Minha reflexão sobre essa pauta dos penduricalhos é bem simples: se você é concurseiro ou membro recente da Magistratura ou do Ministério Público e está achando esse corte absurdo, é hora de repensar as suas escolhas. A ética e a humanização são dois pilares dessas carreiras.
Em um país em que a renda per capita não chega a R$ 2.500/mês e em que a maioria das pessoas fica fora de casa por mais de 12 horas por dia, dedicadas exclusivamente ao trabalho, é um escárnio ter uma nobreza que serve ao Estado recebendo mais de R$ 100 mil por mês.
Se a sua intenção é ficar milionário, a iniciativa privada é uma alternativa. Se você se acha merecedor de ganhar um super salário como esse, também deve ser capaz de construir algo para isso, e o Estado não é esse lugar.
Sou professor da Faculdade de Direito da USP, fui estudante da universidade e venho da escola pública. Como aluno, vivi de perto uma USP elitizada, distante da realidade da maioria do povo brasileiro.
As políticas de cotas mudaram esse cenário. Hoje, mesmo licenciado, acompanho como professor essa transformação. Vejo uma universidade pública mais diversa, com mais acesso, mais oportunidades e mais plural. Uma universidade com salas de aula mais representativas do país real e um ambiente acadêmico mais rico. A política de cotas criou oportunidades reais, mudou a trajetória de famílias inteiras e transformou o Brasil.
Tentar extinguir cotas raciais por lei estadual, em afronta direta à Constituição e ao entendimento consolidado do STF, é um retrocesso e uma tentativa de retirada de portas de acesso para quem sempre ficou do lado de fora. É uma ação deliberada que reproduz a exclusão.
Políticas públicas de inclusão integram o pacto constitucional e a própria ideia de democracia. Ao impedir a extinção das cotas em Santa Catarina, o Judiciário brasileiro reafirma que esse compromisso não é negociável e que retrocessos não encontram amparo na Constituição.
a vida é tão simples: tomou ghosting? entra num grupo de estudos! desilusão amorosa?
começa o mestrado! levou chifre? pega um edital de concurso e estuda! quer arrumar um namorado e não consegue? escreve um artigo científico!