de frente fechados para segurar a linha de 4 defensiva. O Cruzeiro defendeu em 4-3-3, optando por deixar os homens de frente mais fechados, igualar no setor intermédio e ter superioridade na última linha de 4x3.
O Vasco, como abriu os zagueiros, tinha um tempo para conectar passes por dentro, quando o lateral subia e atraía o ponta do cruzeiro, porque gerava um desencaixe no corredor central. Essas foram as principais chances de construção por dentro. Quando o Cruzeiro conseguiu controlar a altura do lateral do Vasco, manteve igualdade por dentro e tempo para encaixar na dinâmica.